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Negócios

Neste capítulo

Você conhecerá as principais áreas de negócios do Itaú Unibanco.

  • As sinergias entre as operações de Itaú e Unibanco
  • As perspectivas para alguns segmentos
  • Os produtos e serviços diferenciados e de caráter socioambiental

R$190 mil

foi o total, em 2008, de repasses dos cartões socioambientais às entidades apoiadas

R$ 6,2 bilhões

somou a carteira de crédito imobiliário do Itaú Unibanco, em 2008

2 mil

empresas brasileiras de grande porte são clientes do Itaú Unibanco

Escala e diversificação

Itaú e Unibanco possuem atuações complementares em diversos segmentos, o que traz benefícios para os clientes do novo banco

A união das operações de dois dos maiores bancos privados do Brasil trará benefícios para os clientes do Itaú Unibanco, que manterá as melhores práticas, serviços e produtos das duas instituições que lhe deram origem. O novo banco será capaz de expandir a oferta de crédito, prestar ampla cooperação ao governo e às entidades bancárias coirmãs, valorizar o trabalho de seus colaboradores e assegurar a solidez do nosso sistema financeiro.

O esforço prioritário do Itaú Unibanco é consolidar a integração de seus diversos negócios, presentes em todos os segmentos da atividade financeira, reforçando a presença do novo banco no mercado e mantendo a visão positiva da expansão dos negócios. Os objetivos são aumentar a atuação no Brasil, competir no mercado internacional, apoiar o crescimento das operações de crédito e gerar ganho de escala em todos os segmentos de clientes.

Agências

O Itaú Unibanco começa 2009 bem preparado para enfrentar o cenário de desaquecimento previsto para o ano. Várias providências foram tomadas, ao longo de 2008, para tornar os próximos meses um período de oportunidades para seus clientes. A integração das duas instituições que lhe deram origem será feita de modo a preservar o bom atendimento ao cliente e as melhores práticas de Itaú e Unibanco – e o primeiro benefício direto da associação será a maior capilaridade de agências e caixas eletrônicos, a partir da integração das redes do Itaú e do Unibanco.

Até setembro de 2008, quando o panorama econômico deu seus primeiros sinais de desaquecimento no Brasil, a expansão da rede de atendimento predominou, nas agendas de Itaú e Unibanco. Nos últimos anos, os dois bancos estiveram focados no crescimento orgânico e na atração e retenção de clientes, diante de um cenário de competição acirrada entre as instituições financeiras. No final de 2008, o Itaú Unibanco estava presente em mais de 1,1 mil municípios do Brasil, com 4,6 mil agências e postos de atendimento bancários (PABs) e mais de 30 mil caixas eletrônicos.

A forma de atuação do Itaú e a do Unibanco, em varejo, são muito parecidas, já que ambos estabeleceram como foco central de atuação o atendimento às necessidades do cliente, de forma personalizada. Essa similaridade facilitará a integração das duas instituições.

A segmentação de clientes, construída, há muitos anos, pelos dois bancos, foi uma estratégia adotada com o objetivo de ofertar produtos e serviços diferenciados para cada nicho de mercado. Essa forma de atuar será, também, beneficiada pela associação, pois a união dos colaboradores de Itaú e Unibanco aumenta a capacidade de desenvolvimento de produtos e serviços inovadores para cada um desses segmentos.

Os clientes do Itaú são segmentados entre Agências Itaú e Agências Personnalité, de acordo com a renda. No Unibanco, essa segmentação é bastante similar, entre clientes “exclusivos” e Uniclass.

Um programa de destaque, desenvolvido pelo Unibanco, em 2008, foi o Paixão pelo Cliente, que envolve colaboradores da rede de agências e das áreas de operações na tarefa de conquistar aqueles que são a principal razão de um banco existir. O programa procura estimular atitudes das equipes internas para que o cliente perceba a preocupação do banco com tudo o que lhe foi prometido, com base em processos eficientes e descomplicados, que realmente façam a diferença.

O Itaú Unibanco quer manter seus clientes no longo prazo. Uma das estratégias para atingir esse objetivo é contribuir para sua educação financeira. O programa Uso Consciente do Banco, iniciado pelo Itaú em 2005 e relançado em 2009, é uma das maneiras de cumprir esse papel (veja capítulo Compromissos e práticas).

Rede interligada de caixas eletrônicos

Em 29 de janeiro de 2009, menos de três meses após o anúncio da associação entre Itaú e Unibanco, os clientes dos dois bancos começaram a usufruir os benefícios da operação. Os caixas eletrônicos das duas instituições foram interligados em todo o país, totalizando mais de 30 mil pontos. A rede de autoatendimento do Itaú Unibanco oferece, inicialmente, operações de saque e consulta de saldo de conta-corrente e poupança.

Os trabalhos para essa integração começaram com as equipes técnicas do Itaú e do Unibanco estabelecendo os padrões que seriam adotados pela rede conjunta. Além da comodidade, o principal foco dos trabalhos dos dois bancos foi a segurança: os caixas oferecem os mesmos patamares de confiabilidade de antes e a vantagem de poderem ser operados com o mesmo cartão e senha que o correntista já possuía.

Crédito ao consumidor

A área de crédito ao consumidor do Itaú Unibanco visa ofertar crédito e serviços financeiros aos consumidores, por meio de um amplo portfólio de produtos, que inclui cartões de crédito Itaucard e Unicard, crédito ao consumo, cartões private label, seguros e garantia estendida, entre outros.

Os clientes correntistas e não correntistas contam com diversos canais de atendimento, dentre os quais se destacam 389 lojas próprias, mais de 2 mil pontos de venda, além de toda a estrutura de agências.

Cartões

O Itaú Unibanco é líder no segmento de cartões de crédito, no Brasil. Itaucard e Unicard oferecem um amplo portfólio de produtos para 17 milhões de clientes correntistas e não correntistas.

Em 2008, esse segmento manteve o mesmo ritmo acelerado de crescimento registrado nos últimos anos, atingindo uma carteira de R$ 15,8 bilhões e faturamento de R$ 63,2 bilhões.

A Orbitall, empresa pertencente ao grupo, manteve a liderança no mercado de processamento de meios de pagamento eletrônico, atingindo 29,3 milhões de cartões processados em 2008. A Orbitall posiciona-se, de maneira atrativa, como prestadora de serviços para bancos e redes varejistas. Essa estratégia deve trazer um incremento de novos clientes, em 2009 e nos próximos anos.

Para 2009, o Itaú Unibanco tem como principais desafios, além da consolidação da operação, o crescimento da sua base de clientes e o incremento da rentabilidade de seu portfólio de cartões de crédito. O foco está em lançar produtos e benefícios diferenciados e intensificar a busca de novas parcerias.

