Relatório Anual 2012 Itaú Unibanco Holding S.A.

Suplemento setorial financeiro

GRI FS1

Disponível na intranet e no site www.itau.com.br/sustentabilidade, a política de sustentabilidade tem como objetivo ratificar o nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e evidenciar as diretrizes que permeiam a gestão de nossos públicos e dos nossos negócios. Essa política norteia todas as políticas setoriais e específicas disponíveis no banco.

Contamos com a Política Corporativa de Risco Socioambiental, que apresenta diretrizes socioambientais para a concessão de crédito a empresas sediadas no Brasil. Aprovada pela Comissão Superior de Crédito, a política está disponível na intranet e no site www.itau.com.br/sustentabilidade.

Entre outras diretrizes, a Política Corporativa de Risco Socioambiental prevê o vencimento antecipado da operação de financiamento, caso o cliente apresente irregularidades socioambientais, como sujeitar seus funcionários a condições análogas a de escravo, desenvolver trabalho infantil, incentivar a prostituição ou descumprir a legislação socioambiental brasileira.

Existem ainda as políticas setoriais da área Empresas e do Itaú BBA, com diretrizes para avaliar empresas de determinados setores da economia que representam maior potencial de risco socioambiental. Como indicado na Lista de Atividades Restritas da Política Corporativa de Risco Socioambiental, são avaliadas com mais especificidade as empresas que atuam com produção ou comércio de armas de fogo, munições e explosivos; extração e produção de madeira, lenha ou carvão vegetal provenientes de florestas nativas; atividades pesqueiras; e extração e industrialização de asbesto/amianto. Exceções são submetidas à avaliação de comitês específicos, que podem decidir pela elaboração e pelo cumprimento de planos de ação pela empresa e pelo monitoramento periódico de suas atividades a fim de gerenciar o risco identificado.

FS9, FS15 e FS16

FS9: Cobertura e frequência de auditorias para avaliar a implementação de políticas ambientais e sociais e dos procedimentos de avaliação de risco

A Auditoria Interna atua nos processos de todas as empresas do banco – conforme o planejamento anual elaborado com base na avaliação dos riscos inerente e residual. Ela está subordinada ao Conselho de Administração do Itaú Unibanco, com supervisão técnica do Comitê de Auditoria, e dispõe de uma equipe dedicada e treinada, sem a participação de terceiros, para realizar auditorias periódicas e avaliar a aderência a:

  • Política de Sustentabilidade, quanto aos aspectos:
  • Estratégia para sustentabilidade
  • Estrutura – governança e gestão
  • Adequação de representações e associações em fóruns externos de sustentabilidade
  • Implementação e aderência aos compromissos e pactos
  • Comunicação e monitoramento
  • Política Corporativa de Risco Socioambiental.
  • Princípios do Equador, quando se trata de financiamentos de projetos, somente para a modalidade project finance.

Na auditoria realizada em 2011 sobre a Política de Sustentabilidade consideramos os conceitos da norma AA1000 e o Protocolo Verde. Nas auditorias dos segmentos de crédito Corporate e Empresas, utilizamos os parâmetros dos Princípios do Equador e os padrões das Políticas de Risco Socioambiental do Itaú BBA e da área Empresas. Em 2012, foram implementados os planos de ações desenhados após o processo de auditoria de 2011.

A área auditada deve elaborar planos de ação (aprovados pela Auditoria) para os pontos classificados com nível de risco extremo ou elevado. O acompanhamento das ações inclui informativo mensal ao Comitê de Auditoria e trimestral à Comissão Superior de Auditoria e Gestão de Riscos Operacionais, dirigida pelo nosso Presidente Executivo.

Para pontos com nível de risco moderado, o plano de ação é elaborado pela área auditada e aprovado pelo Oficial de Controles Internos e Risco. Trimestralmente, relata-se ao Comitê de Auditoria o acompanhamento dessas iniciativas. Em ambos os casos, cabe à Auditoria validar a efetividade das implantações.

De acordo com cada linha de negócio, são realizadas exclusões ou limitações específicas relativas a produtos e serviços e regiões geográficas.

FS15: Políticas para desenvolvimento e vendas de produtos e serviços financeiros

Responsabilidade socioambiental de produtos e serviços

Adotamos políticas e procedimentos relacionados à responsabilidade socioambiental em nossos produtos e serviços. Destacam-se:

Política Corporativa de Ética e Combate à Corrupção e à Propina

Estabelece diretrizes complementares ao Código de Ética do Itaú Unibanco relativas aos temas:

  • Combate à corrupção e à propina
  • Vantagens pessoais e subornos
  • Cortesias e contribuições
  • Atividades externas
  • Participação em empresas
  • Participação em atividades e publicações de disseminação do conhecimento
  • Relações com clientes e fornecedores
  • Relações de parentesco
  • Comunicação de desvios éticos
  • Proteção de administradores e colaboradores que manifestem dúvidas, suspeitas ou denúncias sobre desvios de conduta

As áreas de negócio e suporte são responsáveis pela implementação da política, com o respaldo de diretrizes traçadas pela Comissão Superior de Ética e pela estrutura de governança (composta por Ombudsman, comitês de ética das empresas, Ouvidoria e Inspetoria).

Política de Sustentabilidade

Para a Política de Sustentabilidade, apresentada anteriormente, uma estrutura de governança formada pelo Comitê de Supervisão da Sustentabilidade, pelo Comitê Executivo de Sustentabilidade e pelo Comitê de Sustentabilidade responde pela implementação de suas diretrizes.

Política Corporativa de Avaliação de Produtos, Operações e Processos

Disponível para o público interno, a política visa alcançar os melhores resultados financeiros, econômicos e mercadológicos, sempre com foco na gestão de riscos. Estabelece um padrão de governança para a avaliação de produtos e processos, assegurando que planos e decisões estejam de acordo com as políticas comerciais, gerenciais e éticas, com as alçadas estabelecidas pela regulamentação vigente e com a administração superior. Esse processo requer a integração das áreas de produtos e avaliadoras (Jurídico, Prevenção à Lavagem de Dinheiro, Segurança da Informação, Tributário, Contabilidade, Sustentabilidade, entre outras), formando um grupo que, em conjunto, gere diferenciais competitivos e agrega valores para os clientes. A área de Sustentabilidade avalia os seguintes itens: educação financeira, transparência, risco socioambiental e risco reputacional e de imagem.

FS16: Iniciativas para melhorar a educação financeira por tipo de público beneficiado (beneficiary)

A educação financeira é um dos nossos focos estratégicos. Contamos com uma série de projetos e iniciativas para disseminar esse conceito entre os colaboradores, os clientes e a sociedade. O objetivo é proporcionar conhecimentos que auxiliem esses públicos a utilizar melhor o dinheiro e os produtos e serviços financeiros.

