Principais indicadores de desempenho econômico, social e ambiental
Quadro Ibase – Dezembro 2008
(Valores em R$ mil)| 1 – Base de cálculo | |
| Receita Líquida (RL) | 10.442.018 |
| Resultado Operacional (RO) | (692.119) |
| Folha de Pagamento Bruta (FPB) | 8.579.157 |
| 2 – Indicadores sociais internos | valor | % s/ FPB | % s/ RL |
| Alimentação | 513.945 | 5,99% | 4,92% |
| Encargos sociais compulsórios | 1.396.817 | 16,28% | 13,38% |
| Previdência privada | 93.532 | 1,09% | 0,90% |
| Saúde | 215.689 | 2,51% | 2,07% |
| Segurança e medicina no trabalho | 58.446 | 0,68% | 0,56% |
| Educação | 22.343 | 0,26% | 0,21% |
| Transporte | 45.974 | 0,54% | 0,44% |
| Capacitação e desenvolvimento profissional | 102.688 | 1,20% | 0,98% |
| Creches e auxílio-creche | 25.241 | 0,29% | 0,24% |
| Participações nos lucros/resultados | 1.427.581 | 16,64% | 13,67% |
| Outros benefícios | 87.883 | 1,02% | 0,84% |
| Total indicadores | 3.990.139 | 46,51% | 38,21% |
| 3 – Indicadores sociais externos | valor | % s/ RO | % s/ RL |
| Educação | 52.276 | 7,55% | 0,50% |
| Cultura | 35.747 | 5,16% | 0,34% |
| Saúde e saneamento | 2.418 | 0,35% | 0,02% |
| Esportes | 3.155 | 0,46% | 0,00% |
| Creches | - | 0,00% | 0,00% |
| Alimentação | - | 0,00% | 0,00% |
| Outros | 63.220 | 9,13% | 0,61% |
| Total das contribuições para a sociedade | 156.817 | 22,66% | 1,50% |
| Tributos (excluídos encargos sociais) | 7.638.870 | 1.103,69% | 73,16% |
| Total – Indicadores sociais externos | 7.795.687 | 1.126,35% | 74,66% |
| 4 – Indicadores ambientais | valor | % s/ RO | % s/ RL |
| Relacionados com a operação da empresa | 18.279 | 2,64% | 0,18% |
| Em programas e/ou projetos externos | 8.444 | 1,22% | 0,08% |
| Total dos investimentos em meio ambiente | 26.723 | 3,86% | 0,26% |
| 5 – Indicadores do corpo funcional | |
| N.º de empregados(as) ao final do período | 108.027 |
| N.º de admissões durante o período | 24.899 |
| N.º de empregados(as) terceirizados(as) | Nd |
| N.º de estagiários(as) | 1.350 |
| N.º de empregados(as) acima de 45 anos | 13.834 |
| N.º de mulheres que trabalham na empresa | 61.326 |
| % de cargos de chefia ocupados por mulheres | 39,46% |
| N.º de negros(as) que trabalham na empresa | 14.968 |
| % de cargos de chefia ocupados por negros(as) | 5,08% |
| N.º de portadores(as) de deficiência ou necessidades especiais | 2.736 |
| 6 – Informações relevantes quanto ao exercício da cidadania empresarial | 2008 | Metas 2009 |
| Relação entre a maior e a menor remuneração na empresa | Nd | Nd |
| Número total de acidentes de trabalho | Nd | Nd |
| Os projetos sociais e ambientais desenvolvidos pela empresa foram definidos por: |
Direção e gerências | Direção e gerências |
| Os padrões de segurança e salubridade no ambiente de trabalho foram definidos por: |
Direção e gerências | Direção e gerências |
| Quanto à liberdade sindical, ao direito de negociação coletiva e à representação interna dos trabalhadores, a empresa: |
Segue as normas da OIT |
Segue as normas da OIT |
| A previdência privada contempla: | Todos(as) empregados(as) | Todos(as) empregados(as) |
| A participação dos lucros ou resultados contempla: | Todos(as) empregados(as) | Todos(as) empregados(as) |
| Na seleção dos fornecedores, os mesmos padrões éticos e de responsabilidade social e ambiental adotados pela empresa: | São exigidos | Serão exigidos |
| Quanto à participação de empregados(as) em programas de trabalho voluntário, a empresa: |
Organiza e incentiva | Organizará e incentivará |
| Demonstração do Valor Adicionado (DVA) | 2008 | ||
| Valor adicionado – total a distribuir (em R$ mil) | 25.191.808 | ||
| Part. % | em R$ mil | ||
| Distribuição do Valor Adicionado | Governo | 34,43% | 8.672.917 |
| Colaboradores | 31,52% | 7.941.480 | |
| Acionistas | 12,72% | 3.205.181 | |
| Reinvestimento de lucros | 19,31 % | 4.598.302 | |
| Remuneração de capitais de terceiros |
2,02% | 507.539 | |
Sobre o relatório
O Relatório Anual de Sustentabilidade 2008 do Itaú Unibanco segue as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) e da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca). Isso implica o relato de seu desempenho nas esferas social, ambiental e econômica. A publicação também apresenta suas iniciativas relacionadas aos 10 Princípios do Pacto Global. Todas as ações realizadas em 2008 para promover o pacto estão listadas no índice remissivo GRI.