O principal investimento da área de cartões, em 2009, será ampliar a base de cartões com chip. Tal iniciativa tem o objetivo de aumentar a segurança da operação.

Parcerias

Para ampliar a oferta de crédito e serviços financeiros, o Itaú Unibanco conta com mais de 2,2 mil pontos de venda, por meio de joint venture e acordos operacionais firmados com grandes varejistas. Atualmente, essas parcerias atendem mais de 23,2 milhões de clientes, em todo o Brasil.

Lojas próprias

No segmento de crédito ao consumidor, as marcas Taíi e Fininvest proporcionam atendimento a mais de 5,2 milhões de clientes, atendidos em 389 lojas próprias no país, oferecendo o que há de melhor em produtos e serviços financeiros, por meio de crédito pessoal, crédito consignado, cartões, seguros e capitalização, além de conveniência para pagamento de contas e atendimento a beneficiários do INSS.

Cartões de crédito socioambientais

Comprometido com questões socioambientais, o Itaú Unibanco conta com um portfólio de cartões que possibilitam aos clientes contribuir regularmente com instituições ligadas à preservação do meio ambiente, à defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes e ao auxílio a pessoas com necessidades especiais.

Nome

Tema

Diferencial

Cartão Aqualung Unicard

Patrimônios ambientais

Clientes fazem uma doação mensal para o Instituto Ecológico Aqualung, que atua em prol da educação e da preservação ambiental.

Cartão Greenpeace Unicard

Patrimônios ambientais

Permite que cada cliente faça uma doação mensal para as ações do Greenpeace, ONG que atua na preservação ambiental.

Cartão Fundação Abrinq Unicard

Direito das Crianças e Adolescentes

Clientes fazem uma doação mensal para a Fundação Abrinq, que atua na melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes.

Cartão Lions Unicard

Cegueira e Catarata

Contribuição de 0,8% dos gastos dos clientes para programas de assistência a portadores de cegueira e catarata realizados pelo Lions Club.

* A soma dos repasses dos cartões socioambientais totalizou mais de R$ 190 mil, em 2008

Crédito Universitário

Uma das maneiras mais eficazes de contribuir para o desenvolvimento sustentável do país é ajudar na educação e na qualificação profissional dos jovens brasileiros. Pensando nisso, o Unibanco criou o Crédito Universitário, um financiamento para os estudos com taxas subsidiadas, em parceria com as instituições de ensino superior.

Com essa linha especial de crédito, o universitário paga praticamente metade da mensalidade, em até o dobro do tempo. Com esse produto, o Unibanco pretende facilitar o acesso ao ensino superior e contribuir para formar jovens preparados para o mercado de trabalho.

Crédito consignado

A exemplo do que já faziam Itaú e Unibanco antes da associação, o Itaú Unibanco continuará atuando fortemente no segmento de crédito consignado. No Brasil, esse mercado continua crescendo. No final de 2008, esse segmento representava R$ 79 bilhões, ou seja, 55% do total de crédito pessoal concedido no sistema financeiro.

Para focar nesse segmento, tanto no Itaú, como no Unibanco, foram criadas áreas dedicadas a ele; porém, os dois bancos utilizavam estratégias diferentes para originação das operações. Enquanto o Itaú focou a operacionalização do produto dentro de suas agências e canais eletrônicos, o Unibanco focou em parcerias e correspondentes bancários.

Em 2008, a carteira do Itaú cresceu 59%, atingindo o montante de R$ 1,4 bilhão, e a carteira do Unibanco atingiu o montante de R$ 1,9 bilhão.

Ainda separados, em outubro, tanto o Itaú, como o Unibanco, fizeram diversas aquisições de carteiras de bancos menores, objetivando melhorar a liquidez do sistema, valendo-se das prerrogativas estabelecidas pelas circulares 3.407, 3.411 e 3.414 do Banco Central.

Microfinanças

Conceder crédito, com condições especiais, para microempreendedores de todo o país, que, geralmente, encontram dificuldade de acesso a linhas de financiamento tradicionais. Esse é o objetivo da atuação do Itaú Unibanco no segmento de microcrédito.

Itaú e Unibanco atuavam no segmento com estratégias diferentes: o Itaú estabeleceu parcerias com organizações da sociedade civil de Interesse público (Oscips) para identificar projetos a serem apoiados, além de disponibilizar empréstimos a correntistas na rede de agências; já o Unibanco optava por fornecer crédito diretamente para pessoas físicas não correntistas nas comunidades carentes. As três atuações, unidas no novo banco, formam uma base de grande potencial para o crescimento da atuação do Itaú Unibanco nesse segmento.

O Itaú iniciou sua atuação em parcerias com organizações sociais de comunidades carentes, em 2005, e, desde 2007, mantém uma área dedicada exclusivamente ao segmento. A estratégia atual é estabelecer parcerias com Oscips que atuam como instituições de microcrédito em comunidades carentes dos grandes centros urbanos (foto abaixo). Esses parceiros encarregam-se de avaliar as solicitações de crédito e escolher os projetos a serem beneficiados. Apenas em 2008, os microempreendedores receberam cerca de R$ 8,3 milhões em linhas de financiamento.

No fim do ano, o Itaú contava com cinco Oscips parceiras. Para aumentar esse número e contribuir para o fomento do segmento no país, o banco lançou, em setembro de 2008, o Guia para Criação de Instituições de Microcrédito.

O microcrédito para correntistas, por sua vez, é comercializado nas agências Itaú, sem a necessidade de comprovação da utilização do crédito. Trata-se de um empréstimo pessoal parcelado, limitado a R$ 1 mil, com taxa de juros reduzida, oferecido a clientes correntistas com poucos recursos. Em 2008, 53 mil contratos foram efetivados, totalizando R$ 48,6 milhões de valor entregue.

O Unibanco, por sua vez, foi o primeiro banco privado no país a operar no segmento de microcrédito produtivo, oferecendo financiamento a empreendedores formais e informais de baixa renda desde 2003, por meio da Microinvest. A porcentagem de ações dessa empresa que pertence à IFC (International Finance Corporation), instituição do Banco Mundial que atua no financiamento de projetos privados, é de 19,9%. Em 2008, a Microinvest concluiu o primeiro projeto de cooperação técnica para o desenvolvimento de plataforma tecnológica e modelo de análise de crédito firmado com o CGAP, um dos principais organismos mundiais de fomento ao acesso a serviços financeiros para a base da pirâmide social. Em dezembro, foi firmado um novo convênio, com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, para o fortalecimento da estrutura de gestão e apoio à implantação das melhores práticas do setor.

