Relatório Anual 2012 Itaú Unibanco Holding S.A.

Desempenho ambiental

EN1: Materiais usados, por peso ou volume

Peso de Materiais, por Tonelada
Uso de Materiais (t) 2011 2012
Cheques 1 764,00 4.048,82
Correspondências 4.513,00
Resmas A4 – Agências 4.111,00 2.165,00
Outros Tipos de Papel 3 2.264,00 5.488,5
Total de Papel 2 11.652,00 11.702,32
Material de TI 3, 4 e 5 235,75 189,107
Plástico (PVC) 6 254,00 186,00
Total de Material Consumido 12.142,00 12.077,427
1. Para o cálculo são multiplicados o volume médio de folhas impressas e talões de cheques fabricados pelo peso médio de uma folha (6,584 g). Também é considerada a folha para correspondência (4,8 g).
2. Em 2012, não foi discriminado o consumo por cheques e correspondências.
3. O papel consumido pelo Itaú Unibanco está relacionado a faturas emitidas de cartões de crédito, débito e múltiplo, cartas de senha, cartas de cobrança, comunicação que acompanha o cartão e outros tipos de correspondência com o cliente.
4. Materiais provenientes de origem não renovável.
5. A quantidade de materiais de TI (monitores, desktops e notebooks) foi levantada mensalmente, e os materiais, separados por tipo. O valor total de material consumido foi realizado calculando-se o peso médio de cada equipamento, por tipo, multiplicado pelo número levantado.
6. O consumo de plástico refere-se à confecção de cartões de crédito, débito e múltiplo. É considerado o volume de cartões emitidos no ano multiplicado pelo peso médio de um cartão (5 g). O corpo do cartão é feito em PVC e são agregados outros elementos, como tarjas magnéticas (óxido de ferro), painel de assinatura e hologramas (poliéster).
7. Inclui o total de consumo de material de TI para a instituição.


Saiba mais sobre nosso consumo de papel.

EN5: Energia economizada devido a melhorias em conservação e eficiência

Eficiência operacional e técnica

No escopo da administração predial, devido à implementação de projetos de eficiência operacional e técnica, tivemos uma redução estimada de 12.816 GJ1 de energia consumida em 2012, uma economia estimada em cerca de R$ 1,2 milhão.

Ao compararmos o consumo de energia elétrica dos prédios administrativos de 2011 para 2012, verificamos uma redução de 869,2 MWh.

Temos como meta a redução de 2% do consumo de energia para os prédios administrativos até o ano de 20152. GRI 1.2

1. O fator de conversão utilizado é 1 kWh – 0,0036 GJ.
2. Se excluirmos os prédios CPD, a meta até 2015 é de 4%.

Modernização de data centers

O Plano de Modernização dos Data Centers prevê a reforma das salas de data center atuais para um modelo mais eficiente. As salas são construídas utilizando o conceito Next Generation Data Center(NGDC), que reúne diversas características e boas práticas de mercado com foco em eficiência energética e excelência operacional. Comparado ao procedimento tradicional, o modelo proporciona uma redução estimada no consumo energético de 43%. Foram modernizados 1.790 m² de área de data center em 2012. A coleta dos dados de redução em kW será iniciada em 2013.

Em 2012, também foram adquiridas e instaladas 5* novas salas de telepresença, totalizando 19 salas na rede Itaú Unibanco. Seu uso durante o ano propiciou a realização de 4.094 reuniões que evitaram o deslocamento em 18.274.825 km entre os prédios e a emissão de 2.523 toneladas de CO2 na atmosfera.

* As informações referentes às salas de telepresença em 2011 foram revisadas.

Projetos da área de Tecnologia em desenvolvimento ou implantação
  • Modernização da infraestrutura de data center
  • Implantação de sistema de gerenciamento de energia em desktops e notebooks
  • Virtualização e consolidação de storage e servidores
  • Ampliação da troca de monitores de CRT para LCD
  • Incentivo ao uso de salas de videoconferência e telepresença
  • Ampliação do número de desktops virtuais (VDI)
  • Desenvolvimento de processos que proporcionem ganhos de eficiência: captura e transmissão de imagem de cheques e documentos digitais

Saiba mais sobre nossas iniciativas para redução no consumo de energia.

EN6: Iniciativas para fornecer produtos e serviços com baixo consumo de energia, ou que usem energia gerada por recursos renováveis, e a redução na necessidade de energia resultante dessas iniciativas

EN26: Iniciativas para mitigar os impactos ambientais de produtos e serviços e a extensão da redução desses impactos

Aderimos à campanha de promoção de faturas virtuais que visa ao incentivo à substituição dos extratos em papel. Em 2012, continuamos o processo iniciado em 2011 de redução de mala direta, transferindo a comunicação com os nossos clientes para canais eletrônicos, como SMS e site. A partir da ação, mais de 8,2 milhões de faturas deixaram de ser enviadas em 2012.