Entre os princípios mais importantes para a qualidade de um relatório de sustentabilidade, estão a inclusão dos públicos de interesse (stakeholders) e a materialidade, isto é, a abordagem de temas e assuntos essenciais para a operação da empresa e a sociedade. O Relatório Anual de Sustentabilidade do Itaú Unibanco contou com alguns procedimentos importantes para atender a essas condições.
Em outubro de 2008, o Itaú realizou duas sessões de consultas, com 62 representantes de grupos estratégicos para o banco. Na primeira delas, um grupo de colaboradores apontou os temas mais importantes a serem tratados no relatório, na sua visão. A segunda etapa foi um painel de stakeholders, que incluiu a participação de colaboradores de diversas áreas da organização, clientes, fornecedores e representantes de ONGs e de outras instituições do setor financeiro. A esse grupo foi solicitada uma avaliação qualitativa e quantitativa do relatório anterior do banco, com ênfase nos pontos a melhorar. Os resultados dessas consultas foram consolidados por consultoria especializada, a BSD Consulting, que apresentou ao Itaú uma matriz de materialidade, com os principais assuntos que deveriam ser tratados.
Outros três estudos contribuíram para eleger as prioridades deste relatório. A consultoria inglesa SustainAbility, em parceria com a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, realizou a primeira avaliação dos relatórios de sustentabilidade produzidos no Brasil. Ao mesmo tempo, o Unibanco realizou um estudo de benchmark sobre as práticas de relato do setor financeiro, no Brasil e no exterior.
O cruzamento dos resultados das consultas aos stakeholders e dos apontamentos dos estudos sobre os relatórios de sustentabilidade foi consolidado e, posteriormente, enviado a um grupo de especialistas, composto por especialistas do mercado, da academia, de organizações ambientais e sociais. Esse grupo indicou quais temas, dentre o grupo inicial, deveriam ser considerados prioritários pela publicação.
Esse processo de construção de materialidade deu origem à publicação Essência de Sustentabilidade, que resume os principais desafios e prioridades do Itaú Unibanco no que se refere à sustentabilidade. Além disso, o relatório impresso procura abordar esses temas ao longo dos capítulos, de forma a relacionar o seu desempenho às questões apontadas como materiais.
Comentários sobre este relatório podem ser encaminhados para os e-mails sustentabilidade@itau.com.br e sustentabilidade@unibanco.com.br.