De uma atuação concentrada na capital fluminense, a Microinvest passou para todo o Estado do Rio de Janeiro, Grande São Paulo e Grande Porto Alegre. Depois, ampliou ainda mais sua rede de distribuição, operando, também, em todo o Estado de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e em algumas localidades do Rio Grande do Sul.

Em dezembro de 2008, a Microinvest contava com cerca de 70 agentes de crédito, o dobro do ano anterior, e estava presente em mais de 150 pontos, entre eles as comunidades da Rocinha, no Rio de Janeiro, e Paraisópolis, em São Paulo.

Outra iniciativa da Microinvest é a capacitação dos empreendedores. Em abril de 2008, aproximadamente 600 pessoas passaram por capacitação que inclui noções básicas de contabilidade, gestão de negócios e uso consciente do crédito. A capacitação ocorre em dois módulos: o primeiro tem duração de três dias e o segundo, de seis meses.

Desde o início de sua operação, em 2003, a Microinvest desenvolveu mais de 20 mil operações, totalizando R$ 58,5 milhões em financiamentos, com taxa mínima de 2,88% ao mês e máxima de 4%.

Veículos

O segmento de veículos foi um dos destaques do Itaú Unibanco, durante o ano de 2008, registrando expressivo crescimento da carteira e cross-selling de produtos agregados ao negócio.

Em 2008, as novas concessões de crédito no segmento de financiamento e leasing de veículos do Itaú somaram R$ 27,3 bilhões, o que representa um aumento de 17% em relação a 2007. O resultado superou o registrado pelo mercado, que cresceu, aproximadamente, 8%. A carteira de crédito atingiu R$ 41,2 bilhões, com crescimento de 37% em relação a 2007.

O Unibanco somou, em 2008, R$ 7,5 bilhões em concessões de crédito no segmento de veículos, o que representa um aumento de 6% em relação a 2007. A carteira de crédito fechou o ano com R$ 8,1 bilhões, apresentando crescimento de 35% sobre o volume registrado em 2007.

Essa performance manteve o Itaú Unibanco na posição de liderança no mercado de financiamento de veículos.

A estrutura do Itaú voltada para veículos pesados consolidou-se em nível nacional e representa, aproximadamente, 7,3% das novas contratações de financiamento e leasing, no Banco Itaú. Já no Unibanco, esse percentual foi de 13,4%, em 2008.

O Banco Itaú consolidou sua operação de financiamento de motocicletas em nível nacional, ao longo de 2008. Além disso, o Itaú tem um acordo com a montadora Dafra para o financiamento de suas motos. O volume total de negócios atingiu R$ 1 bilhão, em 2008.

Juntos, o Itaú e o Unibanco atingiram a marca de 3,3 milhões de clientes com financiamento. Dentre os 2,9 milhões de clientes da carteira Itaú, 1,2 milhão já possuem seguro e cerca de 700 mil possuem cartões de crédito Itaucard e Fiat Itaucard.

Atualmente, o Itaú Unibanco oferece crédito para os consumidores em 15,2 mil revendas e concessionárias de automóveis leves, caminhões e motocicletas, distribuídas por todo o país. Em sua totalidade, as propostas são captadas e processadas pela Internet, conferindo mais segurança e agilidade ao processo de concessão de crédito para lojistas e clientes financiados.

Durante o primeiro semestre de 2009, serão integradas as duas operações, incorporando à plataforma do Itaú inovações na distribuição e controle de crédito oriundas da estrutura do Unibanco.

Crédito imobiliário

A associação entre Itaú e Unibanco reforça o posicionamento do novo banco em crédito imobiliário, pois as duas instituições atuam com focos diferentes e, agora, terão negócios complementares. A nova carteira de crédito imobiliário somou R$ 6,2 bilhões, em 2008, o que corresponde a um aumento de 41,2% em relação ao ano anterior.

Outro destaque do ano foi a criação de ferramentas utilizadas para identificar e mensurar o risco socioambiental dos projetos imobiliários que serão financiados. Essa metodologia está em fase piloto e terá sua implantação concluída em 2009.

A ação está alinhada às políticas de sustentabilidade já em vigor no banco e tem como objetivo estimular práticas sustentáveis nas operações de crédito à pessoa jurídica.

Seguros, previdência e capitalização

A área de Seguros, Previdência e Capitalização ganhou ainda mais força dentro do Itaú Unibanco. A operação foi estruturada para atender os diversos segmentos de mercado, com foco na satisfação dos clientes e gestão de riscos.

A Itaú Seguros e a Unibanco Seguros estão presentes em todas as regiões do Brasil, por intermédio de 16 mil corretores de seguros ativos, 61 Postos de Atendimento ao Corretor e 30 Centros de Atendimento Rápido. Destaca-se, também, a atuação em canais remotos, distribuição direta e parcerias com varejistas, cartões de crédito e financeiras do grupo Itaú Unibanco.

No ano de 2008, a operação de seguros do Itaú Unibanco totalizou R$ 7,1 bilhões em prêmios (excluindo Saúde), ocupando a liderança de mercado, com participação de 16%.

Os dois bancos investiram muito, nos últimos anos, para aprimorar suas operações, seus produtos e seus serviços. O Itaú Unibanco pretende manter a liderança de seguros, em 2009, e consolidar sua participação em previdência, com um processo de venda diferenciada, destacando a proposta de valor de seus produtos, criados para prevenir perdas no patrimônio e assegurar um futuro mais tranquilo aos seus clientes. A carteira de previdência individual do Unibanco fechou o ano de 2008 com suas reservas técnicas totalizando R$ 3,9 bilhões, apresentando crescimento de 18% em relação ao ano anterior.

Em novembro de 2008, o Unibanco comprou a participação de 50,1% que o American International Group (AIG) detinha em sua seguradora por US$ 805 milhões, encerrando 11 anos de uma das mais bem-sucedidas histórias de parceria no mercado de seguros.

A parceria com a maior seguradora do mundo também trouxe conhecimento para o Unibanco atuar no recém-aberto mercado de resseguros no Brasil, após quase 70 anos de monopólio. Essa aquisição traz ao novo banco uma participação líder em faturamento e expertise no segmento de seguros para grandes empresas. Também reforça ainda mais a liderança em apólice de garantia estendida, que amplia a garantia dada pelo fabricante de produtos da linha branca e marrom – geladeiras, freezeres, fogões e outros eletrodomésticos. O Unibanco manteve a liderança, em 2008, com 76% do market share no segmento de garantia estendida, no país, com as redes de varejo.