Iniciativa Descrição
Guias Uso Consciente do Dinheiro Em 2012, lançamos sete novos guias: “Consumir e Poupar”, “Use Bem o seu Dinheiro”, “O Melhor Crédito para Você”, “Saia do Vermelho”, “Família e Dinheiro”, “Sobrou Dinheiro! E Agora?” e “Conta-Corrente e Cartão de Débito”.
Distribuídos em agências de todo o país, os guias apresentam linguagem simples e didática. Eles têm como objetivo contribuir, por meio de dicas práticas, para que os clientes tomem melhores decisões e aprendam como usar bem o dinheiro para realizar seus objetivos.
Os guias também podem ser acessados no site www.itau.com.br/usoconsciente.
Site do Uso Consciente do Dinheiro: www.itau.com.br/usoconsciente O objetivo do site é a educação financeira do público em geral. O canal foi relançado em agosto de 2012.
O portal é interativo e conta com mais de 200 itens, entre simuladores, testes, artigos, tutoriais, vídeos e podcasts sobre temas e situações cotidianas, como: dicas para sair do vermelho; economizar sem abrir mão do consumo; falar sobre dinheiro em família; a escolha do melhor crédito; e o que fazer quando sobrar dinheiro no fim do mês.
Os visitantes também podem enviar dúvidas que serão respondidas por especialistas da instituição. Desde seu lançamento até o fim do ano, o site teve mais de 1,2 milhão de acessos.
Orientador de Crédito A ferramenta online Orientador de Crédito ajuda o cliente a decidir qual é o melhor crédito conforme sua necessidade. Por meio dela, o cliente pode fazer a consulta e visualizar detalhes dos empréstimos contratados. A ferramenta também possibilita ao gerente avaliar a ocasião adequada para oferecer um produto de crédito ao cliente alinhado ao seu perfil.
Os correntistas podem fazer a consulta por meio da agência, de caixas eletrônicos, da internet e do telefone.
Programa Uso Consciente do Dinheiro para Colaboradores Com o programa Uso Consciente do Dinheiro para Colaboradores, nosso público interno pode ser beneficiado com os conhecimentos do banco em gestão financeira e levar esse aprendizado para suas famílias, comunidades e ao cliente.
Em 2012, o programa foi dividido em quatro principais frentes:
– Educação: no ano, tivemos, em média, 40 mil colaboradores capacitados em pelo menos um dos cursos a distância sobre Uso Consciente do Dinheiro. Além disso, formamos 185 colaboradores como multiplicadores do tema.
– Comunicação: lançamos uma nova campanha interna de comunicação, com temas e dicas sobre como lidar melhor com o dinheiro. Para essa iniciativa criamos um hotsite repleto de artigos, jogos e entrevistas com colaboradores; publicamos diversas matérias na revista interna e fizemos eventos e chats com a participação de especialistas sobre o tema.
Até dezembro, tivemos 23 mil acessos únicos no hotsite; realizamos dois eventos com especialistas sobre o tema, que contaram com a presença de aproximadamente 400 pessoas e com a transmissão para todos os polos do banco (por meio de vídeo no portal interno); e distribuímos o livro infantil de educação financeira A Árvore dos Sonhos aos 5 mil primeiros inscritos no hotsite.
Em 2012, também levamos as iniciativas de comunicação e educação a distância do programa Uso Consciente do Dinheiro para as nossas unidades da América Latina: Paraguai, Argentina, Uruguai, Chile e México.
– Voluntariado: os colaboradores são capacitados para realizar oficinas com jovens de escolas públicas e ONGs. Por meio de um jogo cooperativo, os jovens têm a oportunidade de elaborar um orçamento e planejar seus projetos de vida. Capacitamos 86 colaboradores na oficina de voluntariado e, desses, 52 aplicaram o jogo em comunidades ou com suas famílias.
– Pesquisa com colaboradores: também conduzimos pesquisa sobre os níveis de conhecimento e bem-estar financeiro de nossos colaboradores. Os resultados obtidos servirão de base para aprimorarmos nossas ações internas de educação financeira e, futuramente, as práticas com os nossos clientes – como uma avaliação de impacto dos cursos a distância.
Lançamento do livro infantil A Árvore dos Sonhos Trata-se de instrumento lúdico que pode ser utilizado por pais e educadores para introduzir o tema da educação financeira às crianças e funciona como uma ferramenta de aprendizado indireto para os adultos. O objetivo é despertar a curiosidade sobre as escolhas que envolvem o dinheiro e a realização de sonhos nas crianças.
Campanha de comunicação e educação sobre crédito consciente Em 2012, lançamos a 2ª edição da campanha de crédito consciente. Disponibilizamos no YouTube tutoriais orientando o público sobre o momento de utilizar ou não cada produto de crédito e a importância de fazer escolhas conscientes. Tivemos mais de 5 milhões de visitas no ano e mais de 13 milhões desde a 1ª edição da campanha, lançada em 2011.
Saiba mais em www.itau.com.br/creditoconsciente
Campanha de comunicação e educação sobre investimentos e previdência Para estimular o investidor a pensar em sua vida financeira, lançamos a campanha publicitária “Investir é”, continuidade da campanha “Invista”, lançada em 2011. A ideia é que o investidor reflita sobre a importância da reserva financeira para eventuais emergências e sobre como investir o seu dinheiro com disciplina para a construção de um patrimônio e garantir um futuro tranquilo na aposentadoria.
A campanha foi divulgada na televisão, nas revistas, nos jornais, no rádio e no YouTube, com a plataforma “Invista”, oferecendo simuladores, vídeo interativo e tutoriais que esclarecem dúvidas comuns. Até outubro de 2012, foram 4.874.066 visualizações.
Programa de Educação Financeira para empresas-clientes O programa tem início com a capacitação intensiva dos gerentes de nossos Postos de Atendimento nas Empresas (PABs) para que se tornem multiplicadores do uso consciente do dinheiro.
A partir dessa capacitação, buscamos a parceria de empresas-clientes para implementar uma agenda de educação financeira para seus colaboradores por meio de palestras e disponibilização de vídeos, áudios e artigos. Em 2012, foram formados 75 multiplicadores, com uma carga horária de 16 horas, que realizaram 10 palestras nas empresas-clientes.
Aplicação do Jogo do Uso Consciente do Dinheiro em parceria com órgãos de defesa do consumidor Em 2012, foram realizados 11 eventos regionais, em 11 diferentes praças do Brasil, com os assessores de Defesa do Consumidor, funcionários dos Procons e entidades relacionadas ao tema. Ao todo, foram 223 participantes. O objetivo foi formar os participantes como multiplicadores da Oficina do Uso Consciente do Dinheiro.
Palestras educativas em feiras da Expo Money Participamos das 13 Expo Moneys (feira de educação financeira e investimentos) realizadas em 2012, conduzindo palestras sobre o tema do uso consciente do dinheiro. Em média, 180 pessoas assistiram a cada palestra.
Palestras em diversas empresas e eventos e formadores de opinião Realizamos palestras sobre educação financeira que abordam diferentes temas, como consumo, poupança, organização das finanças e escolhas conscientes, família e dinheiro, uso adequado da conta-corrente, crédito e investimentos.
Nossos principais públicos foram os espectadores participantes da Expo Money (citada anteriormente), a imprensa, os formadores de opinião, os colaboradores de empresas parceiras e os gerentes e clientes.
Radio releases Disponibilizamos radio releases em rádios locais com dicas importantes e rápidas. Gravamos cinco radio releases em 2012 e atingimos 1.054 praças – 20% dos municípios brasileiros.
Site Itaú Universitários Fortalecemos a plataforma digital de orientação financeira para universitários, com destaque em 2012 para o Granabook e o Fun Trade:
– Granabook: a página Itaú Universitários, no Facebook, abriga o primeiro guia virtual colaborativo de educação financeira dirigido aos universitários. É um estudo completo para que o universitário se descubra dentro do universo financeiro e saiba como e onde gastar e investir seu dinheiro. Colaborativo, o material é desenvolvido pelos internautas em parceria com o consultor financeiro Gustavo Cerbasi. Os usuários da página puderam sugerir uma forma diferente de lidar com o dinheiro de acordo com sete temas propostos ao longo do projeto, que vão desde o por quê de falar de dinheiro, como organizar dívidas e aprender a fazer um orçamento, até como planejar investimentos e viabilizar sonhos. Os temas foram selecionados com base nas principais dúvidas dos universitários postadas na própria página. Com o conteúdo pronto, postamos os capítulos no Facebook e, no término do último capítulo, criaremos um guia para ajudar os jovens. Esse guia poderá ser visto em computadores, smartphones e tablets.
– Fun Trade: aplicativo do Itaú no Facebook para estimular universitários a se familiarizarem com o funcionamento de uma bolsa de valores. O aplicativo transmitiu os conceitos do mercado financeiro de forma simples, lúdica e didática e estimulou o engajamento e a interatividade entre os participantes. Os usuários cumpriram tarefas e desafios para ganhar badges (medalhas). Para participar, o interessado acessou o Facebook do Itaú Universitários ou aceitou o convite de outros participantes, que também precisavam superar desafios pontuais e negociar ações de outros envolvidos para ganhar a moeda do Fun Trade Itaú.
Projeto Extreme Makeover Em 2012, realizamos a sétima edição do Projeto Extreme Makeover, em parceria com a Itautec, a Alterdata, a Claro Empresas e a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios. As três empresas selecionadas recebem capacitação em finanças e sustentabilidade, softwares de gestão e de redes, equipamentos e divulgação em mídia especializada.
O objetivo é ajudar as pequenas empresas a se modernizarem, facilitarem a gestão e aumentarem a eficiência. Também visa elevar a rentabilidade e mostrar que toda e qualquer empresa, independentemente do seu porte, pode ser mais eficiente e sustentável. Por meio do projeto, fazemos o diagnóstico das empresas e oferecemos recomendações nos seguintes temas: gestão financeira; governança; negócios e meio ambiente; colaboradores; clientes; concorrentes; fornecedores e sociedade; e governo. Além disso, realizamos palestras sobre educação financeira e sustentabilidade aos funcionários das empresas participantes.
Em 2012, participaram empresas dos setores de indústria, comércio e serviços.
Educação Financeira Itaú Empresas Na página principal da Itaú Empresas, estão disponíveis programas e ferramentas que visam orientar e capacitar os micro e pequenos empresários sobre os melhores produtos e serviços de acordo com seu estágio de evolução. O endereço é www.itau.com.br/empresas.
Simulador Quanto Tempo até 1 Milhão? Em 2011, desenvolvemos, em colaboração com a revista Veja, um simulador para orientar e motivar a reflexão a respeito dos componentes do orçamento familiar e pessoal. O site continuou no ar em 2012.
Educação financeira de investidores e potenciais investidores – nova metodologia que auxilia na formação de reserva para aposentadoria (1-3-6-92) Em 2012, foi desenvolvida nova metodologia que simplifica o acompanhamento e a recomendação para a formação de reserva para aposentadoria. Foram desenvolvidas apresentações, vídeos e simuladores que auxiliam o cliente e os gerentes nessa tarefa.
Itaú Private Bank O Family Wealth Across Generations é um evento com foco na preparação para a gestão do patrimônio familiar das novas gerações de Ultra High Net Worth Families (UHNWF) latino-americanas. Tem periodicidade anual, e, em suas cinco edições (Punta del Este – 2008; Santiago – 2009; Buenos Aires – 2010; São Paulo – 2011; e Santiago – 2012), contou com a participação de mais de 500 pessoas, em sua maioria filhos de clientes da faixa etária de 20 a 35 anos e de diversas nacionalidades (brasileiros, chilenos, argentinos e uruguaios).
O programa, desenvolvido ao longo de dois dias, tem como base gestão, governança e sucessão do patrimônio familiar, mescladas com temas atuais e diretamente ligadas ao dia a dia dos participantes, como comunicação familiar, empreendedorismo, inovação, sustentabilidade e responsabilidade social.
Itaú Seguros Por meio da oferta do seguro prestamista para os clientes que contratam o financiamento microcrédito, temos a oportunidade de orientar o cliente sobre o uso da indenização do seguro para quitar dívidas e dar continuidade ao negócio da família e distribuir cartilha de orientação financeira.
Temos como meta garantir resultados sustentáveis tanto na carteira de microcrédito como no auxílio ao reestabelecimento da família em caso de sinistro.
Microcrédito Para acompanhar a utilização do crédito, o agente visita o empreendimento entre a concessão do crédito e o vencimento da primeira parcela. A proximidade com o cliente e a orientação são algumas das ferramentas utilizadas para fomentar o desenvolvimento social e financeiro do microempreendedor.
Entre os impactos já observados de acompanhamento na utilização de crédito, destacam-se a oportunidade recebida pelos clientes atendidos pelo crédito, o seguro e as orientações para melhorar suas condições sociais.
O Microcrédito tem como meta para 2013 promover cinco eventos por mês, que aproximarão agentes e supervisores da comunidade de clientes e não clientes. A área pretende promover o produto, introduzir conceitos de educação financeira e reavaliar clientes negados.
Em 2012, imprimimos 2.000 cópias do Caderno do Empreendedor, uma ferramenta criada para facilitar o dia a dia do empreendedor. O caderno possui tabelas para o controle de despesas, receitas e estoque, aumentando a capacidade de planejamento e a transparência do negócio. Continuaremos distribuindo o caderno em 2013, beneficiando clientes que apresentem necessidade de orientação e organização financeira. Na entrega do caderno, o agente de microcrédito aproveita para estabelecer laços de confiança e relacionamento próximo com seu cliente.
1. Em 2012, não foram implementadas novas ações do Projeto Educação Financeira nas Escolas. Sua estratégia está sendo revisada pelo Instituto Unibanco, motivo pelo qual não disponibilizamos ainda as metas e diretrizes para 2013.
2. Número de salários anuais dos quais devem dispor na reserva para aposentadoria aos 35, 45, 55 e 65 anos de idade, respectivamente.


Saiba mais sobre iniciativas de educação financeira

Perspectivas futuras

Para 2013, está prevista a continuidade e a expansão das iniciativas internas e externas de educação financeira, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas:

  • Programa de colaboradores
  • Materiais de orientações em diferentes canais e formatos
  • Formação de multiplicadores
  • Maior atuação entre o público de jovens e crianças
  • Ações para clientes e sociedade em geral

O objetivo é auxiliar cada vez mais as pessoas a usarem melhor o dinheiro em diferentes momentos de vida.


Microcrédito

FS1: Políticas com componentes sociais e ambientais específicos aplicados às linhas de negócio

FS2: Procedimentos para avaliação e classificação de riscos ambientais e sociais nas linhas de negócios

FS3: Processos para o monitoramento da implantação por parte do cliente do cumprimento de exigências ambientais e sociais incluídas em contratos ou transações

FS4: Processos para aprimorar as competências dos funcionários para implementação de políticas e procedimentos ambientais e sociais aplicados às linhas de negócio

FS5: Interações com clientes/investidores/parceiros de negócios no que se refere a riscos e oportunidades sociais e ambientais

FS6: Percentual da carteira de linhas de negócio por região específica, por porte (exemplo: micro/pequena e média/grande), e por setor

FS7: Valor monetário dos produtos e serviços criados para proporcionar um benefício social específico para cada linha de negócio, divididos por finalidade

Acessar o site: http://www.itau.com.br/microcredito

Seguimos a Política de Sustentabilidade, que reafirma o nosso compromisso com um desenvolvimento sustentável dos negócios e com a transformação da sociedade. A governança de microfinanças assume um papel expressivo na criação de uma agenda voltada para o desenvolvimento sustentável do país ao acompanhar as tendências de mercado e as demandas dos clientes e da sociedade e promover a inclusão financeira de empreendedores informais. Aliada a isso, o Microcrédito participa de fóruns e encontros nacionais e internacionais para manter-se sempre à frente das principais questões relacionadas ao mercado financeiro do microempreendedor.

Todos os colaboradores do Microcrédito têm acesso à Política de Crédito e à Circular de Processos de Concessão e Análise de Crédito. Realiza-se, mensalmente, uma auditoria das operações e dos processos internos e externos para certificar a aplicabilidade das políticas. GRI FS1

Embora não haja procedimentos formais, o crédito é oferecido para microempreendimentos que atuam com práticas sustentáveis e que causam impactos positivos no desenvolvimento da comunidade. Antes da concessão, o agente de microcrédito (saiba mais no quadro abaixo) faz uma avaliação global sobre o microempreendimento, levando em consideração os cinco cês, ou seja, caráter, capacidade de pagamento, capital, condições e colateral. GRI FS1 e FS2

Possuímos métodos para aferir o cumprimento dos requisitos sociais acordados na política. Após a liberação do crédito, o agente de microcrédito visita o empreendimento financiado para acompanhar a aplicação dos recursos. Se houver algum desvio, o profissional deve orientar o cliente. Ao adquirir o crédito, o cliente assume a responsabilidade do uso indevido dos recursos, e a constatação de algum desvio pode implicar a não renovação. GRI FS3

Além disso, mensalmente é feito o acompanhamento físico e analítico – com base nos dados extraídos em sistemas e documentos – dos empreendimentos. O analista responsável pelo acompanhamento visita às unidades dos clientes, realiza entrevistas e propõe melhorias de política e dos processos e treinamento. GRI FS3

Canais de relacionamento GRI FS5

A proximidade com o cliente ajuda a fomentar os desenvolvimentos social e financeiro do microempreendedor – em 2012, por exemplo, distribuímos o Caderno do Empreendedor para facilitar a administração financeira dos negócios. Também disponibilizamos canais de atendimento, como o SAC Itaú Unibanco, a Central Itaú Microcrédito e o e-mail microcredito.microinvest@itau-unibanco.com.br.

Além disso, no 2° Piso, realizamos encontros com as instituições parceiras, buscando a troca de conhecimentos e as boas práticas microfinanceiras. Envolvemos a diretoria e o conselho das instituições para discutir planos de ação e determinar o planejamento para a utilização dos recursos disponibilizado pelo Itaú Unibanco.

Agentes de Microcrédito GRI FS4

São profissionais com família que possuem atributos fundamentais: raciocínio analítico e identificação com a causa da transformação social. Sua condição socioeconômica é semelhante à dos clientes desse segmento.

Uma vez contratados, os agentes passam por um programa de treinamento, com aulas práticas e teóricas de temas como análise de crédito, técnicas de cobrança e de vendas, gestão financeira, ética e contabilidade e orientação sobre microcrédito produtivo orientado.

Dessa forma, o agente consegue conhecer a realidade do cliente (sobre faturamentos e gastos) e orientá-lo na escolha do produto. Desde 2012, os supervisores mais experientes responsabilizam-se pela capacitação dos novos estagiários e agentes. Buscamos uma agenda de formação mais ágil em 2012, estimulando a capacidade dos agentes de melhorar vidas sem perder o foco em produção e qualidade da carteira.