Os 10 princípios do Pacto Global
Direitos Humanos
- 1.Respeitar e proteger os direitos humanos
- 2.Impedir violações de direitos humanos
Direitos do Trabalho
- 3.Apoiar a liberdade de associação no trabalho
- 4.Abolir o trabalho forçado
- 5.Abolir o trabalho infantil
- 6.Eliminar a discriminação no ambiente de trabalho
Proteção Ambiental
- 7.Apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais
- 8.Promover a responsabilidade ambiental
- 9.Desenvolver tecnologias que não agridem o meio ambiente
Contra a Corrupção
- 10.Combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina
Índice remissivo GRI e correlação com o Pacto Global
| Indicadores gerais | Princípio Pacto Global |
Onde encontrar |
| Estratégia e análise | ||
| 1.1. Mensagem da Presidência e da Presidência do Conselho | 1, 2 | |
| 1.2. Impactos, riscos e oportunidades | 1 | |
| Perfil organizacional | ||
| 2.1. Nome da organização | 1 | |
| 2.2. Marcas, produtos e/ou serviços | 1 | |
| 2.3. Estrutura operacional | 1 | |
| 2.4. Localização da sede da organização | 1 | |
| 2.5. Atuação geográfica | 1 | |
| 2.6. Natureza jurídica | 1 | |
| 2.7. Mercados atendidos | 1 | |
| 2.8. Porte da organização | 1 | |
| 2.9. Mudanças no ano | 1 | |
| 2.10. Prêmios e certificações | 1, 2, 3, 4, 5 | |
| Parâmetros para o relatório | ||
| Perfil do relatório | ||
| 3.1. Período coberto pelo relatório | 1 | |
| 3.2. Relatório anterior | 1 | |
| 3.3. Periodicidade | 1 | |
| 3.4. Dados para contato | 1 | |
| Escopo e limite do relatório | ||
| 3.5. Definição do conteúdo | 1 | |
| 3.6. Limite do relatório | 1 | |
| 3.7. Escopo do relatório | 1 | |
| 3.8. Base para a elaboração do relatório | 1 | |
| 3.9. Técnicas de medição e bases de cálculos | Indicadores quantitativos de Itaú e Unibanco consolidados – janeiro a dezembro de 2008 |
|
| 3.10. Consequências de reformulações de informações | Nas próprias tabelas | |
| 3.11. Mudanças significativas | 1 | |
| Sumário de conteúdo da GRI | ||
| 3.12. Sumário GRI | 1 | |
| Verificação | ||
| 3.13. Verificação externa | Relatório de asseguração limitada dos auditores independentes, 1, Declaração de Garantia AA1000, 2 | |
| Governança, compromissos e engajamento | ||
| Governança | ||
| 4.1. Estrutura de governança | 1 | |
| 4.2. Identificação dos principais executivos | 1 | |
| 4.3. Conselheiros independentes | 1 | |
| 4.4. Mecanismos para recomendações a órgãos de governança | 1, 2 | |
| 4.5. Relação entre remuneração e o desempenho econômico e socioambiental |
Demonstrações contábeis nota 16: 1 | |
| 4.6. Processos para evitar conflitos de interesse | 1 | |
| 4.7. Qualificações de conselheiros | 1 | |
| 4.8. Valores, códigos de conduta e princípios internos | 1 A missão e a visão do Itaú Unibanco estão em elaboração |
|
| 4.9. Atuação do Conselho de Administração | 1 | |
| 4.10. Autoavaliação do Conselho de Administração | Com base nas melhores práticas de governança corporativa preconizadas pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Conselho de Administração instituiu há três anos sua autoavaliação, com periodicidade anual |
|
| Compromissos com Iniciativas Externas | ||
| 4.11. Princípio da precaução | 1 | |
| 4.12. Cartas, princípios e iniciativas | 1 | |
| 4.13. Participação em associações | 1 | |
| Engajamento dos stakeholders | ||
| 4.14. Relação de stakeholders | 1 | |
| 4.15. Identificação de stakeholders | 1 | |
| 4.16. Engajamento dos stakeholders | 1 | |
| 4.17. Principais temas e preocupações de stakeholders | 1, 2, Essência da Sustentabilidade | |
| Indicadores de Desempenho | ||
| DESEMPENHO ECONÔMICO | ||
| Forma de Gestão | 1 | |
| EC.1 Valor econômico gerado e distribuido | Tabela Ibase | |
| EC.2 Riscos e oportunidades relacionados e mudanças climáticas | 7 | 1, 2 |
| EC.3 Plano de pensão | demonstrações contábeis nota 16 1 | |
| EC.4 Ajuda financeira recebida do governo | demonstrações contábeis nota 15 1 | |
| Presença de mercado | ||
| EC.5 Relação salário mínimo interno/local | 1 | |
| EC.6 Gastos com fornecedores locais | 1 | |
| EC.7 Contratação local | 1 | |
| Impactos econômicos indiretos | ||
| EC.8 Investimentos em infraestrutura | 1 | |
| EC.9 Impactos econômicos indiretos | O Itaú Unibanco não tem estudos para mensurar esses impactos | |
| DESEMPENHO AMBIENTAL | 1 | |