No segmento de planos corporativos de previdência complementar, o Itaú e o Unibanco tiveram, em 2008, uma receita de R$ 1,9 bilhão. Itaú e Unibanco consolidarão suas participações, oferecendo sempre o melhor produto, por meio de um trabalho consultivo de pré e pós-venda. Dessa forma, os clientes terão sempre o produto mais adequado às suas necessidades e uma oferta constante de novos serviços.

Em 2007, o Unibanco firmou parceria com a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente). Desde então, parte do valor arrecadado com os planos de capitalização é revertida para o tratamento das crianças com deficiência atendidas pela AACD. Em 2008, o valor repassado à AACD foi maior que R$ 4,7 milhões, proporcionando a realização de mais de 106 mil atendimentos.

Considerando as operações de Itaú e Unibanco, as receitas de planos de capitalização totalizaram R$ 1,7 bilhão, em 2008, representando uma participação de mercado de 16%. Já as provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização totalizaram R$ 42,7 bilhões, em dezembro de 2008, com crescimento de 22,7% em relação a 2007.

Produtos diferenciados

O Itaú e o Unibanco manterão, em 2009, o desenvolvimento de produtos inovadores na área de Seguros, Previdência e Capitalização. Abaixo, algumas das últimas inovações em produtos:

  • Planos de previdência empresarial, como o Pessoa Jurídica Fácil, e planos familiares, como o Flex Prev Itaú Empresarial e o Fases da Vida;
  • Socorro Auto Itaú, com custo mensal de R$ 19,90, direcionado a pessoas que não podem comprar um seguro de carro, mas necessitam de serviços de assistência de guincho e socorro mecânico e elétrico para panes, chaveiro e proteção à vida;
  • Apólice de seguro residencial com custo inferior a R$ 6,00 por mês, direcionada a pessoas de baixa renda e que oferece serviços de assistência doméstica, como chaveiro, eletricista, encanador e conserto de eletrodomésticos.
  • Oferta de produtos (Acidentes Pessoais, Lar, Vida e Prestamista) com ticket médio baixo, para clientes de menor poder aquisitivo (Fininvest e Hipercard).

Soluções corporativas em seguros

O Itaú Unibanco possui estrutura dedicada a atender ao segmento de grandes clientes industriais e comerciais, que envolve projetos de construção civil, química e petroquímica, geração de energia, infraestrutura e outros, nos quais mantém uma atuação de grande destaque. As seguradoras do Unibanco e do Itaú possuem atuações sólidas nesse setor, nos últimos anos, e, juntas, detêm a liderança do segmento em prêmios auferidos e retidos.

As apólices de grandes riscos da Unibanco Seguros são, muitas vezes, negociadas por resseguradores locais e internacionais, buscando condições diferenciadas para cada cliente, conforme suas necessidades operacionais e de produção.

Já a Itaú XL, parceria entre a Itaú Holding e o grupo XL Capital estabelecida em 2006, consolidou a liderança em prêmios retidos no segmento de grandes riscos – empresas com faturamento anual acima de R$ 70 milhões ou importância segurada acima de R$ 30 milhões –, com a conquista de importantes clientes no mercado nacional.

A implementação de uma nova ferramenta de gestão por cliente possibilita à área comercial identificar todo o relacionamento que o cliente já tem com o banco, oferecendo produtos e serviços muito mais adequados às suas necessidades e aspirações, garantindo maior satisfação dos clientes atuais e a conquista de novos.

O Itaú teve, ainda, uma importante participação na reconstrução das áreas afetadas pelas enchentes em Santa Catarina, ao indenizar boa parte das perdas de clientes. Tais indenizações pouco afetaram o resultado da seguradora. Apesar do elevado volume financeiro, a perda do grupo ficou dentro do cálculo previsto, uma vez que, desde 1987, o Itaú compra apólice de resseguro para proteger o patrimônio da empresa contra catástrofes.

Seguro ambiental

O Unibanco foi pioneiro no lançamento do seguro de responsabilidade civil por danos de poluição ambiental, em 2005. O produto foi desenvolvido para atender às necessidades das empresas preocupadas com os seus impactos, não apenas nas comunidades onde estão inseridas, como também no meio ambiente.

Em um mercado extremamente seletivo, o produto apresentou um crescimento de 27% na sua carteira de clientes, em 2008, com uma importância segurada de R$ 530 milhões, representando R$ 13,5 milhões em prêmio emitido.

Expansão internacional

Na área de seguros e previdência, o Itaú Unibanco já iniciou sua expansão na América Latina. Em abril de 2008, o Itaú adquiriu 100% das ações da Union Capital, empresa uruguaia de gestão previdenciária com 175 mil clientes e cerca de US$ 440 milhões de ativos sob sua administração em dezembro de 2008, o que representa, aproximadamente, 17% dos ativos dos fundos de pensão do país. No Chile, um importante mercado de previdência privada e seguro de vida, o Itaú abriu, em dezembro de 2008, uma seguradora de vida, cujo foco inicial é atender os clientes do banco.

Mudanças climáticas

A Unibanco Seguros e a Itaú Seguros fazem parte do comitê de mudanças climáticas da Confederação Nacional de Seguros Privados, Previdência Privada e Capitalização (CNSeg). Os objetivos do comitê são discutir e propor trabalhos sobre os impactos das mudanças climáticas na indústria de seguros e avaliar medidas de mitigação de riscos para governos, empresas e a sociedade.

As mudanças climáticas são consideradas por seguradoras de todo o mundo um fator de crescente risco para suas operações, por causa das perdas potenciais em função de eventos como furacões, inundações, secas, terremotos e outros fenômenos climáticos.

Pequenas e médias empresas

As pequenas e médias empresas (PMEs) compõem um segmento prioritário para o Itaú Unibanco em 2009, pois há grande espaço para expansão do banco na concessão de crédito e outros serviços para esse público.

Além do objetivo de se posicionar melhor dentro desse mercado de oferta de crédito para as PMEs, o Itaú Unibanco avalia que, em 2009, esse segmento será determinante para o alcance de melhor resultado financeiro. Em um cenário de retração da economia mundial, as pequenas e médias empresas, no mercado doméstico, apresentam maior potencial de consumo de produtos e serviços bancários. Portanto, a expectativa do novo banco é manter os investimentos nas PMEs, em 2009.

O foco no crescimento da área de pessoas jurídicas, tanto no Itaú, como no Unibanco, trouxe excelente resultado, em 2008, principalmente na conquista de pequenas e médias empresas. No Itaú, a carteira de clientes com movimento passou de 506 mil, em 2007, para 743 mil empresas, em 2008, com volume de ativos 80% maior, ou seja, R$ 29 bilhões. As captações tiveram incremento de 33%, chegando a R$ 30 bilhões. No Unibanco, com a carteira de clientes de 660 mil empresas, o saldo de operações de crédito representou mais de R$ 13 bilhões em ativos.