Modalidades de crédito*

Nas operações de 1º Piso, oferecemos crédito para capital de giro, reformas ou ativo fixo, a empreendedores urbanos (formais ou informais) envolvidos em atividades produtivas de pequeno porte. A modalidade pode ser destinada à compra de mercadorias, reposição de estoques, compra de máquinas e de equipamentos ou reforma e ampliação do local de trabalho. Existem algumas condicionantes para que o empreendedor obtenha essa modalidade de crédito. Entre elas, estão: GRI FS7

  • Ser um microempresário ou trabalhador por conta própria, formal (CNPJ) ou informal.
  • Ser proprietário ou sócio.
  • Manter um faturamento anual de até R$ 360 mil.
  • Trabalhar no ramo há no mínimo um ano para solicitar capital de giro e dois anos para as demais finalidades.
  • Ter idade mínima de 18 anos.
  • Disponibilizar a cópia dos extratos da conta-corrente (pessoa física ou jurídica) dos últimos 60 dias (caso tenha conta-corrente).
  • Necessitar no mínimo de R$ 400 e no máximo de R$ 10 mil no primeiro crédito: e, na renovação, de no mínimo R$ 400 e no máximo R$ 14,2 mil.
  • Parcelar no mínimo 4 vezes e no máximo 12.

Não temos processos de verificação de documentos, somente auditorias pontuais, que avaliam a aplicabilidade da política. GRI FS7

Em 2012, foram concedidos 6.965 créditos, totalizando um financiamento no valor de aproximadamente R$ 24,4 milhões. De 2003 até o fim de 2012, foram 41.581 créditos, que somam cerca de R$ 131,6 milhões. GRI FS7

Apoiamos organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs) cadastradas no Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO). As instituições de microfinanças contratam o produto Microcrédito Empresas e cedem a carteira de títulos para o Itaú Unibanco: em troca, recebem antecipadamente o valor dos títulos em sua conta-corrente.

Para avaliar as instituições parceiras, desenvolvemos o Programa de Relacionamento e Apoio, iniciativa que nos auxilia a nortear as ações de apoio institucional. Busca-se ainda a aproximação com agentes que visam ao fomento do setor com o intuito de mapear soluções para o mercado. Internamente, por exemplo, houve uma parceria com o Marketing e a Seguradora, que levou à criação de um material de prospecção e um portfólio de micros-seguros para instituições interessadas. GRI FS5

O 2º Piso é destinado a OSCIPs que necessitam de capital de giro para concederem mais crédito a seus clientes microempreendedores. Por englobar diversos produtos, não é possível determinar o total de crédito concedido no ano.

*Não há distinções geográficas para as avaliações do risco. Os empréstimos concedidos diretamente aos microempreendedores (1º Piso) não envolvem terceiros, enquanto para o 2º Piso um profissional externo com mais de 10 anos de experiência no mercado auxilia na avaliação de risco das instituições parceiras. GRI FS2 e FS6

Seguro Microcrédito

Lançada em dezembro de 2011, a modalidade destina-se aos clientes do Microcrédito, com um valor limite de R$ 15 mil. Até o fim de 2012, 7.400 operações foram realizadas com o benefício do seguro, que é disponibilizado em caso de morte ou invalidez total por acidente do cliente, quitação do saldo devedor do crédito adquirido, assistência-funeral (limitado a R$ 3 mil) e assistência cesta básica (quatro créditos no ticket alimentação de R$ 100,00 cada). GRI FS7

FS13: Pontos de acesso em áreas pouco populosas ou em desvantagem econômica, por tipo

Proporcionamos empréstimos para pessoas situadas em locais economicamente vulneráveis e que carecem de serviços financeiros. As operações de 1º Piso (empréstimos concedidos diretamente aos microempreendedores) e as de 2º Piso (empréstimos concedidos indiretamente a microempreendedores por meio de OSCIPs) seguem os princípios do microcrédito produtivo orientado e contribuem para a inclusão socioeconômica de microempreendedores, formais ou informais, pertencentes às classes C2, D e E.

Abrangência nacional

Cada agente de microcrédito é responsável por uma região, fazendo com que o banco chegue aos seus clientes e dando início ao processo de inclusão bancária dos empreendedores. Em 2012, por meio de seus agentes (operação de 1º Piso), o Microcrédito atendeu os seguintes municípios* brasileiros:

  • Rio de Janeiro: Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Petrópolis, Piabetá (Magé), Guia de Pacobaíba, Belford Roxo, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados, São João de Meriti e Japeri
  • Rio Grande do Sul: Porto Alegre, Canoas, Guajuviras (Canoas), Esteio, Gravataí, Viamão, Alvorada, Santa Cruz do Sul e Santo Ângelo
  • São Paulo: São Paulo, Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Mauá, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo, Vargem Grande Paulista, Santana de Parnaíba, Taboão da Serra, Embu, Itapecerica da Serra, Guarulhos, Suzano, Caieiras e Franco da Rocha

* Não estamos presentes em todos os bairros dos municípios listados acima.

Por meio da operação de 2º Piso, o Itaú Unibanco atende indiretamente alguns municípios de São Paulo, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de Minas Gerais e da Paraíba. A combinação do 1º Piso com o 2º Piso potencializa a abrangência nacional da operação.

FS14: Iniciativas para melhorar o acesso aos serviços financeiros a pessoas desfavorecidas

Desenvolvemos diversas iniciativas para facilitar o acesso de pessoas em situações de vulnerabilidade aos serviços financeiros. Entre elas, estão o Programa de Relacionamento e Apoio às Instituições de Microfinanças (IMFs), o Microcrédito Produtivo Orientado e o Microsseguro Prestamista. Conheça as iniciativas em Modalidades de Crédito.

Saiba mais sobre o Microcrédito
Crédito ao consumidor


FS5: Interações com clientes/investidores/parceiros de negócios no que se refere a riscos e oportunidades sociais e ambientais

O Programa Transparência 100% procura tornar nossos produtos e serviços cada vez mais acessíveis aos nossos clientes de modo que possam utilizá-los com segurança, tranquilidade e com conhecimentos obre todas as informações do produto que estão adquirindo.

Frentes Descrições
Crédito consciente: prevenção ao endividamento Prevenção ao superendividamento e inclusão da educação financeira no dia a dia do cliente.
Atenção especial aos segmentos Ações criadas para cada tipo de públicos utilizando uma linguagem próxima do perfil de cada cliente. O foco é o uso responsável dos produtos e serviços financeiros.
Transparência da informação Novas informações e demonstrativos relevantes, disponibilizados com linguagem simples para facilitar a compreensão dos clientes e consumidores.


FS7: Valor monetário de produtos e serviços desenvolvidos para gerar benefícios sociais específicos para cada linha de negócio

FS8: Valor monetário dos produtos e serviços criados para proporcionar um benefício ambiental específico para cada linha de negócios, divididos por finalidade

Disponibilizamos aos nossos consumidores de baixa renda um cartão de crédito que oferece serviços essenciais – como transações e pagamentos de contas – por tarifas inferiores às praticadas no mercado. Também é oferecida a opção do parcelamento da fatura por uma taxa mais baixa. GRI FS7

Em agosto de 2012, foi lançado o cartão Itaucard 2.0, um produto inovador com cálculo de taxas de juros em formato semelhante ao praticado internacionalmente. A taxa máxima do cartão é de 5,99% ao mês, acurada a partir da data da compra – em vez da data da fatura. Novas contas têm sido criadas, e clientes antigos também podem trocar pelo Itaucard 2.0, com a opção de voltar ao modelo utilizado antes. GRI FS7

Também contamos com o Cartão de Crédito Itaucard Ipiranga Carbono Zero, em que parte do faturamento proveniente do abastecimento de veículos nos Postos Ipiranga é reinvestida em reflorestamento – neutralizando o dobro das emissões de gás carbônico que seriam emitidas com aquele combustível. GRI FS8

Saiba mais sobre crédito ao consumidor
Banco Varejo


FS5: Interações com clientes/investidores/parceiros de negócios no que se refere a riscos e oportunidades sociais e ambientais

Desenvolvemos ações para expandir nosso relacionamento com os clientes com o intuito de identificar oportunidades de negócios no tema socioambiental. Por meio da Campanha sem Papel, iniciada em 2012, buscamos incentivar o uso eletrônico do extrato consolidado – novos clientes já não têm a opção de recebimento impresso.

Não houve impacto em reclamações de clientes sobre o não envio do extrato em 2012, o que demonstra a adesão e a efetividade da campanha. Periodicamente, é feita a mensuração do nível de satisfação de clientes que optaram pelo extrato eletrônico.

FS7: Valor monetário de produtos e serviços desenvolvidos para gerar benefícios sociais específicos para cada linha de negócio

Fornecemos empréstimos com taxas reduzidas para clientes de classes baixas em um valor máximo de R$ 1 mil. O prazo para o pagamento do empréstimo é de 24 meses, e a carência da primeira parcela é de 15 a 45 dias, com taxa de juros a 2% ao mês. Para ser elegível a essa linha de crédito, o cliente não pode ter mais de R$ 3 mil em recursos no banco.

Também disponibilizamos empréstimos para compras de materiais de construção, móveis e decoração aos clientes correntistas do banco Itaú, do Itaú Uniclass e do Personnalité. O consumidor só começa a pagar o empréstimo, bem como os juros, após o período de carência, quando deixar de utilizar o cartão. Em 2012, foram realizados 208.244 contratos de empréstimos, o que representa 7,31% do valor total monetário da linha de negócios.

FS14: Iniciativas para melhorar o acesso aos serviços financeiros a pessoas desfavorecidas

Buscamos desenvolver serviços que atendam clientes com deficiência visual – hoje, existem mais de 6 mil contas para esse público, número que, devido à grande exposição na mídia e pelo banco, praticamente dobrou em relação ao ano anterior. Oferecemos para todos esses clientes – contas-correntes ou cartões de crédito – as seguintes opções:

  • Recebimentos em braile: 551 pessoas
  • Caracteres ampliados: 290 pessoas
  • Extrato normal: 3.439 pessoas

Aproximadamente 2.000 pessoas não utilizam nenhum dos serviços citados acima.

Saiba mais sobre o Banco Varejo
Empresas

FS1: Políticas com componentes sociais e ambientais específicos aplicados às linhas de negócio

FS2: Procedimentos para avaliação e classificação de riscos ambientais e sociais nas linhas de negócio

FS3: Processos para o monitoramento da implantação por parte do cliente do cumprimento de exigências ambientais e sociais incluídas em contratos ou transações

Desde 2007, aferimos o risco socioambiental da concessão de crédito para pequenas e médias empresas com base na Política Setorial de Risco Socioambiental.

Em 2011, revisamos nossa política setorial de acordo com as diretrizes socioambientais descritas na Política Corporativa de Risco Socioambiental. Em consonância com a metodologia própria de análise do risco socioambiental do Itaú Unibanco, que leva em consideração a legislação brasileira e os princípios e valores do banco, desenvolvemos mecanismos e ferramentas para a realização da análise de risco socioambiental de pequenas e médias empresas.

Utilizamos ferramentas como: a Lista Proibida, a Lista Restrita, a categorização socioambiental, o questionário de autodeclaração socioambiental, a análise da conformidade legal, as pesquisas sobre o comportamento e os aspectos de mitigação do risco socioambiental em fontes públicas de informações, as visitas a clientes – quando necessárias e realizadas pelos analistas da área ou por uma consultoria especializada – e um canal de comunicação externo (Fale Conosco). GRI FS2

A categorização setorial é realizada a partir da análise dos riscos socioambientais associados aos seus setores de atividade econômica. São avaliados critérios de sustentabilidade como: uso de energia, uso da água, lançamento de efluentes líquidos e descarte de resíduos sólidos, emissões atmosféricas e riscos para a saúde e segurança do trabalho. Após essa categorização, realiza-se a análise de risco socioambiental na concessão de crédito para empresas consideradas A (alto potencial de risco) e B (médio potencial de risco) e que tenham envolvimento em crédito com o banco igual ou superior a R$ 5 milhões.

Além disso, avaliamos com mais profundidade empresas que atuam em ramos enquadrados na Lista Restrita, ou seja, que desempenham atividades com maior potencial de risco socioambiental e com envolvimento em crédito a partir de R$ 1 milhão. Para essa avaliação, foram desenvolvidos checklists específicos. GRI FS1, FS2 e FS3

A partir do recebimento do questionário de autodeclaração socioambiental e dos demais documentos solicitados, iniciamos a análise socioambiental das informações fornecidas pela empresa e dos dados obtidos por meio de pesquisas em fontes públicas. GRI FS1, FS2 e FS3

Quando identificado um risco potencial, a equipe técnica pode realizar visitas no local ou ainda, se necessário, solicitar informações complementares à empresa. Os riscos identificados são monitorados pela área que realizou a análise, e, se não forem efetuados planos de ação ou fornecidos os documentos complementares necessários, o parecer socioambiental é desfavorável. Os clientes são avaliados periodicamente, e a análise de risco socioambiental é válida por até dois anos. GRI FS1, FS2 e FS3

As atividades constantes em nossa Lista Proibida são: o incentivo à prostituição, a utilização de mão de obra infantil em desacordo com a legislação brasileira e a utilização de mão de obra análoga à escrava. Essas práticas estão em desacordo com nossos princípios e valores, e, quando identificada situação de enquadramento na Lista Proibida, o crédito é negado. GRI FS1, FS2 e FS3

Nossa política também prevê que a constituição de garantia imobiliária e a alienação fiduciária de imóveis não serão recomendadas caso existam indícios de áreas contaminadas ou se o terreno não tiver a reserva legal averbada. GRI FS1, FS2 e FS3

Os procedimentos de avaliações de riscos são constantemente revisados como forma de abranger maior número de empresas, principalmente aquelas que atuam em ramos com potencial envolvimento em atividades e ramos das listas restrita e proibida. GRI FS1, FS2 e FS3

Em junho de 2010, o processo de análise de riscos socioambientais para pequenas e médias empresas foi certificado pela norma de qualidade ISO 9001 e, em 2012, recebeu a recertificação.