| Forma de gestão | ||
| Materiais | ||
| EN1. Materiais | 8 | 1 |
| EN2. Materiais provenientes de reciclagem | 8 e 9 | 1 |
| Energia | ||
| EN3. Consumo de energia direta | 8 | 1 |
| EN4. Consumo de energia indireta |
8 |
1 |
| EN5. Energia economizada | 8 e 9 | 1 |
| EN6. Produtos e serviços ecoeficientes | 8 e 9 | 1 |
| EN7. Iniciativas para fornecer produtos e serviços com baixo consumo de energia |
8 e 9 | 1 |
| Água | ||
| EN8. Água retirada por fonte | 8 | 1 |
| EN9. Fontes hídricas afetadas | 8 | Não há |
| EN10. Água reciclada e reutilizada | 8 e 9 | 1 |
| Biodiversidade | ||
| EN11. Áreas protegidas | 8 | Não há, pois as operações do banco se concentram em áreas urbanas |
| EN12. Impactos na biodiversidade | 8 | Não há, pois as operações do banco se concentram em áreas urbanas |
| EN13. Hábitats protegidos ou restaurados | 8 | Não há, pois as operações do banco se concentram em áreas urbanas |
| EN14. Gestão de impactos na biodiversidade | 8 | Não há, pois as operações do banco se concentram em áreas urbanas |
| EN15. Lista Vermelha da IUCN | 8 | Não há, pois as operações do banco se concentram em áreas urbanas |
| Emissões, efluentes e resíduos | 8 | |
| EN16. Emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa | 8 | 1 |
| EN17. Outras emissões indiretas de gases de efeito estufa | 1 | |
| EN18. Iniciativas para reduzir emissões de gases de efeito estufa | 7, 8 e 9 | 1, 2 |
| EN19. Emissões de substâncias destruidoras da camada de ozônio |
8 | 1 |
| EN20. NOx, SOx e outras emissões | 8 | 1 |
| EN21. Descarte de água | 8 | O descarte de água é exclusivamente de esgoto doméstico e água recolhida da chuva |
| EN22. Peso total de resíduos | 8 | 1 |
| EN23. Derramamentos significativos | 8 | Não houve, pois as atividades do Itaú Unibanco não envolveram uso significativo de substâncias químicas, óleos ou combustíveis |
| EN24. Resíduos perigosos transportados | 8 | Os resíduos gerados pelo Itaú Unibanco são transportados e destinados adequadamente por terceirizadas. As quantidades estão expressas no EN22. Não é possível identificar o peso, pois não há registro nos sistemas |
| EN25. Corpos d’água e hábitats afetados | 8 | O Itaú Unibanco não afeta significativamente corpos d’água e/ou hábitats por descarte ou drenagem por gerar apenas efluentes domésticos |
| Produtos e serviços | ||
| EN26. Mitigação de impactos de produtos/serviços | 7, 8 e 9 | 1, 2 |
| EN27. Produtos e embalagens recuperados | 8 e 9 | 1 |
| Conformidade | ||
| EN28. Valor monetário de multas significativas | 8 | Sem ocorrências |
| Transporte | ||
| EN29. Impactos de transportes | 8 | 1 |
| Geral | ||
| EN30. Investimentos em proteção ambiental | 7, 8 e 9 | 1 |
| DESEMPENHO SOCIAL – PRÁTICAS TRABALHISTAS E TRABALHO DECENTE | ||
| Forma de Gestão | 1 | |
| Emprego | ||
| LA.1 Trabalhadores por tipo de emprego e região | 1 | |
| LA.2 Taxa de rotatividade | 6 | 1 |
| LA.3 Benefícios a empregados | 1 | |
| Relações entre trabalhadores e a administração | ||
| LA.4 Acordos de negociação coletiva | 1 e 3 | 1 |
| LA5. Prazo mínimo para notificação com antecedência de mudanças operacionais | 3 | Os acordos de negociação coletiva do Itaú e do Unibanco com seus colaboradores não preveem prazo mínimo para notificações sobre mudanças operacionais significativas |
| Segurança e saúde ocupacional | ||
| LA6. Representação em comitês de segurança e saúde | 1 e 3 | 1 |
| LA7. Doenças ocupacionais, dias perdidos e óbitos | 1 | Não houve óbitos em 2008 |
| LA8. Doenças graves | 1 | 1 |
| LA9. Saúde e segurança em acordos com sindicatos | 1 | 1 |
| Treinamento e educação | ||
| LA10. Horas de treinamento | 6 | 1 |
| LA11. Gestão de competências e aprendizagem contínua | 1 | |
| LA12. Análise de desempenho e desenvolvimento de carreira | 1 | |
| Diversidade e igualdade de oportunidades | ||
| LA13. Composição dos grupos responsáveis pela governança | 1 e 6 | 1 |
| LA14. Proporção de salário homens/mulheres | 1 e 6 | 1 |
| DESEMPENHO SOCIAL – DIREITOS HUMANOS | ||
| Forma de Gestão | 1 | |
| Práticas de gestão e investimento | ||
| HR1. Percentual e número total de contratos de investimentos com cláusulas sobre direitos humanos |
1, 2, 3, 4, 5 e 6 |
O Unibanco celebrou 22 contratos de repasse de recursos do BNDES e dois contratos de repasse de recursos da IFC que incluem cláusulas referentes a direitos humanos |