Diversas iniciativas contribuíram para esses bons resultados. Os principais fatores foram a segmentação por faturamento, que possibilita um atendimento mais focado nas necessidades dos clientes, e o aumento de pontos de atendimento em empresas de todo o país.

Um dos objetivos para 2009 é manter o lançamento de produtos que priorizem facilidades de acesso, permitindo às empresas usar ainda mais a Internet, sem a necessidade da presença física nas agências do banco. O principal desafio dos executivos permanece em encontrar ferramentas que facilitem o dia a dia das empresas, abrangendo serviços, preço, atendimento e acesso às informações financeiras. Os produtos para micro, pequenas e médias empresas são constituídos por transações com garantia de recebíveis, cheque especial, conta garantida, capital de giro e repasses BNDES/Finame, entre outros. Esses produtos possibilitam ações de vendas cruzadas, como a conquista de folhas de pagamento e afiliação de lojistas e parceiros das empresas de cartão de crédito.

Inovações

Várias foram as novidades criadas pelo Itaú Unibanco, em 2008, para o segmento empresas. Veja algumas delas:

  • o serviço mobile permite a realização de operações pelo telefone celular, incluindo transferência de recursos, autorização de pagamentos e compra de produtos;
  • a Cobrança Express é um serviço de emissão online que possibilita a contratação e a emissão de boletos de cobrança pela Internet;
  • o Câmbio Online, por sua vez, permite o desembaraço das burocracias necessárias para a contratação do câmbio e serviços ligados ao comércio exterior.

Atacado e banco de investimento

Os segmentos de atacado e banco de investimento, que atendem empresas com faturamento médio anual superior a R$ 150 milhões, tornaram-se ainda mais competitivos com a fusão entre Itaú e Unibanco. O grande ganho para as 2 mil empresas clientes reside no aumento da capacidade de concessão de crédito do novo banco para cada cliente e no aproveitamento da complementaridade de produtos oferecidos, ampliando, assim, o atendimento das necessidades especí-ficas dos clientes.

As operações de atacado e banco de investimento de Itaú e Unibanco fundiram-se no Itaú BBA, que se manteve independente dentro da nova estrutura do Itaú Unibanco. O banco de investimento tem cobertura internacional e expertise setorial, direcionado para relacionamentos de longo prazo com seus clientes, além de investidores institucionais. No banco de atacado, produtos e serviços diferenciados, como soluções de cash management e operações estruturadas, além do crescimento da carteira de ativos, foram os destaques de 2008.

Durante o ano, o Itaú BBA manteve um ritmo forte de crescimento atuando com clientes corporativos, tesouraria, internacionais e investment banking.

Em 2008, a área Corporate do Itaú Unibanco participou de operações de debêntures e notas promissórias, que totalizaram R$ 20,1 bilhões, e de operações de securitização, que totalizaram R$ 2 bilhões. Em renda variável, atuou como coordenador e bookrunner de oferta pública inicial e subsequente, operações que totalizaram R$ 31,8 bilhões.

Em julho de 2008, o Itaú BBA foi considerado o melhor banco de investimento no Brasil, pela revista Global Finance, publicação americana especializada em instituições financeiras de todo o mundo.

Já o segmento de atacado do Unibanco ofereceu, em 2008, serviços diferenciados nas operações de crédito, de cash management e naquelas estruturadas (com derivativos). São seis escritórios, presentes em cinco Estados.

O agravamento da crise internacional, no terceiro trimestre do ano, freou o ritmo de evolução das operações externas, em razão da falta de liquidez nos mercados. O relacionamento focado nos clientes, oferecendo os melhores especialistas do mercado para atender às necessidades das empresas na administração da crise financeira, será primordial para o resultado do banco, diante do cenário de desaquecimento da economia, em 2009.

Em 2009, na área de mercado de capitais, as principais oportunidades estarão em fusões e aquisições. Já para o segundo semestre, estima-se uma retomada nos processos de abertura de capital das empresas – que, porém, deverão ficar aquém das 76 ofertas de ações de 2007, considerado um ano atípico.

O foco do Itaú BBA será trabalhar na integração com o Unibanco e na implementação da tesouraria centralizada para atender todo o conglomerado. A iniciativa trará ganhos de eficiência e de controle nas operações de tesouraria, reduzindo riscos operacionais e financeiros.

Itaú Corretora

A Itaú Corretora intermediou, na Bovespa, um volume de R$ 124 bilhões, em 2008, com crescimento de 14% em relação ao ano anterior. Na BM&F, foram 11 milhões de contratos negociados.

Atuando sempre em parceria com o Banco Itaú BBA, a Itaú Corretora participou da distribuição de seis operações de ofertas públicas de renda variável, alcançando o volume total de R$ 8,5 bilhões. O Itautrade, por sua vez, terminou o ano com volume negociado de R$ 13,1 bilhões, 52% superior ao de 2007.

A corretora segue consolidando seu posicionamento estratégico como a melhor especialista em Brasil, com equipes de research altamente qualificadas e presença nos principais mercados mundiais. Além de Nova York (Itaú USA Securities) e Hong Kong (Itaú Asia Securities), foram inauguradas as corretoras de Dubai (Itaú Middle East Securities) e Tóquio (Itaú Asia Securities – Tokyo Branch), aumentando seu potencial de distribuição.

Entre as inovações para clientes realizadas pela corretora em 2008, estão o lançamento do Itaú Mobile Broker e conteúdo 3G, de forma pioneira no mercado brasileiro, que permitem aos clientes fazer transações de compra e venda de ações e consulta de relatórios via celular.

Com o apoio do Canal de Clientes Estrangeiros, o Itaú realizou diversas parcerias, em 2008. O investidor japonês, agora, tem acesso a diversos fundos de renda fixa e ações, por meio das parcerias com a Nikko Asset Management e a Daiwa Securities. Além disso, foram lançados os fundos na Escandinávia (Nordea Bank) e no Canadá (Excel Funds).

Derivativos

O Itaú Unibanco tem um time de profissionais especializados na venda de notas estruturadas (Credit Linked Notes) e instrumentos de investimentos estabelecidos por contratos de derivativos, que permitem a utilização de qualquer ativo financeiro como referência. Esses produtos permitem ao investidor ter os benefícios e os riscos de um determinado ativo, sem a necessidade de adquiri-lo no mercado externo. Entre eles, está o swap de taxa de juros, que permite a troca de um tipo de taxa de juro por outra, possibilitando, por exemplo, alteração de uma taxa de juro fixa para flutuante. Já o swap de moedas possibilita a indexação de uma moeda para outra mais atrativa para o cliente, permitindo operações de cobertura ou hedge cambial.

