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Instituto Unibanco

Foco no ensino médio

O Instituto Unibanco tem suas ações focadas na melhoria de desempenho dos jovens estudantes de ensino médio das escolas públicas brasileiras e na diminuição da evasão nessa fase da vida escolar.

Ao desenvolver tecnologias e metodologias que resultam em maior retenção e melhor desempenho do jovem na escola, o instituto acaba mirando em um dos principais problemas sociais brasileiros: a desigualdade social.

As tecnologias e metodologias desenvolvidas pelo instituto visam ao aprimoramento das políticas e práticas vigentes nas escolas da rede pública de ensino e têm sua eficácia comprovada por avaliações de impacto realizadas por avaliadores independentes. Estão disponíveis para governos e organizações da sociedade civil e são desenvolvidas de modo a permitir sua aplicabilidade em diferentes realidades.

Para o Instituto Unibanco, a orientação educacional e profissional concedida aos jovens é de fundamental importância para a formação de adultos mais capacitados, dotados de espírito crítico e capazes de promover mudanças benéficas para a sociedade. Por isso, ao longo de sua trajetória, a instituição tem se dedicado a desenvolver projetos de qualificação para escolas públicas de ensino médio de todas as regiões do Brasil, fomentando e fortalecendo parcerias com as várias esferas governamentais e as organizações da sociedade civil na busca por uma melhor qualidade educacional para a juventude brasileira. (SO5)

O instituto visa proporcionar, direta ou indiretamente, um melhor desempenho acadêmico, além de incentivar a continuidade dos estudos até pelo menos o fim do ciclo básico. Para viabilizar essa atuação em diferentes estados, foi firmado um compromisso público entre o Instituto Unibanco e as secretarias de educação, cujo objetivo é atuar pela melhoria da educação, com base nos indicadores educacionais formais. A forma adotada para atingir esse objetivo é a concepção e validação de estratégias que contribuam para aprimorar as políticas públicas e as práticas educacionais vigentes nas escolas brasileiras. O processo, desenvolvido em conjunto com governos estaduais e organizações da sociedade civil, resulta na criação de tecnologias educacionais para livre disseminação nas redes de ensino. (SO5)

Um exemplo de ação conjunta, entre o instituto e as secretarias de educação, voltada para melhorar o aproveitamento dos estudantes e reduzir a evasão escolar é o Programa Entre Jovens, desenvolvido pelo Instituto Unibanco desde 2007, em parceria com as secretarias estaduais de educação do Rio de Janeiro, de Vitória (ES), de Juiz de Fora (MG), de Campinas (SP) e de Brasília (DF).

O projeto faz da tutoria um meio para que alunos recém--chegados ao ensino médio possam rever conteúdos nos quais tenham acumulado aproveitamento insatisfatório desde o ensino fundamental. Esse resgate é feito para evitar que uma base inadequada de conhecimentos prejudique a compreensão das novas disciplinas, agravando a defasagem e desestimulando a continuidade dos estudos.

Os programas de tutoria em língua portuguesa e matemática são desenvolvidos no contraturno escolar. Os tutores são estudantes universitários de cursos de licenciatura que, ao participarem da iniciativa, têm a oportunidade de aperfeiçoar a sua formação profissional. Em 2010, o Entre Jovens atendeu 246 escolas e beneficiou mais de 20 mil jovens.

O Programa Jovem de Futuro, outra ação desenvolvida pelo Instituto Unibanco, também conta com o apoio das secretarias estaduais de educação. Seu objetivo é proporcionar aos gestores da escola e aos agentes de toda a comunidade escolar formação e instrumental adequados para estabelecimento de um modelo de mobilização permanente e de administração em busca de melhores resultados no rendimento dos alunos e nos seus índices de conclusão de curso. A partir de um método de avaliação, as instituições de ensino identificam suas carências e necessidades em cada aspecto da vida escolar (notas médias, perfil dos professores, rotinas administrativas, instalações físicas) e definem suas próprias matrizes de planejamento. Em 2010, o programa atingiu 98 escolas públicas de Grande São Paulo, Vale do Paraíba (SP), Rio de Janeiro (RJ), Grande Belo Horizonte (MG) e Grande Porto Alegre (RS), impactando cerca de 140 mil jovens.