Pareceres Socioambientais para Pequenas e Médias Empresas Emitidos em 2012
Categorização Parecer Socioambiental Favorável Parecer Socioambiental Desfavorável Mudanças de Práticas
A1 2.139 39 10
B2 3.478 45 10
C3 798 8 0
Total 6.415 92 20
1. Alto Potencial de Risco.
2. Médio Potencial de Risco.
3. Baixo Potencial de Risco.

Lista Restrita GRI FS1 e FS2

Determina atividades que representam maior potencial de risco socioambiental como:

  • Produção ou comércio de armas de fogo, munições e explosivos
  • Extração e produção de madeira e produção de lenha e carvão vegetal provenientes de florestas nativas
  • Atividades pesqueiras
  • Extração e industrialização de asbesto/amianto

Lista Proibida GRI FS1 e FS2

Relaciona práticas que venham a apresentar práticas de incentivo à prostituição, utilizem mão de obra infantil em desacordo com a legislação brasileira ou mantenham trabalho análogo ao de escravo, incluídas na lista suja do Ministério do Trabalho e Emprego.


FS4: Processos para aprimorar as competências dos funcionários para implementação de políticas e procedimentos ambientais e sociais aplicados às linhas de negócio

Não realizamos treinamentos in company sobre políticas e procedimentos ambientais e sociais.

FS5: Interações com clientes/investidores/parceiros de negócios no que se refere a riscos e oportunidades sociais e ambientais

Em parceria com a Itautec, a Alterdata, a Claro Empresas e a revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, em 2012 realizamos a sétima edição do Projeto Extreme Makeover para ajudar pequenas empresas a se modernizarem e aumentarem a rentabilidade e a eficiência em seus processos. Mais informações sobre o programa estão aqui.

Lançado em 2011, o projeto Visão de Sucesso capacitou sua primeira turma, cerca de 20 empresários, em 2012. Resultado de uma parceria do Itaú Unibanco com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Instituto Endeavor Brasil, o projeto prevê a seleção e a capacitação de pequenas e médias empresas que atuam com produtos e serviços para a população de baixa renda do país. O governo coreano, por meio do Fundo Fiduciário de Desenvolvimento de pequenas e médias empresas, está apoiando o projeto com um programa de assistência técnica de US$ 500. Outros fundos de contrapartida local totalizam mais R$ 500 mil. Para 2013, estão previstas outras duas turmas de capacitação de empresário.

Como patrocinador da Copa do Mundo de 2014, o banco realizou, em 2012, uma série de seminários que abordaram o tema "Copa do Mundo e suas oportunidades". O evento aconteceu nas 12 cidades-sedes da Copa e abordou temas como "Impactos de infraestrutura", "Linhas de crédito do banco para a Copa" e "Legado da Copa". O seminário contou com os principais nomes da economia e do ramo de negócios esportivos do Brasil, que debateram sobre oportunidades com a vinda da Copa do Mundo no país. Aproximadamente 3.500 pessoas participaram dos seminários.

Em uma parceria do Itaú Unibanco com o Grupo O Estado de São Paulo (OESP), foi desenvolvido para os pequeno e médio empresários um projeto focado na informação, capacitação de gestão e inclusão digital. O OESP criou um caderno mensal, uma coluna semanal em seu portal e um programa de rádio, e também realizou debates para promover a troca de experiência entre os empresários. O Itaú Unibanco incentiva seus clientes a conhecerem e participarem da inciativa por meio do curso Capacitação de Gestão Estadão PME.

Em 2012, também participamos da consulta pública da nova versão dos Princípios do Equador, promovida pelo Itaú BBA. O evento aconteceu em São Paulo.

FS7: Valor monetário de produtos e serviços desenvolvidos para gerar benefícios sociais específicos para cada linha de negócio

FS8: Valor monetário de produtos e serviços designados para gerar benefícios ambientais específicos para cada linha de negócio desagregada por propósito

Disponibilizamos produtos e serviços que proporcionem benefícios socioambientais, como o Financiamento Socioambiental Inter-American Investment Corporation (IIC). Ao todo, são direcionados US$ 330 milhões para financiar pequenas e médias empresas com boas práticas nos negócios que estejam de acordo com a análise de risco socioambiental do Itaú Unibanco e com os critérios de elegibilidade da IIC, como: GRI FS7 e FS8

  • Cumprimento das exigências nacionais e locais e do procedimento de revisão ambiental e de trabalho do IIC.
  • Não composição de ramos de atividades classificados como de Alto Potencial de Risco Socioambiental ou macrossetores de médio e baixo potenciais de risco socioambiental listados pelo IIC.

Não houve captação de recursos em 2012.

O Itaú, como banco credenciado no BNDES, oferece repasses do Programa ABC (Linha Agro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES) para financiar projetos que reduzam as emissões de gases de efeito estufa da agricultura, da pecuária e do desmatamento por meio da ampliação de florestas cultivadas e da recuperação de áreas degradadas. Até dezembro de 2012, foram liberados 133 financiamentos por meio do programa. GRI FS8

Por intermédio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf Agroindústria) financiamos custos provenientes do beneficiamento e da industrialização da produção agrícola – formação de estoques de insumos, estoques de matéria-prima, estoque de produto final e adiantamento a cooperados. Até dezembro de 2012 foram efetuadas 52 operações do produto. GRI FS8

Itaú BBA

FS1: Políticas com componentes sociais e ambientais específicos aplicados às linhas de negócio

FS2: Procedimentos para avaliação e classificação de riscos ambientais e sociais nas linhas de negócios

FS3: Processos para o monitoramento da implantação por parte do cliente do cumprimento de exigências ambientais e sociais incluídas em contratos ou transações

FS4: Processos para aprimorar as competências dos funcionários para implementação de políticas e procedimentos ambientais e sociais aplicados às linhas de negócio

FS5: Interações com clientes/investidores/parceiros de negócios no que se refere a riscos e oportunidades sociais e ambientais

Em 2011, desenvolvemos a nova Política de Risco Socioambiental do Itaú BBA em consonância com a Política de Risco Socioambiental do Itaú Unibanco. Publicada na intranet do Itaú BBA, é aplicada para operações de crédito no território nacional e com clientes do Itaú BBA sediados no Brasil e contém diretrizes para mitigar potenciais riscos de imagem – legais ou de créditos – em que possamos estar expostos no processo de concessão de crédito. Também inclui referências internacionais de análise de risco, como os Princípios do Equador. Entre seus requisitos, estão: GRI FS1 e FS2

  • Lista de atividades proibidas: não concedemos crédito a empresas relacionadas a atividades que incentivem a prostituição, utilizem mão de obra infantil em desacordo com a legislação e que estejam incluídas no cadastro nacional de empregadores que tenham mantido mão de obra análoga à de escravo – a chamada Lista Suja dos Ministérios do Trabalho e Emprego (MTE). Para verificar a ocorrência de casos, são feitas buscas periódicas de notícias na mídia sobre envolvimento de clientes com as atividades da Lista de Atividades Proibidas e da Lista Suja. Caso a situação encontrada seja considerada pela área de Análise de Risco Socioambiental como de risco e/ou algum cliente conste na Lista Suja, procede-se com a suspensão do limite de crédito.
  • Lista de atividades restritas: para as empresas que desempenham atividades com maior potencial de risco socioambiental – como produção ou comércio de armas de fogo, munições e explosivos; extração e produção de madeira, lenha e carvão vegetal provenientes de florestas nativas; atividades pesqueiras; e extração e industrialização de asbesto/amianto –, analisamos a conformidade do cliente com a diretriz setorial aplicável e emitimos um parecer para subsidiar a decisão do Comitê de Crédito responsável. O acompanhamento é feito na renovação do limite de crédito – semestralmente ou anualmente, conforme o caso.
  • Contaminação de solo e reserva legal na constituição de garantias imobiliárias. A aceitação pelo Itaú BBA de garantia de hipoteca e de alienação fiduciária sobre imóveis em operações de crédito é precedida de análise de risco de contaminação e, nos casos aplicáveis, da verificação de averbação de reserva legal em matrícula de imóveis rurais ou de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR), conforme estabelecido pela Lei nº 12.727/2012.
  • Adaptação das cláusulas nos contratos de empréstimos e financiamentos: conforme orientações definidas na Política de Risco Socioambiental do Itaú Unibanco, os contratos de empréstimos e financiamentos do Itaú BBA passam a refletir, além de declaração de regularidade ambiental do tomador de crédito, hipóteses de suspensão de desembolsos e de vencimento antecipado.
  • Exigência do Certificado de Qualidade em Biossegurança emitido pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança quando há a contratação de financiamentos relacionados à atividade de pesquisa de organismos geneticamente modificados.
  • Solicitação da licença ambiental para o financiamento de projetos.

Em alguns casos, podem ser definidas no contrato cláusulas contratuais específicas ou condições para desembolso.

Empréstimo ponte, fiança e financiamento de longo prazo são concedidos apenas aos projetos que estabelecem critérios consistentes para garantir o cumprimento da legislação brasileira nos aspectos de saúde e segurança ocupacional e socioambiental – como a gestão de efluentes, resíduos e emissões, a conservação do patrimônio arqueológico, o atendimento a normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e a consulta a populações afetadas. Esses critérios são acompanhados durante todo o prazo do contrato no caso de financiamento de longo prazo. GRI FS1

Projetos Corporate Finance Contratados (sob os critérios da Política Socioambiental1) em 2012
  Número de Projetos Contratados Investimento Total1 (milhões R$) Participação do Itaú BBA1 (milhões R$)
Catogorização2 dos Projetos Corporate Finance
B 15 4.935,2 2.111,6
C 12 3.444,7 826,2
Setor de Atuação dos Projetos Corporate Finance
Açúcar e Álcool 10 2.883,0 1.145,6
Cimento 1 101,0 67,3
Energia 5 2.932,1 785,4
Indústria 4 1.163,3 363,0
Logísitica 2 741,1 240,5
Mineração 2 226,9 121,9
Saúde 1 35,9 23,3
Textil 1 229,8 150,8
Varejo 1 66,8 40,0
Localização dos Projetos Corporate Finance
Brasil3 1 592,5 200,5
Colômbia 1 802,8 637,0
Centro-Oeste do Brasil 1 1.241,9 104,0
Nordeste do Brasil 3 1.101,5 326,0
Norte do Brasil 1 73,0 53,3
Sudeste do Brasil 17 3.775,8 1.364,6
Sul do Brasil 3 792,3 252,5
Totais de Projetos Corporate Finance Contratados
Total 27 8.379,9 2.937,9
1. Política de Risco Socioambiental do Itaú BBA.
2. Categorização conforme Política de Risco Socioambiental do Itaú BBA.
3. Projetos instalados em mais de uma região do Brasil (exemplo: empreendimentos lineares, Capital Expenditure (CAPEX) de uma rede de lojas, entre outros).Os Projetos Corporate Finance não costumam ser aprovados como operações específicas, mas enquadrados nos limites existentes.



Demais Operações Relacionadas a Financiamento de Projetos Contratadas em 2012
  Empréstimo Ponte Fiança de Projeto Totais
Número de Operações 11 7 18
Valores das Operações Contratadas
Investimento Total (milhões R$)1 21.569,99 15.522,0 37.092,0
Participação do Itaú BBA (milhões R$) 2.002,2 1.409,5 3.411,7
Categorização2 das Operações Contratadas
A 2 2 4
B 7 5 12
C 0 2 2
Localização das Operações Contratadas
Nordeste do Brasil 4 4 8
Norte do Brasil 1 0 1
Sudeste do Brasil 3 2 5
Sul do Brasil 1 0 1
Brasil3 2 1 3
Setor das Operações Contratadas
Cimento 1 0 1
Energia 5 4 9
Indústria 1 0 1
Logística 0 2 2
Mineração 2 1 3
Óleo e Gás 2 0 2
1. Se o valor estiver em outra moeda, é utilizada a taxa de câmbio do dia da contratação.
2. Categorização conforme Política de Risco Socioambiental do Itaú BBA.
3. Projetos instalados em mais de uma região do Brasil (exemplo: empreedimentos lineares, Capital Expenditure (CAPEX) de uma rede de lojas, entre outros).
Houve duas aprovações independentes para o mesmo projeto. Valor total do investimento foi contato apenas uma vez.