Esse último produto, swap cambial, apesar de ser um instrumento eficiente para proteger a empresa, gerou perdas a um grupo de clientes, surpreendidos pela valorização abrupta da moeda norte-americana em relação ao Real, no último trimestre de 2008.

Apesar das perdas, as companhias se ajustaram ao novo cenário, com o apoio dos profissionais do banco. O episódio dos derivativos serviu para estimular o nível de transparência das informações em operações exóticas. Ao comprar esse produto, além de assinar um termo de ciência dos riscos diferenciados a que estão sujeitos, os clientes precisam também informar se mantêm operações desse produto com outros bancos.

Linhas especiais de crédito

O Itaú Unibanco oferece linhas de financiamento que estimulam as empresas clientes a aderir a boas práticas de sustentabilidade. Em 4 de abril de 2008, o Unibanco e a IFC (International Finance Corporation – braço financeiro do Banco Mundial) firmaram um acordo para o estabelecimento de uma linha de crédito voltada ao financiamento de projetos e atividades ligados às boas práticas, como produção mais limpa, energia renovável e construção sustentável. A linha de crédito de US$ 75 milhões é o quarto projeto da IFC com o Unibanco e o primeiro com foco em sustentabilidade. Até o momento do fechamento deste relatório, o novo banco havia celebrado dois contratos de repasse de recursos da IFC, no valor total de US$ 40 milhões, que incluem cláusulas referentes a direitos humanos.

Com o objetivo de fomentar tecnologias e projetos que ajudem a combater o aquecimento global, o Unibanco firmou, em 2007, o primeiro acordo entre Brasil e Japão para financiamento de projetos MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) de acordo com o Protocolo de Kyoto. O resultado do acordo foi a instituição de uma linha de US$ 50 milhões, com prazo de até 12 anos, voltada para o mercado de créditos de carbono. A linha de financiamento pode ser utilizada para o desenvolvimento de novos projetos (greenfield), ou para a implantação de um MDL em projetos já existentes.

O Itaú, por sua vez, firmou, em abril de 2008, contrato com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para repasse da linha Proesco (Programa de Apoio a Projetos de Eficiência Energética) e passou a ser o primeiro banco privado brasileiro apto a realizar operações com risco compartilhado com o BNDES.

O Proesco tem como foco incentivar a eficiência energética em projetos que contribuam para a redução no consumo e para o uso racional de energia, por meio do financiamento de estudos, obras, instalações, equipamentos e serviços técnicos especializados.

Investshop

Em 2008, a Unibanco Investshop registrou volume financeiro negociado de R$ 40,4 bilhões em renda variável.

Um dos destaques da corretora é a área de Pesquisa de Renda Variável, reconhecida como uma das melhores do mercado, em número de ramos de atividade e de empresas sob cobertura. Os investimentos em pessoas e infraestrutura tecnológica são constantes, na Unibanco Investshop, com o objetivo de oferecer um trabalho consistente aos clientes.

Além dos principais setores tradicionais representados na bolsa, cujas empresas já são acompanhadas por analistas, novos setores, como logística, agribusiness, saúde e serviços financeiros, também são analisados pelos profissionais. A cobertura de cada um dos setores é repassada pela corretora aos clientes por meio de relatórios.

Investimentos alternativos

A Kinea é uma empresa de investimentos alternativos diferenciada, pertencente ao grupo Itaú Unibanco, com gestão e operação independentes, comandada por um time de profissionais com perfil agressivo, dinâmico e inovador.

Criada em 2007, a empresa é comprometida com a busca constante por gerar retornos superiores e pauta suas decisões e ações pela ética nos negócios, pela consistência estratégica e pela transparência nos processos.

Em 2008, a Kinea operou em duas classes distintas de fundos: Hedge Funds (fundos multimercado) e Real Estate Equity (fundo de participações em incorporação imobiliária). Em 2008, lançou o Kinea Sistemático, um fundo multimercado com estratégias quantitativas para elaborar seu portfólio.

Asset management

Os fundos e as carteiras administrados pelo Itaú Unibanco totalizavam R$ 290 bilhões, ao final de 2008. A presença internacional faz parte da estratégia do Itaú Unibanco de posicionar-se no exterior como a maior administradora especialista em gestão de ativos na região da América Latina.

Em 2008, Itaú e Unibanco mantiveram, em seu portfólio, fundos de caráter socioambiental (veja quadro), que repassam recursos para projetos sociais e ambientais ou direcionam seus investimentos para ações de empresas com boas práticas de governança corporativa e de responsabilidade social corporativa.

Fundos socioambientais

Nome

Diferenciais

Valor da carteira* (em R$ milhões)

Fundo Itaú de Excelência Social

Investe em ações de empresas que possuem práticas de responsabilidade social diferenciadas. Destina 50% da taxa de administração para projetos sociais.

242,9

Fundo Governança Corporativa

Investe em ações de empresas que apresentam práticas diferenciadas de governança corporativa.

278,9

Fundo Ecomudança

Destina 30% da taxa de administração para o apoio a ações que visam à redução da emissão de carbono.

135,3

Fundo Sociais Private (Unibanco Private Social e Unibanco Multigestor Social II)

Destinam parte do rendimento a projetos sociais de cunho educacional e profissionalizante.

5,8

Fundo de Sustentabilidade da UAM

Investe em ações de empresas que compõem o Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa.

3,4

Fundo Unibanco AIG Corporate Responsabilidade Social (previdência)

Investe em ações de empresas que compõem o Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa.

1,3

Fundo Unibanco AIG Arpa

Exclusivo para a gestão de recursos destinados para o Arpa (Programa Áreas Protegidas da Amazônia).

2,8

* Em 31 de dezembro de 2008

O Banco Itaú passou a responder pela seleção dos ativos do fundo de investimentos em ações de empresas da América Latina do Nordea Investment Funds, o maior gestor de recursos da Escandinávia, com mais de 10 milhões de clientes. A divisão de Asset management estabelecerá os papéis que farão parte da carteira do fundo, que, em novembro, contava com ativos no valor aproximado de R$ 62,5 milhões. Esse é o quarto fundo desse tipo a contar com a gestão ou advisory do Itaú, que estabeleceu uma equipe de análise baseada no México.

Além da parceria com a Nordea, que distribuirá esse fundo em 16 países da Europa, o Itaú Unibanco passa a ser o advisor de fundos brasileiros e latino-americanos, de renda fixa e ações, no Japão, na Coreia do Sul, em Portugal, na Argentina e no Chile.