Para participar do Programa Jovem de Futuro, as escolas devem formalizar sua adesão, o que, na prática, representa um compromisso com as metas estabelecidas para melhoria do desempenho e diminuição dos índices de evasão de seus alunos. O apoio financeiro corresponde a R$ 100 por aluno, por ano, repassados diretamente para a Associação de Pais e Mestres (ou entidade similar), que é responsável pela execução financeira e pela prestação de contas. Cada escola define sua própria matriz de planejamento, identificando carências, necessidades e os parâmetros de qualidade que pretende alcançar em cada aspecto da vida escolar – como desempenho escolar, prática docente, clima escolar, rotinas administrativas, instalações e equipamentos. Essa matriz fundamenta o planejamento de ações e a definição de metas que constituirão o programa e servirão para alavancar resultados que sustentem os objetivos principais de melhorar o desempenho e reduzir a evasão dos alunos. Por seu caráter aberto, o Jovem de Futuro pode aglutinar diversos projetos e iniciativas complementares na composição de soluções educacionais individualizadas para escolas da rede pública. (SO1)

Durante toda a execução do Programa Jovem de Futuro, são realizados avaliações e acompanhamento dos indicadores educacionais nas escolas. Os ganhos no desempenho escolar dos alunos são verificados por um sistema de avaliação desenvolvido pelo instituto, com base no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), ao fim do ensino médio, comparando o resultado dos terceiranistas da escola em qualquer prova Saeb realizada no ano zero do projeto – ou seja, o ano anterior ao seu início. Caso a escola não tenha participado de avaliações do gênero no período, o instituto providencia a preparação e a aplicação de uma prova correspondente, com essa finalidade. (SO1)

No primeiro ano, ocorrem três avaliações – no começo, no meio e no final do ano letivo –, para obter indícios da evolução dos alunos e da necessidade de ajustes nos métodos e nas estratégias de ação. Elas servem também como parâmetro de corte para as escolas participantes, uma vez que a melhoria no desempenho dos alunos é precondição para a continuidade da escola no projeto. Uma nova prova de acompanhamento ocorre ao fim do segundo ano, e outra ao fim do terceiro e último ano. A evasão é mensurada pela comparação entre os índices de abandono registrados no ano zero do projeto e os índices apresentados ao fim do terceiro ano. (SO1)

As escolas sabem exatamente quando os programas terão início e fim, mas, para que as secretarias de educação possam se empoderar dessa tecnologia social, o Instituto Unibanco está desenvolvendo uma metodologia de transferência do conhecimento teórico e prático para as secretarias. Assim, elas poderão implementar a iniciativa em todas as suas escolas quando o instituto não estiver mais presente. A saída do instituto se dá gradualmente, durante um período de até três anos, evitando uma ruptura abrupta no relacionamento. (SO1)

 


Principais projetos desenvolvidos pelo Instituto Unibanco, em 2010 (EC8, SO1)