| HR2. Percentual de fornecedores avaliados e medidas tomadas | 1, 2, 3, 4, 5 e 6 |
1 |
| HR3. Horas de treinamento para empregados em direitos humanos | 1, 2, 3, 4, 5 e 6 |
1 |
| Não discriminação | ||
| HR4. Casos de discriminação | 1, 2 e 6 | Foram registrados nove casos de discriminação, em 2008 |
| Liberdade de associação e negociação coletiva | ||
| HR5. Operações com risco à liberdade de associação e negociação coletiva | 1, 2 e 3 | 1 |
| Trabalho infantil | ||
| HR6. Operações com risco de trabalho infantil | 1, 2 e 5 | 1 |
| Trabalho forçado e escravo | ||
| HR7. Operações com risco de trabalho forçado ou análogo | 1, 2 e 4 | 1 |
| Práticas de segurança | ||
| HR8. Treinamento da segurança em direitos humanos | 1 e 2 | 1 |
| Direitos indígenas | ||
| HR9. Violações de direitos indígenas | 1 e 2 | Não há |
| DESEMPENHO SOCIAL – SOCIEDADE | ||
| Forma de gestão | 1, 2 | |
| Comunidade | ||
| SO1. Gestão de impactos das operações nas comunidades | Apesar de não possuir estudos para gerenciar seu impacto nas comunidades, o Itaú Unibanco desenvolve práticas com foco comunitário |
|
| Corrupção | ||
| SO2. Avaliações de riscos relacionados à corrupção | 10 | 1 |
| SO3. Treinamento em políticas anticorrupção | 10 | 1 |
| SO4. Medidas tomadas em resposta a casos de corrupção | 10 | 1 |
| Políticas públicas | ||
| SO5. Participação na elaboração de políticas públicas | 1 e 5 | 1 |
| SO6. Contribuições a partidos políticos | 10 | As consultas às doações realizadas pelo Itaú Holding e pelo Unibanco, em 2008, podem ser feitas no site www.tse.gov.br |
| Concorrência desleal | ||
| SO7. Ações judiciais por concorrência desleal, práticas de truste e monopólio | Não houve ações | |
| Conformidade | ||
| SO8. Multas e sanções não-monetárias por não-conformidade a leis e regulamentos |
R$ 2.687.762 | |
| DESEMPENHO SOCIAL – RESPONSABILIDADE PELO PRODUTO |
||
| Forma de gestão |
1 | |
| Saúde e segurança do cliente | ||
| PR1. Avaliação de impactos | 1, 2 | |
| PR2. Não-conformidade em relação a códigos voluntários | N/D | |
| Rotulagem de produtos e serviços | ||
| PR3. Procedimentos de rotulagem de produtos e serviços | 1 | |
| PR4. Não-conformidades | N/D | |
| PR5. Práticas relacionadas à satisfação do cliente | 1 | |
| Comunicação e marketing | ||
| PR6. Adesão às normas | A organização segue o Código de Ética Corporativo, os manuais ISO, regras do Conar, da Abemd e do CDC. As peças de marketing direto e merchandising desenvolvidas pelo Unibanco estão sujeitas às regras vigentes do Bacen, da Anbid e demais órgãos de regulamentação do setor financeiro | |
| PR7. Não-conformidade | Não houve | |
| Privacidade dos clientes | ||
| PR8. Violação da privacidade de clientes | 1 | N/D |
| Conformidade | ||
| PR9. Multas relacionadas ao fornecimento e uso dos produtos e serviços | R$ 2.385.738 |
| Indicadores de desempenho do setor de serviços financeiros | ||
| Carteira de produtos | FS1. Políticas socioambientais | 1, 2 |
| FS2. Avaliação de riscos socioambientais | 1 | |
| FS3. Monitoramento socioambiental do cliente | 1 | |
| FS4. Capacitação em políticas socioambientais | 1 | |
| FS5. Interações sobre riscos/oportunidades socioambientais | 1 | |
| Serviços financeiros | ||
| Carteira de produtos | FS6. Porcentagem da carteira de linhas de negócios | Demonstrações contábeis, nota 8 – 1 |
| FS7. Produtos e serviços para benefício social | 1, 2 | |
| FS8. Produtos e serviços para benefício ambiental | 1, 2 | |
| Auditoria propriedade ativa |
FS9. Auditorias de políticas socioambientais | 1 |
| FS10. Interação com empresas em questões socioambientais |
1 | |
| FS11. Ativos sujeitos à triagem socioambiental | 1 | |
| FS12. Política(s) de voto aplicada(s) a questões socioambientais |
1 | |
| Sociedade | ||
| Comunidade | FS13. Acesso a áreas em desvantagem econômica | 1 |
| Comunidade | FS14. Acesso para pessoas com deficiências | 1 |
| Produtos | ||
| Rotulagem de produtos e serviços |
FS15. Desenvolvimento e venda de produtos e serviços | 1 |
| Rotulagem de produtos e serviços |
FS16. Educação financeira | 1 |
Relatório de asseguração limitada dos auditores independentes sobre o Relatório de Sustentabilidade 2008 do Itaú Unibanco Banco Múltiplo S.A.