A Unibanco Asset Management (UAM), por sua vez, foi a primeira instituição do Brasil especializada na gestão de recursos de terceiros. A UAM encerrou 2008 com um crescimento de 3,2% nos ativos sob gestão e administração, atingindo R$ 56,7 bilhões.

Desde julho de 2001, a Standard & Poor’s (S&P) classifica a UAM como “AMP-1” (muito forte). Essa classificação corresponde às práticas de administração de recursos de terceiros, sendo a maior classificação possível dentro de uma escala que varia de AMP-1 a AMP-5.

Os fundos geridos pela UAM possuem inúmeras premiações, oferecidas pelas revistas Guia Exame de Investimentos Pessoais, Valor Invest (Top Gestão de Renda Fixa e Renda Variável), Gazeta Investe e Investidor Institucional.

Em setembro de 2008, três fundos da UAM foram premiados com o selo de excelência, em um ranking produzido pela PPS Consultoria para a revista Investidor Institucional, sendo dois fundos multimercados e um fundo de ações.

No mesmo ano, a UAM foi, ainda, a primeira grande gestora brasileira a aderir aos PRI (Princípios de Investimentos Responsáveis) da Organização das Nações Unidas (ONU). Essa iniciativa tem como objetivo incorporar aspectos sociais, ambientais e de governança corporativa na tomada de decisão de investimentos. E, como representante dos fundos de investimento sob sua gestão e signatária dos PRI, a UAM integra critérios para avaliar a sustentabilidade das empresas em que investe, compartilhando experiências com os demais participantes dos PRI ao redor do mundo com relação a esses três pilares de sustentabilidade.

Em junho de 2008, a UAM publicou sua Política de Voto, com o objetivo de estabelecer os princípios, as regras e os procedimentos que norteiam a empresa no exercício do direito de voto em Assembleias Gerais, na qualidade de representante dos fundos de investimento sob sua gestão.

Os gestores dos fundos entendem que a sustentabilidade dos negócios é formada por três pilares: a preservação do meio ambiente, o desenvolvimento social e a boa governança corporativa. Portanto, eles devem exercer o direito de voto buscando representar os interesses dos cotistas sob essa ótica, votando favoravelmente às deliberações que, a seu ver, propiciem a valorização dos ativos que integrem as carteiras dos fundos e contra aquelas que destruam valor desses ativos. Os gestores devem, ainda, agir na defesa dos aspectos ligados à sustentabilidade dos negócios, em sua tomada de decisão no exercício do direito de voto.

Private banking

A união entre o primeiro e o segundo maiores private banks do Brasil criou a maior estrutura administrativa em ativos no país. Além da liderança absoluta no Brasil, o novo banco deverá buscar a liderança na América Latina e uma posição destacada entre os competidores globais.

No Brasil, o novo Private Bank conta com ampla cobertura de atendimento, em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Curitiba e Goiânia. No mundo, está presente em Luxemburgo, Londres, Miami, Grand Cayman e Bahamas e, em 2009, inaugurará um novo banco em Zurique. Na América Latina, tem bases no Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e planos de entrar no México.

Para aprimorar o atendimento aos seus clientes – público composto por pessoas físicas com patrimônio acima de R$ 2 milhões –, as estruturas foram separadas em clientes brasileiros e clientes estrangeiros, o que inclui a administração das subsidiárias internacionais.

Como há uma grande complementaridade entre as ofertas, o novo Private Bank colocará à disposição dos seus clientes um amplo suporte na definição de políticas de investimento, contando com um diversificado portfólio de produtos e serviços próprios e de terceiros, composto por fundos, renda fixa e variável e derivativos, incluindo, também, planejamento e gestão patrimonial, cartão de crédito internacional e operações estruturadas.

A equipe do Itaú Unibanco Private Bank é uma soma de talentos. Os profissionais passam por uma certificação de padrão internacional de mercado, a CFP (Certified Financial Planner).

O Private Bank priorizará, ao longo de 2009, uma oferta ainda mais completa de serviços, para se manter como o primeiro banco de seus clientes e reforçar a conquista de novos.

Atuação internacional

Ser um banco global. Esse é o principal objetivo de longo prazo do Itaú Unibanco, que nasce como o maior banco privado do Hemisfério Sul e, portanto, credencia-se a uma expansão internacional, nos próximos anos. Até o momento da criação do novo banco, em novembro de 2008, Itaú e Unibanco operavam de forma independente no exterior.

O Itaú construiu sua presença internacional com base em unidades estrategicamente posicionadas nas Américas, na Europa e na Ásia, que permitem importante sinergia no financiamento ao comércio exterior, na colocação de eurobonds, na oferta de operações financeiras mais sofisticadas (notas estruturadas) e em operações de private banking no Banco Itaú Europa Luxembourg. O Itaú está instalado em Nova York (Agência do Itaú, Broker Dealer e Representação do Itaú BBA), Cayman (Agência e Subsidiária Bancária – Itaubank Ltd.), Nassau (Agência Itaú e Agência Itaú BBA), Lisboa, Madeira, Londres, Luxemburgo e Miami (Banco Itaú Europa), Argentina (Banco Itaú Argentina – 81 agências), Chile (Banco Itaú Chile – 67 agências), Uruguai (Banco Itaú Uruguay – 17 agências), Tóquio e Toyohashi (agências no Japão), Hong-Kong (Broker Dealer) e Shanghai (Representação).

O Unibanco, por sua vez, além de possuir um dos maiores bancos de varejo do Paraguai, o Interbanco atua no mercado internacional para atender clientes estrangeiros interessados no Brasil e oferecer à sua base de clientes acesso a recursos disponíveis no mercado internacional. Sua configuração no exterior inclui: corretora de valores, escritório de representação em Nova York e a subsidiária bancária em Luxemburgo.

Europa

O Banco Itaú Europa (BIE), sediado em Lisboa, com agências em Londres e na Ilha da Madeira, estruturas de representação permanente em Madri, Paris e Frankfurt e subsidiárias nas Ilhas Cayman, Luxemburgo, Miami e Nassau, apresentou excelente performance, em 2008, com a estratégia de apoiar os investimentos das empresas europeias no Brasil.

Tendo como foco estratégico explorar as vantagens de, numa economia cada vez mais internacionalizada, ser um banco europeu com conhecimento dos mercados latino- -americanos, especialmente o brasileiro, o BIE obteve resultados expressivos nos principais segmentos de negócio em que atua: concessão e distribuição de financiamentos estruturados a clientes corporate; mercado de capitais; tesouraria; e private banking internacional.

A oferta de produtos de financiamento estruturados para comércio exterior e mercados de capitais gerou ativos consolidados de € 5 bilhões, em 2008, 11,7% superior ao registrado no ano anterior. As operações de crédito a empresas atingiram € 2,4 bilhões, compostas por empréstimos estruturados, na sua maioria associados ao financiamento das exportações brasileiras.