Demais Operações Relacionadas ao Financiamento de Projetos Aprovadas Pelo Itaú BBA em 2012, mas Ainda não Contratadas1
  Empréstimo Ponte Fiança de Projeto Totais
Número de Operações 10 13 23
Valores das Operações Aprovadas (ainda não contratadas)
Volume Aprovado de Participação do Itaú BBA2 (milhões R$) 1.332,4 2.018,0 3.350,4
Localização das Operações Aprovadas (ainda não contratadas)
Centro-Oeste do Brasil 1 2 3
Nordeste do Brasil 6 6 12
Sudeste do Brasil 0 3 3
Sul do Brasil 1 2 3
Brasil3 2 0 2
Setor das Operações Contratadas
Energia 6 10 16
Indústria 1 1 2
Logística 1 2 3
Óleo e Gás 1 0 1
Petroquímica 1 0 1


1. Por diversos motivos, não ocorreu a contratação em 2012.
2. Se o valor estiver em outra moeda, é utilizada o taxa de câmbio do dia da aprovação.
3. Projetos instalados em mais de uma região do Brasil (exemplo: empreendimentos lineares, Capital Expenditure (CAPEX) de uma rede de lojas, entre outros).


Para o financiamento de projetos de longo prazo na modalidade Project Finance – com valor igual ou superior a US$ 10 milhões – considera-se adicionalmente o atendimento aos Princípios do Equador (saiba mais no quadro abaixo). As empresas são avaliadas no momento da contratação e durante todo o prazo do contrato de financiamento por meio de um plano de ação anexo ao contrato. Essa análise é feita por uma consultoria especializada independente – obrigatoriamente para os projetos de Alto Risco e facultativo para os de Médio Risco. A classificação do projeto em Alto, Médio ou Baixo risco socioambiental é realizada por meio de uma ferramenta desenvolvida pelo Itaú BBA, inspirada nas estruturas de identificação de risco de organismos multilaterais, que leva em conta os critérios previstos nos Padrões de Desempenho da IFC e sua relevância para o projeto em questão, assim como a capacidade de gestão do projeto. GRI FS1 e FS2

Project Finance1 contratados (sob os critérios dos Princípios do Equador) em 2012
  Número de Projetos Contratados Investimento Total (milhões R$)3 Participação do Itaú BBA (milhões R$)3
A 1 15.702,5 231,1
B 1 263,8 69,5
Setor de Atuação dos Project Finance Contratados
Energia 2 15.966,3 300,7
Localização dos Project Finance Contratados
Nordeste do Brasil 1 263,8 69,5
Norte do Brasil 1 15.702,5 231,1
Totais de Project Finance Contratados
Totais 2 15.966,3 300,7

1. Project Finance definido por Basileia em www.bis.org/publ/bcbs107.pdf.
2. Vide Princípio 1, disponível em www.equator-principles.com/resources/equator_principles.pdf.
3. Se o valor estiver em outra moeda, é utilizada o taxa de câmbio do dia da contratação.

Project Finance1 Aprovados pelo Itaú BBA, mas ainda não Contratados2 (sob os Critérios dos Princípios do Equador) – 2012
  Número de Projetos Aprovados e ainda não Contratados Volume Aprovado de Participação do Itaú BBA
Setor de Atuação dos Project Finance Aprovados (ainda não Contratados)
Energia 4 482,8
Logística 3 975,9
Óleo e Gás 1 502,5
Saneamento 1 146,0
Localização do Project Finance Aprovados (ainda não Contratados)
Brasil4 2 638,3
Chile 2 208,8
Colômbia 1 440,1
Nordeste do Brasil 1 190,0
Norte do Brasil 1 50,0
Sudeste do Brasil 2 580,0
Totais de Project Finance Aprovados (ainda não Contratados)
Totais 9 2.107,2
1. Project Finance definido por Basileia em www.bis.org/publ/bcbs107.pdf.
2. Por diversos motivos, não ocorreu a contratação em 2012.
3. Se o valor estiver em outra moeda, é utilizada a taxa de câmbio do dia da aprovação.
4. Projetos instalados em mais de uma região do Brasil (exemplo: empreendimentos lineares, Capital Expenditure (CAPEX) de uma rede de lojas, entre outros).
A categorização definitiva do projeto, vide Princípio 1, (disponível em www.equator-principles.com/resources/equator_principles.pdf) acontecerá até contratação.

Em 2012, não houve operações de financiamento de projetos canceladas por questões socioambientais.

Pelo menos uma vez ao ano são realizados monitoramentos (visitas ou avaliações documentais) para aferir o cumprimento do Plano de Ação estabelecido no contrato. Caso haja irregularidades, as ações corretivas são discutidas em conjunto com o cliente e, em alguns casos, são tomadas medidas previstas contratualmente. Em 2012, aprimoramos o processo de monitoramento de obrigações contratuais de natureza socioambiental, contratando um profissional dedicado exclusivamente a essa tarefa. GRI FS2 e FS3

Além disso, também em 2012, o Itaú BBA Brasil estruturou, em conjunto com os heads das áreas de Produtos (project finance), Comercial, Crédito e do Jurídico da unidade do banco no Chile, procedimentos específicos para avaliar os projetos financiados na modalidade Project Finance sob a ótica dos Princípios do Equador. GRI FS2

Princípios do Equador GRI FS1 e FS2

Criados em 2003 e de adesão voluntária, os Princípios do Equador formam um conjunto de critérios e diretrizes para identificar e avaliar riscos e impactos socioambientais em operações de financiamento na modalidade Project Finance.

Para essa categoria, devem ser considerados os aspectos definidos pelos Padrões de Desempenho e pelas Diretrizes de Meio Ambiente, Saúde e Segurança da International Finance Corporation (IFC), como:

  • Sistema de gestão socioambiental.
  • Condições de trabalho: critérios para promover um tratamento justo, a não discriminação e a igualdade de oportunidades.
  • Povos indígenas: critérios como o respeito aos direitos humanos, às aspirações, à cultura e aos meios de subsistência para os povos indígenas e populações tradicionais.
  • Aquisição de terras e reassentamento involuntário: critérios para compensar a perda de bens e melhorar ou restaurar os padrões de vida das pessoas deslocadas.
  • Preservação da biodiversidade e gerenciamento sustentável dos recursos naturais: critérios para evitar ou minimizar impactos negativos sobre a biodiversidade, como interferência em hábitats naturais e extinção de espécies ameaçadas, conforme definição da Lista Vermelha da IUCN, e gerenciamento dos recursos naturais.
  • Prevenção e redução da poluição: ao desenhar o projeto, devem ser considerados os receptores ambientalmente sensíveis e monitorada a geração de efluentes.
  • Segurança e saúde da comunidade: evitar ou minimizar os impactos negativos do projeto sobre solo, água e outros recursos naturais utilizados pelas comunidades afetadas.
  • Proteção dos patrimônios cultural e arqueológico.

Até 2010, atuamos na presidência do Comitê Diretivo dos Princípios do Equador e, em 2011, cumprimos a meta de manter participação ativa no órgão como forma de disseminar e ampliar o alcance das boas práticas de avaliação de risco nos mercados emergentes, principalmente países da América Latina.

Temos participado ativamente das discussões em torno da nova versão dos Princípios do Equador – sediamos, inclusive, a única consulta pública presencial que ocorreu em um país emergente.

Treinamento de colaboradores GRI FS4

Durante o ano de 2012, os analistas de risco socioambiental do Itaú BBA participaram de, ao todo, aproximadamente 200 horas de capacitação em cursos, treinamentos, palestras, fóruns e grupos de discussão. Entre eles, destacam-se:

  • IFC Community of Learning: organizado pela International Finance Corporation, em Washington (DC), orientou os participantes sobre a nova estrutura de sustentabilidade da IFC, vigente desde janeiro de 2012, que inclui os Padrões de Desempenho e os critérios exigidos pelos Princípios do Equador.
  • Sponsor for Energy Future – The Role of Impact Assessment: realizado em Portugal, aprofundou o conhecimento dos participantes em avaliação de impactos de projetos de geração e transmissão de energia.
  • Monetização de Projetos de Redução de Gases de Efeito Estufa: organizado pela MGM In nova, in company, capacitou as equipes de risco socioambiental, produtos, project finance e jurídica em ações para mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e oportunidades para desenvolvimento de novos produtos financeiros provenientes dessas ações.
  • Carbon Prices Webinar: abordou as tendências e os preços praticados no mercado de crédito de carbono.
  • Remediação de Áreas Contaminadas: apresentou técnicas, custos e prazos para remediação de terrenos contaminados.
  • Treinamento in loco em Princípios do Equador: aprofundamento do tema para as equipes das áreas Comercial, Produtos, Crédito e Jurídico do Itaú BBA Chile.

Ações de engajamento GRI FS5

Em 2012, desenvolvemos ações para estreitar o relacionamento com os clientes do Itaú BBA. Como destaque, trouxemos pela primeira vez ao Brasil a consulta pública da nova versão dos Princípios do Equador – ainda em revisão. O evento ocorreu em São Paulo e contou com a participação de clientes dos setores de energia, óleo e gás e mineração, além de representantes de bancos signatários dos Princípios do Equador.

Além de tornar públicas as futuras mudanças, a iniciativa ajudou o Itaú Unibanco e o Comitê Diretivo dos Princípios do Equador a conhecer melhor, do ponto de vista do empreendedor, os desafios e as limitações na aplicação dos Princípios.

Também prestamos assessoria socioambiental e orientamos nossos clientes sobre a aplicação dos Princípios do Equador. Em 2012, o foco foi o setor energético – apoiamos clientes do setor de energia eólica e hidrelétricas.

Como resultado dessas interações, as empresas estão cada vez mais atentas à temática socioambiental, construindo, ao longo do relacionamento, um sistema de gestão mais robusto e em consonância com boas práticas internacionais. Essas interações ajudam os clientes a responder de forma mais preparada e ágil às demandas socioambientais das instituições financeiras.

Fomos convidados a compartilhar nossas práticas com bancos de todos os continentes. Em 2012, estivemos em Istambul, na Turquia, para participar do Climate Investment Funds’ Private Sector Forum com o objetivo de discutir os desafios de investimentos privados em projetos relacionados a mudanças climáticas. Também fomos convidados para compartilhar as boas práticas de gestão de risco socioambiental do Itaú BBA no International Green Credit Forum, em Pequim, na China.

Além disso, em Frankfurt, na Alemanha, participamos da quarta edição da Conferência IFC – Euro Finance Week. O evento é conhecido mundialmente como uma plataforma para discussões dos desafios macroeconômicos e financeiros, e contou com a participação de mais de 10 mil pessoas de 60 nações.

Também criamos, em associação com o Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID), a International Finance Corporation (IFC) e a United Nations Environment Programme Finance Initiave (UNEP FI), o Programa Outreach para América Latina, lançado na Rio+20 para a promoção de discussões e o aprimoramento da análise de risco socioambiental na concessão de financiamento a projetos na América Latina. Como parte da iniciativa, ainda em 2012, ocorreu em Bogotá, na Colômbia, o primeiro encontro no âmbito do programa, em que se discutiram boas práticas internacionais de gestão de risco socioambiental e a importância de sua adoção no desenvolvimento de projetos de infraestrutura na Colômbia.

No âmbito da Febraban, participamos de discussões com o Banco Central do Brasil que contribuíram para elaborar a regulamentação da gestão de risco socioambiental no mercado financeiro, ainda em desenvolvimento.

Também em 2012, na Rio+20, tivemos a oportunidade de dialogar em dois painéis de discussão do Corporate Sustainability Forum, maior encontro paralelo à Rio+20 para iniciativa privada, das Nações Unidas – um, trazendo o papel das instituições financeiras na nova economia e, o outro, as práticas de avaliação de risco socioambiental do Itaú BBA. Participaram do fórum aproximadamente 2.000 pessoas, entre indústrias, instituições financeiras, bancos e membros do governo.

FS6: Percentual do portfólio de produtos por linhas de negócio por região específica, tamanho(exemplo: pequenas/médias/grandes) e por setor

No Itaú BBA, a avaliação de risco socioambiental está concentrada no segmento de Corporate and Investment Banking (CIB). O segmento compreende as concessões de crédito, entre elas, os financiamentos a grandes projetos, que, por sua vez, apresentam maior impacto socioambiental e, portanto, maior potencial de risco. O Itaú BBA atende somente empresas de grande porte. Em 2012, o valor do portfólio no Brasil, que inclui os segmentos CIB e tesouraria, correspondeu a R$ 153.735 milhões.