Aos Srs. Administradores Itaú Banco Múltiplo S.A.
Introdução
Fomos contratados com o objetivo de realizarmos um trabalho de asseguração limitada do Relatório de Sustentabilidade 2008 do Itaú Unibanco Banco Múltiplo S.A., preparado sob a responsabilidade da administração do Banco, conforme os critérios mencionados no parágrafo 3. Essa responsabilidade inclui o desenho, a implementação e a manutenção de controles internos para a adequada elaboração e apresentação do Relatório de Sustentabilidade 2008 e a adequada aplicação dos critérios. Nossa responsabilidade é emitir um relatório de asseguração limitada das informações divulgadas no Relatório de Sustentabilidade do Itaú Unibanco Banco Múltiplo S.A. do exercício de 2008.
Procedimentos aplicados
O trabalho de asseguração limitada foi realizado de acordo com as Normas e Procedimentos da Asseguração – NPO-01, emitidas pelo Ibracon (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil), e compreendeu: (i) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância e o volume das informações apresentadas no Relatório de Sustentabilidade do Itaú Unibanco Banco Múltiplo S.A.; (ii) a obtenção do entendimento dos controles internos; (iii) a constatação, com base em testes, das evidências que dão suporte aos dados quantitativos e qualitativos do Relatório de Sustentabilidade; (iv) entrevistas com os gestores responsáveis pelas informações; e (v) confronto das informações de natureza financeira com os registros contábeis. Dessa forma, os procedimentos aplicados acima foram considerados suficientes para permitir um nível de segurança limitada e, por conseguinte, não contemplam aqueles requeridos para emissão de um relatório de asseguração mais ampla, como conceituado nas Normas e Procedimentos de Asseguração – NPO-01.
Escopo e limitações
Nosso trabalho teve como objetivos verificar e avaliar se os dados incluídos no Relatório de Sustentabilidade do Banco, no que tange à obtenção de informações qualitativas, à medição e aos cálculos de informações quantitativas, apresentam-se em conformidade com os seguintes critérios: (i) a Norma Brasileira de Contabilidade NBC T 15 – Informações de Natureza Social e Ambiental; e (ii) as diretrizes para relatórios de sustentabilidade da Global Reporting Initiative (GRI G3). As opiniões, informações históricas e informações descritivas e sujeitas a avaliações subjetivas não estão no escopo dos trabalhos desenvolvidos.
Conclusão
Baseados em nossa revisão, não temos conhecimento de qualquer modificação relevante que deva ser procedida nas informações contidas no Relatório de Sustentabilidade do Itaú Unibanco Banco Múltiplo S.A. relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2008, para que essas informações estejam apresentadas adequadamente, em todos os aspectos relevantes, em relação aos critérios utilizados mencionados no terceiro parágrafo.
São Paulo, 31 de Março de 2009
PricewaterhouseCoopers
Auditores Independentes
CRC 2SP000160/O-5
Emerson Laerte da Silva
Contador CRC 1SP171089/O-3
Declaração de Garantia (AA1000 Assurance Statement)
1. Objetivo
O Banco Itaú Holding Financeira S.A. contratou a BSD Consulting para executar os trabalhos de verificação por terceira parte do processo de elaboração de seu Relatório Anual de Sustentabilidade 2008 e do seu processo de engajamento com partes interessadas. A BSD conduziu os trabalhos de acordo com o padrão AA1000AS 2008 (AA1000 Assurance Standard 2008). O objetivo do processo de verificação é proporcionar às partes interessadas do Itaú uma opinião independente sobre a qualidade do relatório, os processos de gestão de sustentabilidade subjacentes e a aderência aos princípios da AA1000.