     
Instituto Unibanco Total (R$) Descrição e resultados
Programa Jovem
de Futuro
18.209.370,00 O Programa Jovem de Futuro reúne ações, métodos e tecnologias que proporcionam às escolas de ensino médio um modelo de gestão abrangente e participativo, focado em resultados. Sua base é a capacitação de um grupo de gestão, formado por integrantes da própria comunidade escolar, para a criação de um Plano de Melhoria de Qualidade, implementado ao longo de três anos, com apoio técnico e financeiro do instituto. Atualmente, é desenvolvido nas seguintes regiões: Grande Belo Horizonte, Grande Porto Alegre, Grande São Paulo, Vale do Paraíba e Grande Rio de Janeiro. Em 2009, havia sido implementado em 86 escolas, com a participação de 69.553 alunos. Em 2010, o projeto atingiu 138.143 alunos, de 98 escolas.
Programa Entre Jovens 7.780.440,00 O Programa Entre Jovens (PEJ) é uma tecnologia criada pelo Instituto Unibanco e desenvolvida em parceria com secretarias estaduais de educação. Visa enfrentar o desafio da falta de condições acadêmicas para cursar o ensino médio (não domínio de competências básicas do ensino fundamental) que grande número de jovens apresenta, e que é responsável pelo baixo desempenho e, em muitos casos, pelo abandono escolar. O PEJ oferece atendimento educacional complementar a alunos do 1.o ano do ensino médio de escolas públicas, por meio de programas de tutoria colocados em prática por estudantes universitários de cursos de licenciatura. As avaliações periódicas de acompanhamento revelaram um desempenho cinco pontos superior entre os alunos participantes do projeto. Trata-se de um resultado que pode ser considerado bastante significativo, diante do curto período de intervenção: seis meses, com três meses de atividade em cada semestre letivo. Atualmente, ocorre em: Espírito Santo, Juiz de Fora (MG), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e Campinas (SP). Em 2009, o programa foi implementado em 157 escolas. Em 2010, esse número subiu para 246 escolas.
Projetos apoiados: diversas iniciativas sociais de educação executadas por outras organizações 3.489.945,00 Apoio a diversas iniciativas sociais de educação executadas por outras organizações.
Educação financeira 684.146,00 O instituto identificou que não bastava reduzir a evasão escolar, orientando jovens integrantes da rede pública a continuar os estudos e a trabalhar; era preciso mostrar como lidar com o dinheiro de modo consciente, ajudando na renda familiar e criando uma perspectiva de futuro baseada no planejamento financeiro. Com esse objetivo, desde 2008 o Instituto Unibanco tem se dedicado à Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef), estabelecida pelo governo federal em parceria com os principais órgãos reguladores do sistema financeiro. O objetivo da Enef é inserir a educação financeira como uma das variadas disciplinas. Para isso, foram elaboradas as Diretrizes de Orientações Curriculares para Educação Financeira nas Escolas – documento já aprovado pelo Ministério da Educação (MEC). Na segunda etapa do Programa de Educação Financeira, o Instituto Unibanco elaborou o material didático para alunos e professores do ensino médio. No primeiro módulo, experiências são vividas nos âmbitos individual e familiar; o segundo amplia os horizontes das escolas na perspectiva da sociedade, enquanto o terceiro aborda temas relacionados às políticas públicas.
Centro de Estudos
Tomas Zinner
682.320,00 Instalado numa ampla área em meio à natureza, no Jardim Esmeralda, em São Paulo, nas proximidades do Centro Administrativo Unibanco (CAU), o Centro de Estudos Tomas Zinner dispõe de salas de aula informatizadas, espaços para leitura e auditório com equipamentos multimídia. Criado e mantido pelo Instituto Unibanco, desenvolve atividades orientadas a testar e validar tecnologias educacionais para aplicação em projetos com foco em melhoria da qualidade do ensino médio, redução da evasão escolar e inserção profissional de jovens, especialmente no âmbito da Lei da Aprendizagem. Além de atuar, por meio de seus projetos piloto, como laboratório de propostas para o aperfeiçoamento de políticas públicas na área da educação, o núcleo promove atividades socioeducacionais e coloca sua infraestrutura à disposição da comunidade local.
Núcleo Amigo
do Professor
2.143.322,00 Amigo do Professor é um núcleo do Plug Minas (Centro de Formação e Experimentação Digital) que busca o desenvolvimento social por meio da educação aliada ao uso das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação). O NAP tem como objetivo contribuir para a redução do índice de evasão escolar e para o aumento do índice de conclusão e do desempenho dos alunos de ensino médio em escolas da rede pública de Minas Gerais. Todos os nossos cursos são gratuitos, com certificação do Governo do Estado de Minas Gerais.
Total 32.989.543,00