Porcentagem do Portfólio Itaú BBA, por Setor, em 2012
(em milhões de reais)
Setor Valor do Portfólio
Total do Valor da
Linha de Negócio
Valor do Portfólio
(Percentual da Linha de Negócio)
Corporate and Investment Banking (CIB) 146.426,00 153.735,00 95,25
Tesouraria 7.309,00 153.735,00 4,75


Porcentagem do Portfólio Itaú BBA, por Região, em 2012
(em milhões de reais)
Região Valor do Portfólio
Total do Valor da
Linha de Negócio
Valor do Portfólio
(Porcentagem da Linha de Negócio)
Centro-Oeste  5.366,00 153.735,00 3,49
Sul 18.515,00 153.735,00 12,04
Sudeste 100.805,00 153.735,00 65,57
Nordeste 10.136,00 153.735,00 6,59
Norte 3.464,00 153.735,00 2,25
Outros 15.449,00  153.735,00 10,05


FS7: Valor monetário de produtos e serviços desenvolvidos para gerar benefícios sociais específicos para cada linha de negócio

FS8: Valor monetário de produtos e serviços designados para gerar benefícios ambientais específicos para cada linha de negócio desagregada por propósito

Os benefícios ambientais são proporcionados por meio de financiamentos no âmbito do repasse de recursos provenientes dos produtos BNDES Finem, BNDES Automático e Crédito Rural. Por meio do BNDES Finem destinamos recursos a projetos de eficiência energética e geração de energia a partir da biomassa – em 2012, foram contratados aproximadamente R$ 90 milhões.

Por meio do BNDES Automático financiamos projetos de reflorestamento, eficiência energética, geração de energia renovável e saneamento. Em 2012, houve seis projetos que compreenderam esses tipos de investimentos, totalizando R$ 41,7 milhões. GRI FS8

Em relação ao Crédito Rural, os investimentos foram para o cultivo de eucalipto para produção de celulose, um total de 87 operações e R$ 3,2 milhões contratados. GRI FS8

Por último, os investimentos por meio de financiamentos com recursos próprios em projetos de energia eólica e energia a partir da biomassa representaram R$ 378 milhões. GRI FS8

Em 2012, o valor envolvido nas operações financiadas com benefício ambiental equivale a 0,33% da carteira de crédito do Itaú BBA e um total de cerca de R$ 513,035 milhões. GRI FS8

Além disso, em 2012, foram contratadas seis operações que representaram investimentos sociais1 com repasse de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por meio do produto BNDES Finem – um total de R$ 7,952 milhões. Trata-se de financiamentos a um custo mais barato e em parceria com instituições públicas ou com associações de fins não econômicos para empresas que objetivam a elevação do grau de responsabilidade social empresarial e que sejam voltadas para a articulação e o fortalecimento de políticas públicas. Os investimentos foram destinados à implantação de energia elétrica em comunidades de baixo poder aquisitivo e à construção de creches e centros de idosos. GRI FS7

1. Não são beneficiadas ações impostas por lei, ato administrativo, decisões judiciais, obrigações decorrentes de licenciamento ambiental nem ações exclusivamente voltadas ao desempenho comercial e competitivo.
2. Houve mudança na regra de contabilização dos produtos com investimentos sociais. Em 2012, consideramos apenas o valor do subcrédito social, e não o valor total do financiamento do projeto como foi feito em 2011.

FS10: Percentual e número de empresas no portfólio da organização com as quais a organização relatora interage em assuntos ambientais e sociais

Em 2012, interagimos com aproximadamente 700* stakeholders. Desses, 162 são clientes ativos do Itaú BBA – 7% da carteira de tomadores de crédito, que é composta por aproximadamente 2.300 clientes ativos. Desses 162, 49 são instituições financeiras, o que representa interação com 33,3% de clientes parceiros de negócio (instituições financeiras).

* Em 2012, foram consideradas apenas as interações que não fazem parte dos procedimentos de análise de risco determinados pela Política de Risco Socioambiental.

Saiba mais sobre Itaú BBA
Financiamento de veículos

FS1: Políticas com componentes sociais e ambientais específicos aplicados às linhas de negócio

FS2: Procedimentos para avaliação e classificação de riscos ambientais e sociais nas linhas de negócio

FS3: Processos para o monitoramento da implantação por parte do cliente do cumprimento de exigências ambientais e sociais incluídas em contratos ou transações

FS4: Processos para aprimorar as competências dos funcionários para implementação de políticas e procedimentos ambientais e sociais aplicados às linhas de negócio

Contamos com uma política para avaliar os riscos e impactos socioambientais das atividades de empresas que solicitam o financiamento de veículos. Aplicada em todo o território nacional, a política estabelece instrumentos para a análise de crédito, apoia programas de desenvolvimento sustentável, fornece diretrizes para treinamento de profissionais comerciais e contribui para que clientes melhorem suas práticas socioambientais. GRI FS1

A análise se aplica a pessoas jurídicas da área de Financiamento de Veículos (correntistas e não correntistas), com envolvimento de crédito no valor igual ou superior a R$ 5 milhões, tomando-se como referência os riscos existentes ou os limites de crédito disponíveis no banco. GRI FS1

No caso de correntistas, a avaliação deverá respeitar critérios como: GRI FS1

  • Risco A: quando o risco já existente no banco somado ao valor da operação proposta for igual ou superior a R$ 500 mil.
  • Risco B: quando o risco já existente no banco somado ao valor da operação proposta for igual ou superior a R$ 1 milhão.
  • Risco C: para essas empresas, correntistas ou não correntistas, não são realizadas análises de risco socioambiental.

As empresas são classificadas por meio de um rating, de acordo com o grau do seu risco (A, A+ ou A-). São considerados mitigadores de risco as certificações dos segmentos em que atuam (ISO 9001, SASSMAQ, entre outras).

As análises estão baseadas em informações do cliente e ocorrem apenas no momento da solicitação do crédito.

Alçadas

Todos os clientes que passam por avaliação socioambiental estão submetidos à análise e aprovação da Comissão de Crédito. A categoria de risco e o ramo de atividade da empresa (pessoa jurídica) analisada devem constar nos trabalhos de crédito apreciados pela comissão.

Por meio de pesquisas em sites de órgãos reguladores é possível obter informações sobre o risco socioambiental de cada tomador. Realizamos, por exemplo, consultas à lista suja do Ministério do Trabalho para averiguar notícias de empresas vinculadas a temas como utilização de mão de obra forçada ou análoga ao escravo, trabalho degradante, trabalho infantil, área contaminada e crime ambiental. Não contamos com o apoio de terceiros ou de consultores para a realização das pesquisas. GRI FS2 e FS3

Além disso, empresas com risco A respondem a um questionário socioambiental conforme os parâmetros estabelecidos para avaliação. Estamos estudando a viabilidade de implantar um processo de monitoramento para os clientes da carteira. GRI FS2 e FS3

As informações obtidas norteiam as diretrizes para a autorização ao crédito. Dependendo dos riscos associados às empresas com categorização socioambiental A e B, é recusada a concessão do crédito ou dada a aprovação com recomendações, submetidas à Comissão de Crédito. GRI FS2 e FS3

Segundo as diretrizes da Política de Risco Socioambiental Corporativa, as operações de financiamento de veículos para clientes de setores pertencentes à Lista Restrita não passam por análises socioambientais, já que esses recursos não serão direcionados à atividade principal da empresa. Não realizamos operações de crédito com empresas enquadradas na Lista Proibida, conforme os critérios:

  • Atividades que incentivam direta ou indiretamente a prostituição.
  • Empresas que utilizam mão de obra infantil de forma prejudicial ou exploratória.
  • Empresas incluídas no cadastro nacional de empregadores que tenham mantido trabalhadores em condições análogas às de escravo. GRI FS1 e FS2

A verificação da Lista Proibida é complementada pelo processo de análise de crédito know your custmer (KYC), em consonância com o procedimento descrito na política setorial de Prevenção a Lavagem de Dinheiro e Combate ao Financiamento do Terrorismo (PLD) *. Caso o cliente seja identificado em uma das situações acima, não haverá novas concessões de crédito. GRI FS1 e FS2

A Política de Risco Socioambiental está disponível aos colaboradores na intranet do banco. Para sua implementação efetiva, a equipe de crédito PJ passou por treinamentos, acompanhada pelo RH. GRI FS1, FS2 e FS4

* A política setorial de Prevenção a Lavagem de Dinheiro e Combate ao Financiamento do Terrorismo tem por objetivo proteger o nome, a reputação e a imagem do banco, evitando que os produtos da área de Financiamento de Veículos sejam utilizados em atividades que configurem atos ilícitos e de lavagem de dinheiro. Além do cumprimento da legislação vigente, o conteúdo está alinhado às diretrizes da Política Corporativa de Prevenção e Combate a Atos Ilícitos, ao Programa de Prevenção ao Uso do Banco Itaú em Atividades Ilícitas e ao Código de Ética Corporativo.

FS6: Percentual da carteira de linhas de negócios por região específica, por porte (exemplo: micro/pequena e média/grande) e por setor

A área de Financiamento de Veículos trabalha com empresas que atuam em segmentos como: transportes, materiais de construção, veículos leves e pesados, distribuição de combustíveis, madeira, hotéis, restaurantes, lazer, siderurgia, agricultura, mineração, eletroeletrônica, supermercados, importação, exportação, mídia, bens de capital industriais, farmacêuticos, cosméticos, adubos, fertilizantes, celulose, papel, calçados, artigos de couro, petroquímica, entre outros.

A exceção é imprensa, instituições governamentais, empresas de entretenimento de pequeno porte (circo ou parque de diversão itinerante), fornecedores de bens e serviços/produção a setores governamentais e factoring. O segmento atende micro, pequenas, médias e grandes empresas das cinco regiões do Brasil.

A área de Financiamento de Veículos utiliza uma metodologia própria para identificar, avaliar e categorizar os riscos socioambientais de seus clientes. Os resultados servem como orientação para que as alçadas de decisão administrem os riscos socioambientais e adotem medidas mitigadoras. Essa política está baseada nos critérios da International Finance Corporation (IFC) e nos Princípios do Equador.

Porcentagem do Portfólio da Área de Financiamento de Veículos, por Setor, até Novembro de 2012

Setor

Valor do Portfólio
(em milhões de reais)

Total do Valor da
Linha de Negócio

Valor do Portfólio (Percentual
da Linha de Negócio)

Transporte

4.794,06

9.735,00

49,00

Materiais de Construção

690,97

9.735,00

7,00

Veículos Leves e Pesados

439,86

9.735,00

5,00

Alimentos – Indústria

489,32

9.735,00

5,00

Outros (com valor de portfólio bem menor que as quatro principais)

3.320,80

9.735,00

34,00



Porcentagem do Portfólio da Área de Financiamento de Veículos, por Região, até Novembro de 2012
Região

Valor do Portfólio
(em milhões de reais)

Total do Valor da
Linha de Negócio

Valor do Portfólio (Percentual
da Linha de Negócio)

Sudeste  4.263,84 9.735,00 43,80
Sul  3.122,28 9.735,00 32,07
Centro-Oeste 833,43  9.735,00 8,56
Nordeste 1.099,79 s 9.735,00 11,30
Norte 414,07  9.735,00 4,25
Sem Informação 1,57 9.735,00 0,02%


Porcentagem do portfólio da área de Financiamento de Veículos, por tamanho, até novembro de 2012
Tamanho

Valor do Portfólio
(em milhões de reais)

Total do Valor da
Linha de Negócio

Valor do Portfólio (Percentual
da Linha de Negócio)

Microempresas (0 a 2.400,00 mil)  4.459,43  9.735,00 46,00
Pequena Empresa (2.400,01 a 16.000,00 mil )  3.179,29  9.735,00 33,00
Média Empresa (16.000,01 a 90.000,00 mil) 1.218,88 9.735,00 13,00
Média/Grande Empresa (90.000,00 a 300.000,00 mil)  233,54  9.735,00 2,00
Grande Empresa (acima de 300.000,01 mil)  43,19  9.735,00 0,00
Sem Informação            600,68 9.735,00 6,00

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Itaú Asset Management

FS1: Políticas com componentes sociais e ambientais específicos aplicados às linhas de negócio

FS2: Procedimentos para avaliação e classificação de riscos ambientais e sociais nas linhas de negócio

FS4: Processos para aprimorar as competências dos funcionários para implementação de políticas e procedimentos ambientais e sociais aplicados às linhas de negócio

FS5: Interações com clientes/investidores/parceiros de negócios no que se refere a riscos e oportunidades sociais e ambientais

FS11: Percentual de ativos sujeitos à triagem ambiental ou social, positiva e negativa

FS12: Política(s) de voto aplicada(s) a questões ambientais ou sociais para participações nas quais a organização declarante tem direito a ações com voto ou aconselhamento na votação

A Itaú Asset Management conta com uma metodologia própria para identificar riscos e oportunidades ambientais, sociais e de governança corporativa e definir o valor de mercado das empresas investidas. Os fundos de renda variável com gestão ativa integram essa metodologia nos processos de avaliação de seus investimentos. Um resultado desfavorável não implica, necessariamente, a exclusão de setores ou de empresas, mas nos permitem identificar lacunas que são encaminhadas conforme definidas pela governança de sustentabilidade. GRI FS1 e FS2

Em 2012, a metodologia foi aperfeiçoada e permitiu incluir uma análise quantitativa dessas práticas. Fóruns de diálogos – com participação de analistas e gestores de renda variável e de equipes de análise econômica e de produtos da Itaú Asset Management e da área de Sustentabilidade – trouxeram exemplos bem-sucedidos de integrações qualitativas e quantitativas nas avaliações de riscos das empresas, o que auxiliou no aperfeiçoamento e efetividade do método. GRI FS4 e FS5

Além disso, a Política de Exercício do Direito de Voto em Assembleias de Empresas Investidas (Política de Proxy Voting – disponível em www.itauassetmanagement.com.br) fornece parâmetros de governança corporativa, que são considerados pelos gestores nas votações. Ela está alinhada ao código de Regulação e Melhores Práticas para os Fundos de Investimento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e reforça o nosso compromisso em influenciar positivamente a gestão das empresas. Os gestores escolhem seus clientes levando em consideração o mandato dos fundos e seu dever fiduciário. Esse registro encontra-se disponível no site do Itaú Unibanco durante três meses. GRI FS12

O PRI no Brasil GRI FS5

Desde 2008, a Itaú Asset Management é signatária dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI, sigla em inglês para Principles for Responsible Investment). Iniciativa de investidores institucionais, o PRI foi criado para ajudar o mercado financeiro e de capitais a integrar questões ambientais, sociais e de governança nos processos de investimento.