2. Independência
A BSD Consulting é uma empresa especializada em sustentabilidade. Trabalhamos de forma independente e asseguramos que nenhum integrante da BSD mantém contratos de consultoria ou outros vínculos comerciais com a empresa, além dos trabalhos relacionados a esta declaração, como a condução do painel de materialidade com os stakeholders internos e externos. Os trabalhos foram liderados por profissional qualificado na norma AA1000AS e certificado pelo International Register of Certificated Auditors (Irca), sob o registro n.º 1189266.
3. Escopo e limites
O escopo desta Declaração de Garantia inclui as operações do Banco Itaú, suas respectivas áreas de negócio e as operações do Banco Itaú BBA, e abrange as atividades realizadas entre março de 2008 e fevereiro de 2009, no âmbito do segundo ciclo de engajamento do banco. O escopo não inclui as operações do Unibanco, cujos dados são integrados neste relatório. O nível de assurance proporcionado é moderado, de acordo com a definição da AA1000AS. A avaliação da confiabilidade dos dados relatados não foi objeto dos trabalhos da BSD.
4. Metodologia
A avaliação do processo da gestão e do relatório é baseada em duas ferramentas principais, que espelham os modelos aplicados pela empresa:
- A)
- Para medir o progresso do relatório de sustentabilidade da empresa, foram utilizadas as ferramentas Relata®, desenvolvidas pela BSD, que dão continuidade a um processo de avaliação do Balanço Social e Relatório Anual da Itaú Holding Financeira S.A., iniciado em 2005. As três ferramentas da família Relata® refletem três eixos de análise do relatório:
- A ferramenta Relata® traz uma avaliação da equipe de especialistas da BSD sobre o desempenho do relatório.
- A ferramenta Relata GRI® faz uma análise qualitativa e quantitativa, resultando num índice de adesão aos indicadores da Global Reporting Initiative (GRI), em sua versão G3.
- A ferramenta Relata Stakeholders consiste na análise do relatório do banco por representantes dos públicos estratégicos.
- B)
- A verificação do processo de gestão da sustentabilidade segue as orientações da norma AA1000AS 2008 (AccountAbility 1000 Assurance Standard 2008) tipo 1, que abrange a avaliação da aderência aos três Princípios da AA1000AS: Inclusão, Materialidade e Capacidade de Resposta. A execução dessa tarefa é permanente e consiste no acompanhamento da implementação do processo de gestão AA1000 junto da equipe responsável, na checagem de documentos internos e na realização de testes amostrais de assuntos materiais abordados no processo de engajamento via entrevistas com os diferentes públicos estratégicos.
Principais conclusões
A) Progresso no processo do relatório de sustentabilidade
A partir do relatório 2006, a BSD mensurou o atendimento da nova versão da GRI, a G3. Entre as edições de 2006 e 2007, o Banco Itaú Holding Financeira S.A. demonstrou um avanço significativo na adesão aos critérios da GRI, como revelam os índices da ferramenta RelataG3®.

De acordo com a análise da equipe especializada da BSD, o banco avançou substancialmente na sua capacidade de responder às exigências do principal modelo internacional para relatórios de sustentabilidade, respondendo gradativamente a uma quantidade maior de indicadores e demonstrando maior aderência aos princípios estabelecidos pela GRI. Porém, a nota inferior resultante da avaliação do relatório 2007 pela Relata® reflete a falta de clareza e apresentação das informações e a falta de dados ambientais, um fato que já teve uma correção neste relatório do Itaú Unibanco.
B) Acompanhamento do processo AA1000 de diálogo com partes interessadas
Na visão da BSD, o Banco Itaú aprimorou o processo de gestão da sustentabilidade e de engajamento de partes interessadas, demonstrando a realização das ações e um compromisso em consolidar o processo e evoluir continuamente. As principais conclusões do acompanhamento da implementação da norma AA1000 são agrupadas em relação aos princípios predominantes da AA1000AS: Inclusão, Materialidade e Capacidade de Resposta.
Inclusão
Este princípio aborda o compromisso da organização em possibilitar a participação de stakeholders na identificação de aspectos críticos e na busca por soluções viáveis no âmbito da sustentabilidade, assim como a inclusão dos impactos de sustentabilidade decorrentes do negócio da empresa.
Em 2008, período coberto pelo relatório, o banco estava no segundo ciclo de incorporação da norma AA1000, implementando uma série de práticas de engajamento. O principal resultado desse período foi o estabelecimento de uma estrutura de engajamento, com formas de engajamento com todas as partes interessadas identificadas como prioritárias e com um sistema de medição e controle aprimorado.