O lucro líquido consolidado do BIE atingiu € 19,6 milhões, em 2008. O produto bancário alcançou € 120,4 milhões, com evolução de 6,5% em relação a 2007, evidenciando, além da contribuição estável da margem financeira, um elevado desempenho das áreas de mercado de capitais, tesouraria e de private banking internacional.

A atividade de private banking internacional, desenvolvida por meio das subsidiárias BIE, representou US$ 6,1 bilhões de ativos sob gestão e aproximadamente US$ 2,5 bilhões de depósitos captados de clientes.

O status investment grade do BIE (Baa1 pela Moody’s e BBB+ pela Fitch Ratings) tem sido um importante fator de suporte à diversificação das fontes de fundos.

Banco BPI

O Banco BPI S.A., que integra o quarto maior grupo financeiro privado português, no qual o Itaú detém participação indireta de 18,9%, encerrou dezembro de 2008 com ativos consolidados de € 43 bilhões, patrimônio líquido de € 1,49 bilhão e lucro líquido de € 150,3 milhões.

O resultado reflete o impacto negativo de € 184,4 milhões da participação financeira detida no Banco Comercial Português, custos com reformas antecipadas de € 27,7 milhões e mais-valias de € 130,6 milhões, realizadas com a venda de 49,9% do capital do Banco de Fomento Angola (BFA).

O efeito da equivalência patrimonial dessa participação no lucro consolidado da Itaúsa foi de € 14,5 milhões, o que representa uma queda de cerca de 56,3%, face ao efeito de € 33,1 milhões em 2007.

Américas

Argentina

O Banco Itaú Argentina (BIA) encerrou 2008 com 81 agências, entre as quais estão duas novas agências no interior do país (Salta e Neuquén) e as demais localizadas na Capital Federal e nas províncias de Buenos Aires, Santa Fé, Mendoza, Córdoba e Tucumán. Houve, ainda, em 2008, a abertura de 19 novas plataformas comerciais do segmento empresas. No mesmo ano, a carteira de clientes aumentou 17%, atingindo um total de 236 mil clientes pessoa física e 5,8 mil clientes pessoa jurídica.

O total de ativos, no final de 2008, era de R$ 2,5 bilhões, com crescimento de 30% em relação ao final de 2007. A carteira de empréstimos, por sua vez, aumentou 24%, alcançando R$ 1,6 bilhão. Já os depósitos atingiram R$ 2 bilhões, com crescimento de 22% no período. O lucro líquido da operação foi de R$ 13 milhões.

Chile

Em 2008, o Itaú seguiu expandindo, com a abertura de sete novas agências, totalizando 67 agências no país, e com a criação da Itaú Chile Companhia de Seguros de Vida.

No ano, destacou-se o crescimento orgânico, sustentado pelo foco na qualidade de atendimento aos clientes do segmento ABC1, atingindo uma penetração de 16% de mercado. Houve um incremento de 11% no número de clientes pessoa física, totalizando 81 mil, ao final do ano, alcançando o 4.º lugar no ranking de contas-correntes entre os bancos privados (contra 66 mil contas- -correntes em 2006).

Os ativos consolidados aumentaram 45%, somando R$ 11,9 bilhões. Destaque para o crescimento das carteiras de comércio exterior, leasing e empréstimos hipotecários. A carteira de empréstimos, por sua vez, aumentou 32%, alcançando R$ 8,4 bilhões. Já os depósitos atingiram o volume de R$ 7,7 bilhões, com crescimento de 48% no período. Em 2008, foram emitidos, com êxito, US$ 64 milhões de bônus subordinados, e realizou-se um aumento de capital de US$ 47 milhões.

O lucro líquido da operação foi de R$ 140 milhões, positivamente impactado pelo aumento das receitas advindas da carteira de crédito e efeitos cambiais, parcialmente compensados por aumento das provisões para devedores duvidosos e pelo aumento das despesas com pessoal. Em dezembro de 2008, registrou um índice de Basileia de 12,8%, um dos bancos mais solventes do sistema.

Paraguai

O Unibanco possui operações no Paraguai por meio do Interbanco, um dos mais importantes bancos do país, que atua em todos os segmentos do mercado financeiro e foi adquirido em 1995. O Interbanco possui 22 pontos de atendimento bancário (sucursais, agências e postos de atendimento). Com a maior carteira de clientes do país, atuando em diferentes segmentos, o Interbanco é líder na oferta de produtos e serviços, no Paraguai. Destaca-se como um dos 25 melhores bancos do continente sul-americano e, por dois anos consecutivos, em 2006 e 2007, foi premiado pela revista Global Finance como o melhor banco do Paraguai.

Uruguai

Destaca-se, em 2008, a aquisição, pelo Banco Itaú Uruguay, de 100% das ações da Unión Capital Afap, empresa uruguaia de previdência privada com 175 mil clientes e ativos sob administração no montante de US$ 440 milhões – o que representa, aproximadamente, 17% dos ativos dos fundos de pensão do Uruguai.

O Banco Itaú Uruguay (foto na página ao lado) encerrou 2008 com crescimento de 64% nos ativos nesse país, que chegaram a R$ 3,3 bilhões. Houve crescimento de 47% na carteira de crédito, totalizando R$ 1,6 bilhão, e de 18% na base de clientes, formada por 107 mil pessoas físicas do segmento ABC1 e 8 mil pessoas jurídicas, em 17 agências (com a abertura, em 2008, da agência em Salto, uma das principais cidades do país), destacando a forte presença nos segmentos agropecuário e agroindustrial.

O lucro líquido da operação atingiu R$ 83 milhões, em 2008, com evolução de 69%. O resultado foi estimulado por ganhos cambiais, aumento de receita com cartões de crédito e, também, pela incorporação da Unión Capital Afap.

Ásia

Na Ásia, o Itaú está presente no Japão e na China, por meio de uma unidade da Itaú Corretora em Hong Kong e um escritório de representação do Itaú BBA em Xangai. Sua maior operação é no Japão, onde vivem centenas de milhares de brasileiros descendentes de japoneses.

A equipe da Agência Tóquio é composta por 41 pessoas. Os clientes podem usar os terminais do JP Bank, que possui 233 agências no Japão. Em 2008, os clientes do Itaú no Japão enviaram US$ 221 bilhões em remessas para a América Latina.

Em maio de 2008, o Itaú abriu uma subagência em Aichi, na cidade de Toyohashi, onde moram cerca de 35 mil brasileiros. Também ampliou as atividades de tesouraria e de captação de recursos no mercado interno japonês.