Patrocinou, em 2012, o encontro anual dos signatários dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI) da Organização das Nações Unidas (ONU). Realizada em junho, no Rio de Janeiro, a ação reuniu presidentes, diretores e executivos responsáveis por grandes investidores institucionais e asset managers do mundo.

Também promoveu e sediou um evento entre corretoras que possuem atividade de research e os signatários do PRI no Brasil. O objetivo foi estimular o debate sobre a responsabilidade das corretoras com a integração de questões ambientais, sociais e de governança corporativa em suas análises. O evento contou com a participação de 53 representantes de 19 corretoras.



Fundos socioambientais

Fundo Itaú Ecomudança – os fundos (DI ou renda fixa) da família Ecomudança revertem 30% de sua taxa de administração a projetos de organizações sem fins lucrativos (ONGs), que têm como objetivo reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Em três anos (de 2009 até 2012), foram direcionados mais de R$ 2,3 milhões a 13 entidades que atuam nas áreas de eficiência energética, energias renováveis, manejo de resíduos, recuperação de florestas nativas ou redução de desmatamento. A Itaú Asset Management também é investidora signatária do Carbon Disclosure Project (CDP). GRI FS8

Fundo Itaú de Excelência Social (FIES) – o fundo aplica seus recursos em ativos listados no Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&FBovespa (ISE). Além disso, análises feitas pelas áreas de Gestão do Produto, de Gestão do Fundo e pelo Conselho Consultivo do FIES ajudam a limitar ou ampliar o universo de investimentos. Caso sejam identificados riscos sociais, ambientais ou de governança corporativa, o conselho avalia e decide se a empresa permanece ou é excluída da carteira. Se detectadas pela gestão oportunidades de investimentos que não fazem parte do índice, é encaminhada uma pesquisa sobre questões ESG e, dependendo do posicionamento da empresa em relação a esses temas, o Conselho Consultivo pode autorizar o investimento. O FIES destina 50% da sua taxa de administração para projetos educacionais desenvolvidos por organizações não governamentais (ONGs). De 2004 até 2012, foram destinados mais de R$ 20 milhões a programas sociais de 116 ONGs, abrangendo 22 mil crianças, adolescentes e jovens e 2 mil educadores. GRI FS11

Fundo Social Itaú Personnalité Futura DI – entre 2010 e 2012, o fundo destinou mais de R$ 466 mil ao Canal Futura, recurso que representa 30% de sua taxa de administração. O Canal Futura é desenvolvido pela Fundação Roberto Marinho e busca contribuir para o desenvolvimento social com uma abordagem intensa de temas como saúde, trabalho, educação, meio ambiente e cidadania.



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Financiamento Imobiliário

FS1: Políticas com componentes sociais e ambientais específicos aplicados às linhas de negócio

FS2: Procedimentos para avaliação e classificação de riscos ambientais e sociais nas linhas de negócio

FS3: Processos para o monitoramento da implantação por parte do cliente do cumprimento de exigências ambientais e sociais incluídas em contratos ou transações

O Plano Empresário da área de Financiamento Imobiliário está sujeito à Política Socioambiental – implantada com o objetivo de mitigar possíveis riscos de passivos ambientais ou o descumprimento de legislações relacionadas a aspectos socioambientais do empreendimento. Disponível na intranet do banco, a política se apõe a todos os financiamentos destinados à construção de empreendimentos, em todas as regiões do Brasil. GRI FS1 e FS2

Também propõe a aplicação de três questionários que abordam aspectos socioambientais da empresa, do empreendimento e do terreno. São solicitadas informações como histórico do terreno e vizinhança (se no local existiu indústria, posto de gasolina, lixão, ferro velho ou já foram descartados efluentes líquidos) e se há corpos hídricos ou vegetação no local. Os resultados são mensurados, e, se identificado algum risco financeiro, ambiental ou de imagem para o banco, a operação é submetida à análise das áreas responsáveis. GRI FS1 e FS2

Escritórios de engenharia parceiros e profissionais capacitados da área de Engenharia do banco participam ativamente dos processos de análise. Para auxiliá-los no preenchimento dos questionários, contam com um manual que inclui orientações específicas e é atualizado sempre que houver melhoria. Participamos ativamente, ao longo de 2012, da subcomissão sobre o Seguro de Responsabilidade Civil Ambiental, no âmbito da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). As discussões possibilitaram a interação com outras seguradoras do mercado brasileiro, que também atuam no segmento do Seguro de Responsabilidade Civil Ambiental. Temas como questões ambientais, direito ambiental, interpretações legais e capacitação de órgãos ambientais estaduais foram pauta para o debate. Esses trabalhos ocasionaram, no fim de 2012, a transformação do GT em uma subcomissão. O objetivo é levar adiante o compartilhamento do conhecimento no âmbito da subcomissão, fomentando assim novas interações com o mercado.

Além disso, desde 2011, a Itaú Seguros participa do grupo de trabalho em sustentabilidade da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). Em 2012, com o lançamento dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) e a adesão da CNseg como membro apoiador da iniciativa, o tema ganhou mais destaque, transformando o grupo em uma Comissão de Sustentabilidade.

Nesses grupos, a Itaú Seguros busca colaborar com a disseminação e evolução do tema com o mercado, com a CNseg e a FenSeg, coordenando inclusive dois dos cinco grupos temáticos formados em 2012.

Ações de monitoramento GRI FS3

Estabelecemos parcerias com empresas de engenharia para vistoriar as obras no início do financiamento e durante a execução. Um profissional especializado realiza o Estudo de Viabilidade Técnica no local do empreendimento para avaliar os valores das unidades do empreendimento e a legitimidade da garantia.

São feitas vistorias mensais. A liberação do crédito está atrelada aos resultados dessas avaliações. Informações, aprovações, registros fotográficos pertinentes e laudos são acompanhados e arquivados. Em caso de irregularidades, é desenvolvido um plano de ação, e, quando necessário, o departamento Jurídico é acionado para que sejam tomadas as medidas cabíveis.

FS6: Percentual da carteira de linhas de negócio por região específica, porte (por exemplo, micro/pequena e média/grande) e setor

A área de Financiamento Imobiliário atua no setor de construção civil – clientes do Itaú BBA com faturamento superior a R$ 300 milhões e empresas com faturamento inferior a R$ 300 milhões – e de crédito imobiliário para pessoas físicas, exclusivamente no Brasil.

No fim do quarto trimestre de 2012, o saldo da carteira de crédito imobiliário, incluindo créditos securitizados, atingiu R$ 26.226 milhões. A carteira de pessoas físicas, que totalizou R$ 18.437 milhões no fim desse trimestre, apresentou evolução de 31,8% em relação a dezembro de 2011. A carteira de pessoas jurídicas fechou dezembro com R$ 7.790 milhões.

Os valores específicos dos portfólios e as porcentagens dessa linha de negócio não estão disponíveis.

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Itaú Seguros

FS1: Políticas com componentes sociais e ambientais específicos aplicados às linhas de negócio

FS2: Procedimentos para avaliação e classificação de riscos ambientais e sociais nas linhas de negócio

FS3: Processos para o monitoramento da implantação por parte do cliente do cumprimento de exigências ambientais e sociais incluídas em contratos ou transações

FS4: Processos para aprimorar as competências dos funcionários para implementação de políticas e procedimentos ambientais e sociais aplicados às linhas de negócio

FS5: Interações com clientes/investidores/parceiros de negócios no que se refere a riscos e oportunidades sociais e ambientais

Na área de Seguros, contamos com a Política de Risco Socioambiental, disponível na intranet do Itaú, que inclui diretrizes sociais e ambientais aplicáveis às operações de seguro pessoa jurídica. Publicada em dezembro de 2012, a sua aplicação envolve as áreas de Riscos Patrimoniais, Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos e de Soluções Corporativas – para empresas de grande porte. GRI FS1

A Política de Risco Socioambiental permeia todas as linhas de negócio, considerando as especificidades existentes em cada produto, serviço ou processo. Define regras para gerenciar atividades que representam risco socioambiental, independentemente do produto ou serviço comercializado, e fornece diretrizes gerais e específicas de análise de riscos, que levam em conta as seguintes práticas: GRI FS1 e FS2

  • Utilização de mão de obra ou trabalho em condições análogas às de escravo
  • Utilização de mão de obra ou trabalho infantil
  • Prostituição
  • Riscos socioambientais atrelados a atividades econômicas específicas
  • Cláusulas contratuais envolvendo aspectos sociais e ambientais
  • Critérios sociais e ambientais específicos na subscrição de seguros de responsabilidade civil geral e ambiental

As práticas acima estão atreladas principalmente a ramos mais sensíveis, que atuam com a produção ou o comércio de armas de fogo, munições e explosivos, a extração e produção de madeira, lenha e carvão vegetal provenientes de florestas nativas, as atividades pesqueiras e a extração e industrialização de asbesto/amianto. GRI FS1

Também são adotadas medidas específicas para gerenciar os riscos dos seguros da responsabilidade civil geral, que incluem uma cobertura adicional envolvendo exposições de poluição súbita, e da responsabilidade civil ambiental, com produtos específicos da área de Soluções Corporativas.

Se identificados casos de não cumprimento das diretrizes estabelecidas na política, são adotadas medidas como o encerramento do relacionamento.

Em 2013, a Itaú Seguros, por meio das áreas de Soluções Corporativas e de Riscos Patrimoniais, VG e APC, incluirá outras regras na Política de Risco Socioambiental ao seu negócio, como a atualização de procedimentos de subscrição (Guias de Subscrição), a adoção de estratégias de desenvolvimento de produtos e contratos de seguro e a utilização de procedimentos de treinamento e engajamento de colaboradores e de públicos de relacionamento.

Os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) GRI FS1

Em junho de 2012, foram lançados ao mercado os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI, na sigla em inglês). Coordenados pela iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI), têm como principal objetivo estabelecer e disseminar diretrizes para que a indústria de seguros considere questões Ambientais, Sociais e de Governança (ASG) no dia a dia dos seus negócios e na relação com os seus principais públicos de interesse. Saiba mais em risco de subscrição.


Estratégia PSI Itaú Seguros – Pessoa Jurídica

Para garantir a incorporação das diretrizes contidas nos princípios, a área de Soluções Corporativas desenhou um Plano Tático PSI que está dividido em duas frentes: (a) engajamento de públicos internos e externos e (b) avaliação e adoção das diretrizes PSI para os produtos, processos e serviços dos negócios de Soluções Corporativas. O objetivo é identificar riscos e oportunidades atreladas a cada um e desenvolver planos de ação para mitigá-los ou aperfeiçoá-los.

Na frente de engajamento, a estratégia busca comunicar, formar e engajar o público interno sobre a adoção de questões ambientais, sociais e de governança relevantes para a saúde e a sustentabilidade da indústria de seguro; e, para o público externo, promoverá o diálogo necessário para o desenvolvimento de ações coletivas de gerenciamento de risco atreladas a questões Ambientais, Sociais e de Governança (ASG).

Na área de Riscos Patrimoniais, VG e APC e PSI, ações de engajamento e inserção de critérios PSI nos produtos e processos fazem parte da estratégia para implantação efetiva dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI). Buscamos envolver nossos colaboradores diretos e de áreas parceiras com o objetivo de formá-los para o desenvolvimento e a gestão dos produtos, serviços e processos. Com o público externo, principalmente a cadeia de prestadores de serviço de inspeção de risco, o foco será na adoção de ações de sensibilização e conscientização.