Os principais processos verificados pelo auditor, nesse período, foram:
- adesão à norma SA8000 no âmbito do Ceic (Centro Empresarial Itaú Conceição);
- processo de seleção e engajamento de fornecedores;
- processo de avaliação e implementação da Política de Ética;
- cumprimento da nova regulamentação de atendimento a clientes via call centers;
- implementação da política socioambiental para créditos;
- processo de engajamento de prestadores de serviço de segurança;
- Fale francamente;
- reuniões com acionistas.
Foi constatado que as metas e compromissos assumidos pelo Itaú foram cumpridos e os processos, conduzidos de forma criteriosa, aprimorando as competências necessárias para a execução das tarefas de gestão. As atividades já estão em concordância com a nova Política de Sustentabilidade do Itaú Unibanco, elaborada no final de 2008. Todos os processos serão acompanhados por uma matriz integrada de indicadores. Recomendamos intensificar a voz das partes interessadas na formulação dos indicadores, fortalecendo as formas de engajamento com partes externas que vão além de eventos de caráter de relacionamento, migrando para formas de inclusão mais estratégicas.
Materialidade
O conceito de materialidade, no contexto da prestação de contas de indicadores não-financeiros, definido pela GRI e pela AA1000AS, trata da relevância que os temas de gestão têm para os impactos sociais, ambientais e econômicos (fatores internos) e para a opinião das partes interessadas sobre o desempenho da organização. Um aspecto material influencia a tomada de decisões, as ações e o desempenho da organização ou de suas partes interessadas.
O Itaú integrou, em 2008, a avaliação da materialidade de assuntos ao processo da elaboração do relatório de sustentabilidade. O processo foi realizado com base no mapeamento das partes interessadas resultante do processo de implementação da norma AA1000. O resultado do teste de materialidade influenciou a confecção deste relatório e confirmou que os principais assuntos considerados prioritários, tanto do ponto de vista das partes interessadas externas, como do ponto de vista da estratégia de sustentabilidade da empresa, estão tratados nos processos de gestão. A adesão às principais normas e compromissos, como Princípios de Equador, Dow Jones Sustainability Index, Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa, Carbon Disclosure Project e a recente adesão à SA8000, proporcionam uma estrutura avançada de gestão que – junto dos processos de engajamento com clientes, fornecedores e público interno – garante uma cobertura ampla dos principais temas de sustentabilidade de uma instituição financeira.
Porém, questões importantes para o público externo, como tarifas e taxas, ainda estão tratadas de forma reativa. Uma primeira iniciativa para atender essa demanda são cartilhas sobre uso consciente de crédito, mas existe uma demanda maior de posicionamento em um ambiente econômico contextualizado pela crise financeira mundial.
Capacidade de resposta
O princípio da capacidade de resposta trata de ações, decisões e comunicações da organização com suas partes interessadas, realizadas em função de demandas específicas de stakeholders. O princípio aponta a existência de processos de tomada de decisão que propiciem respostas em tempo hábil e valida, assim, a capacidade da resposta organizacional aos desafios de sustentabilidade.
O banco demonstrou a capacidade de cumprir metas e compromissos assumidos em relação às demandas identificadas no processo de engajamento com as partes interessadas. O assunto do treinamento em direitos humanos de vigilantes, levantado em auditorias anteriores, foi tratado amplamente, com uma campanha de sensibilização, atingindo todos os prestadores de serviços. O atendimento à nova lei de call centers foi cumprido no prazo exigido e acompanhado por monitoramento interno. Tanto as melhorias relacionadas à acessibilidade, como o gerenciamento energético dos prédios mostraram progressos. Na área de políticas socioambientais de crédito, o ritmo da empresa está dentro das metas estabelecidas. Recomendamos intensificar a inclusão de outros setores e projetos de risco para análise socioambiental.
Resumo
No período do relatório, o processo de engajamento com os públicos estratégicos do Banco Itaú Holding Financeira S.A. demonstrou avanços na sua implementação. O cumprimento dos compromissos e metas alcançou um nível alto, e o nível de resposta a temas críticos e de transparência do relatório aumentaram significativamente. Com base na nova Política de Sustentabilidade e no processo de engajamento mais consolidado, a nova instituição Itaú Unibanco tem a oportunidade de avançar no seu nível de excelência em gestão da sustentabilidade, incluindo as principais demandas dos seus stakeholders de forma mais expressiva e inclusiva.
São Paulo, 24 de março de 2009.
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