Para implantação dos critérios PSI, atuaremos na identificação e aplicação dos critérios ASG em nossa carteira de produtos – Empresarial, Riscos Diversos (RD), Riscos de Engenharia, Vida em Grupo (VG) e Acidentes Pessoais Coletivos (APC) – sempre considerando as especificidades de cada modalidade.

Acompanhamento com foco em resultados GRI FS2

Por meio dos Comitês ou Grupos de Trabalho específicos, buscaremos manter o alinhamento entre as diversas frentes de trabalho da Itaú Seguros e também garantir a avaliação e evolução constante do processo e da estratégia estabelecida. Essas instâncias serão responsáveis por discutir, por exemplo, a aplicabilidade de critérios aos produtos e serviços – como a concessão ou não de benefícios para clientes com base no desempenho socioambiental.

A Política de Risco Socioambiental não prevê o apoio de terceiros ou consultores para avaliação de risco socioambiental de linhas de negócios com potenciais de trabalho escravo, infantil e prostituição – exceto para os casos que fizerem parte da lista restrita. Quando há ocorrências desses casos, o Comitê de Risco Socioambiental Institucional é acionado para tomar as medidas necessárias – que inclui a possibilidade de solicitar apoio de especialistas que nos orientem a tratar o caso.

Especificamente para a linha de Seguro de Responsabilidade Civil Ambiental, o processo de subscrição utiliza sites dos órgãos ambientais e dos tribunais de justiça e listas de áreas contaminadas, além de dados mandatórios para esses clientes, como relatórios de auditorias ambientais realizadas por terceiros nas plantas industriais, licenças ambientais e relatórios fotográficos. Com essas informações, caso seja identificado algum risco, um engenheiro de riscos especializado da Itaú Seguros Soluções Corporativas é enviado para realizar inspeções. Se ainda for necessário, são contratados outros profissionais terceirizados, que trabalham em empresas de consultoria ambiental especializadas em técnicas de avaliação de riscos.

Ao longo da relação com o Seguro de Responsabilidade Civil Ambiental já contratado, podem ocorrer sinistros (eventos acidentais cobertos pela apólice). Nesses casos, também contamos com especialistas internos e externos (consultorias em engenharia ambiental e escritórios de advocacia especializados em direito ambiental, processual civil ambiental e administrativo) para a regulação do sinistro.

Além disso, dependendo do tipo de produto e do valor de risco, um inspetor de riscos terceirizado realiza a avaliação do local ou do bem segurado a fim de verificar o enquadramento em normas de aceitação do seguro, considerando o estado do local segurado, a vizinhança, a existência de encostas que possam prejudicar o patrimônio e as ocorrências climáticas que afetam a atividade do cliente.

Monitoramento constante GRI FS3

Soluções corporativas GRI FS4

Considerando a Política de Risco Socioambiental, ao longo de 2013 iremos monitorar aspectos sociais e ambientais das quatro linhas de negócio comercializadas (Garantia, Responsabilidade Civil, Patrimonial e Transporte). Implantaremos processos e atualizaremos procedimentos para monitorar os requisitos relacionados à política, independentemente do produto contratado. Questões que envolvem a utilização de mão de obra ou trabalho em condições análogas às de escravo, de mão de obra ou trabalho infantil e de práticas de prostituição serão a avaliação do risco. Consequentemente, quando necessário, será feito o constante monitoramento de ajustes de práticas nas operações dos clientes.

Aprimoramento de competências

Em parceria com áreas estratégicas do conglomerado, em 2013, desenvolveremos ações de engajamento de colaboradores internos da área de Soluções Corporativas sobre os temas abordados e exigidos pela Política de Risco Socioambiental e os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI). Em janeiro, ocorreram treinamentos voltados aos colaboradores da área de Soluções Corporativas em parceria e sob a orientação da Escola Itaú de Negócios. Essa capacitação dará subsídios para mensurar o desempenho dos colaboradores e para traçar um planejamento, ao longo do ano, de desenvolvimento de competências no âmbito da Política e dos Princípios. Participaram cerca de 270 pessoas.

Além disso, 14 colaboradores da equipe de subscrição da área de Riscos Patrimoniais, VG e APC, participaram de um treinamento em 2012 sobre os procedimentos e critérios para a avaliação de riscos nos aspectos ASG. No âmbito dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), demos início a trabalhos de engajamento com as equipes das áreas de Riscos Patrimoniais, VG e APC, e das áreas de Produtos, Subscrição, Vendas e Sinistros. Há um cronograma definido para 2013 envolvendo as demais áreas comerciais nesses treinamentos.

Interações com resseguradores do mercado GRI FS5

No fim de 2012, promovemos uma Mesa Redonda com um Ressegurador do mercado local sobre o Seguro de Responsabilidade Civil Geral e a influência das questões climáticas e da poluição ambiental em sinistros de algumas carteiras. O encontro permitiu a troca de experiências e de visões; em 2013, novas ações serão desenvolvidas com resseguradores e seguradoras parceiras para aumentar, assim, nosso nível de interação com esses públicos de relacionamento.

Interações com entidades representativas do mercado de seguros GRI FS5

Participamos ativamente, ao longo de 2012, da comissão sobre Seguro de Responsabilidade Civil Ambiental, no âmbito da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). As discussões possibilitaram a interação com outras seguradoras do mercado brasileiro, que também atuam no segmento do Seguro de Responsabilidade Civil Ambiental. Temas como questões ambientais, direito ambiental, interpretações legais e capacitação de órgãos ambientais estaduais foram pauta para o debate. Esses trabalhos ocasionaram, no final de 2012, a transformação do GT em uma subcomissão. O objetivo é levar adiante o compartilhamento do conhecimento no âmbito da subcomissão, fomentando assim novas interações com o mercado.

Além disso, desde 2011, a Itaú Seguros participa do grupo de trabalho em sustentabilidade da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). Em 2012, com o lançamento dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) e a adesão da CNseg como membro apoiador da iniciativa, o tema ganhou mais destaque, transformando o grupo em uma Comissão de Sustentabilidade.

Nesses grupos, a Itaú Seguros busca colaborar com a disseminação e evolução do tema com o mercado e com a CNseg e a FenSeg, coordenando inclusive dois dos cinco grupos temáticos formados em 2012.

FS6: Percentual da carteira de linhas de negócio por região específica, por porte (exemplo: micro/pequena e média/grande), e por setor

FS7: Valor monetário dos produtos e serviços criados para proporcionar um benefício social específico para cada linha de negócios, divididos por finalidade

FS8: Valor monetário dos produtos e serviços criados para proporcionar um benefício ambiental específico para cada linha de negócios, divididos por finalidade

O Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos (APC) corresponde à maior parte do portfólio de seguros, 81,29%, porém, está presente em menos estados que os seguros patrimoniais. Entre os principais serviços com focos sociais e ambientais disponíveis pela Itaú Seguros, estão:

Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos (APC): destinado a empresas públicas, privadas, setores industriais, comercial e de serviços, oferece aos funcionários, sócios e proprietários, em caso de morte do titular, benefícios como: cesta básica, auxílio-funeral e o Fique Bem – atendimento psicológico e financeiro. O seguro APC Escolar, em eventual acidente, disponibiliza o transporte do aluno a aulas particulares e de reforço. O seguro APC Escolar deixou de ser comercializado em dezembro de 2012. GRI FS7

Seguro Proteção Financeira (Prestamista, Educacional, Microcrédito e Quebra de Garantia): disponível ao cliente que contrata empréstimo, financiamento ou assume o compromisso de pagamento mensal no Itaú Unibanco. Oferece quitação total ou parcial da dívida para as coberturas: perda involuntária de emprego para trabalhadores CLT; incapacidade total e temporária para trabalhadores autônomos ou profissionais liberais; invalidez permanente por acidente; e morte. GRI FS7

Guia de Subscrição – Seguro de Responsabilidade Civil Ambiental: em 2012, possuíamos oito apólices e cerca de dez transações (inclui aditamentos), representando 0,15% de R$ 1.666 milhões da linha de negócio, Seguros. GRI FS8

Porcentagem do Portfólio por Linha de Negócio e Setor GRI FS6
Linha de Negócio Setor* Valor do Portfólio
(em milhões de reais)
Total do Valor da
Linha de Negócio
Valor do Portfólio (porcentagem)
Seguros Patrimoniais Comércio de Material para Construção 1,83 170,87 1,07
Seguros Patrimoniais Comércio de Produtos Alimentícios e Bebidas 6,68 170,87 3,91
Seguros Patrimoniais Comércio de Produtos para o Vestuário 2,00 170,87 1,17
Seguros Patrimoniais Comércio de Veículos e Peças 2,08 170,87 1,22
Seguros Patrimoniais Comércio – Empresas Não Classificadas 92,41 170,87 54,08
Seguros Patrimoniais Construção Civil 3,03 170,87 1,77
Seguros Patrimoniais Empresas Atuantes em Diversos Ramos 2,93 170,87 1,71
Seguros Patrimoniais Indústria – Empresas Não Classificadas 7,95 170,87 4,65
Seguros Patrimoniais Metalurgia 1,97 170,87 1,15
Seguros Patrimoniais Serviços – Empresas Não Classificadas 22,39 170,87 13,10
Seguros Patrimoniais Transportes 1,91 170,87 1,12
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Atividades Não Cadastradas 19,62 742,26 2,64
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Banco Comercial 29,74 742,26 4,01
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Comércio de Material para Construção 10,05 742,26 1,35
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Comércio de Produtos Alimentícios e Bebidas 37,87 742,26 5,10
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Comércio de Veículos e Peças 11,68 742,26 1,57
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Comércio – Empresas Não Classificadas 91,08 742,26 12,27
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Construção Civil 65,28 742,26 8,79
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Empresas Atuantes em Diversos Ramos 25,65 742,26 3,46
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Indústria de Produtos Alimentícios 15,71 742,26 2,12
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Indústria de Veículos e Peças 10,83 742,26 1,46
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Indústria – Empresas Não Classificadas 47,43 742,26 6,39
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Metalurgia 15,44 742,26 2,08
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Serviços do Setor Público 11,22 742,26 1,51
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Serviços – Empresas Não Classificadas 92,26 742,26 12,43
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Serviços de Administração Pública 33,31 742,26 4,49
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Serviços de Ensino e Administração de Pessoal 7,74 742,26 1,04
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Serviços de Reparação, Manutenção e Instalação 11,46 742,26 1,54
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Serviços Técnico-Profissionais 10,14 742,26 1,37
Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos Transportes 27,45 742,26 3,70
* Divulgados apenas os setores que representam acima de 1% do portfólio.


Porcentagem do Portfólio por Linha de Negócio e Região GRI FS6
Linha de Negócio Região Valor do Portfólio
(em milhões de reais)
Total do Valor da
Linha de Negócio
Valor do Portfólio
(porcentagem)
Seguros Patrimoniais AM 1,74 170,87 1,02
Seguros Patrimoniais BA 6,77 170,87 3,96
Seguros Patrimoniais CE 3,55 170,87 2,08
Seguros Patrimoniais DF 2,72 170,87 1,59
Seguros Patrimoniais ES 2,25 170,87 1,32
Seguros Patrimoniais GO 4,94 170,87 2,89
Seguros Patrimoniais MG 15,37 170,87 8,99
Seguros Patrimoniais MT 2,30 170,87 1,34
Seguros Patrimoniais PE 5,31 170,87 3,11
Seguros Patrimoniais PR 9,78 170,87 5,72
Seguros Patrimoniais RJ 20,17 170,87 11,81
Seguros Patrimoniais RS 5,06 170,87 2,96
Seguros Patrimoniais SC 5,22 170,87 3,05
Seguros Patrimoniais SP 76,16 170,87 44,57
Seguros de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos BA 19,95 742,26 2,69
Seguros de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos CE 7,93 742,26 1,07
Seguros de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos ES 10,46 742,26 1,41
Seguros de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos GO 13,24 742,26 1,78
Seguros de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos MG 93,50 742,26 12,60
Seguros de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos PE 15,38 742,26 2,07
Seguros de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos PR 45,22 742,26 6,09
Seguros de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos RJ 111,33 742,26 15,00
Seguros de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos RS 24,37 742,26 3,28
Seguros de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos SC 26,17 742,26 3,53
Seguros de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais Coletivos SP 332,65 742,26 44,82

FS10: Percentual e número de empresas na carteira da instituição com as quais a organização interagiu em questões ambientais ou sociais

O relacionamento com os corretores se dá por meio de um canal específico de comunicação. Por meio dele, identificamos os corretores que têm perfil adequado para trabalhar com a Itaú Seguros e estreitamos o relacionamento com eles por meio de reuniões presenciais, além de conceder benefícios comerciais de parceria, o que possibilita o aumento das vendas. Acompanhamos o resultado das vendas e a sinistralidade de forma global.

Além disso, realizamos troca de experiências com os resseguradores e cosseguradores – parceiros de negócios em operações estruturadas em consórcio – por meio de convenções, treinamentos, visitas e participação no desenho dos contratos de resseguro.