Buscamos investir continuamente em programas e iniciativas para reduzir o impacto ambiental de nossas operações. Foram implementados projetos como:

  • Eficiência técnica e operacional a fim de reduzir o consumo de recursos: implementação de dispositivos mais eficientes e econômicos no que diz respeito ao consumo de energia elétrica. Estima-se uma economia de 32% decorrente da substituição de gases refrigerantes.
  • Elevadores: em construção no novo prédio, localizado no centro administrativo do Tatuapé, os elevadores (que contarão com o certificado LEED e a ISO 14001) operarão com regeneração, proporcionando economia de energia elevada.
  • Reforma dos andares (Retrofit): nos últimos dois anos, os principais prédios administrativos passaram por reforma focada na utilização de materiais mais eficientes, que reduzem o consumo de recursos e diminuem o impacto ambiental das operações. Serão adotadas luminárias de alto desempenhoe menor consumo energético, bem como aplicadas películas de proteção solar nos vidros, que reduzem as temperaturas das superfícies internas dos vidros e, consequentemente, contribuem para a minimização da carga térmica.
  • Energia limpa: migração para fontes eólica e solar e utilização de pequenas hidrelétricas e biomassa. Essa energia é aderida apenas em prédios administrativos com maior consumo.
  • Projeto de eficiência operacional e técnica: busca a redução de energia elétrica. Em 2012, a economia foi de cerca de R$ 1,2 milhão e 3.560 MWh/Ano (valores estimados). As ações estão focadas em alterações e modernizações na operação do sistema de ar condicionado e na instalação de timers na iluminação do restaurante.
  • Ações de eficiência no consumo de água: realizadas em 2012, propiciaram uma economia estimada de 65.000 m3 no ano. Os valores estimados estão fundamentados no consumo/informação do fornecedor – não há ainda base comparativa, já que os projetos foram iniciados em 2012.
  • Reaproveitamento de águas para bacias sanitárias, lagos e paisagismo: aproveitamento da água dos lagos de uma das torres do polo administrativo para abastecimento da caixa de reúso.
  • Reaproveitamento da água pluvial para as torres de resfriamento: aproveitamento da água pluvial para abastecimento da torre de resfriamento.
  • Reaproveitamento da água pluvial para caixa de decantação: aproveitamento da água pluvial captada em um piso para abastecimento da caixa de decantação de outro piso.
  • Troca dos arejadores por redução de vazão.
  • Reúso de água: em 2012, o total de reúso de água foi de 62.925 m3, o que corresponde a um aumento de cerca de 50% em relação a 2011. Contamos com sistemas de reúso em três importantes polos administrativos.
  • Emissões atmosféricas: redução da emissão de gases de efeito estufa por meio de um sistema de ar condicionado que opera a gás natural, e não a energia elétrica. Propicia a redução da emissão de poluentes atmosféricos, já que o gás natural é mais sustentável. Também foram minimizadas as emissões provenientes de geradores (lavador de gases e equipamentos com baixa emissão de poluentes). Os primeiros prédios administrativos já contam com o sistema, que diminui a emissão de poluentes oriundos do acionamento dos geradores.
  • Uso de táxi: a partir da iniciativa, houve uma economia de 54% na utilização dos táxis (em quilômetros). Em 2011, foi implementado um processo de maior controle e conscientização dos usuários sobre a utilização dos táxis. Foram economizados cerca de 6.200.000 quilômetros em 2012.
  • Utilização das salas de telepresença: Em 2012, também foram adquiridas e instaladas 5 novas salas de telepresença*, totalizando 19 salas na rede Itaú Unibanco. Seu uso durante o ano propiciou a realização de 4.094 reuniões que evitaram o deslocamento em 18.274.825 km entre os prédios e a emissão de 2.523 toneladas de CO2 na atmosfera.
  • Building Management System (BMS), ou sistema de automação: permite monitorar toda a infraestrutura, os sistemas de segurança e a operação de um edifício. Trata-se de um método de controle operacional predial que está em processo de implementação nos principais prédios administrativos e que proporciona a diminuição no consumo de energia e água e no uso dos geradores. A gestão pode ser realizada remotamente ou no local e está sendo implementada em diversos sites.
  • Contador de sustentabilidade: a cada contrato de câmbio assinado digitalmente no Itaú 30 Horas, são contabilizadas a quantidade de folhas de papel e a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) poupadas e evitadas. O contador exibe para o cliente a somatória de folhas não usadas e o equivalente em CO2. Até dezembro de 2012, cerca de 9,1 milhões de folhas de papel deixaram de ser utilizadas, um incremento de 2,9 milhões de folhas em relação a 2011. Essa economia evitou a emissão de mais de 36.200 quilos de CO2 na atmosfera. GRI EN6
  • Campanha Sem Papel nas empresas: em 2012, foi implantado o projeto Sem Papel para reduzir o uso de papel na operação do banco. O cliente pode optar pelo não recebimento de correspondências impressas, mas em formato eletrônico (PDF), e fazer o pagamento de boletos vencidos por meio do DDA. Em dezembro de 2012, cerca de 35% das solicitações de extrato foram em formato PDF, que, em conjunto com outras ações, gerou uma redução de mais de 4 milhões de folhas de papel. GRI EN6
  • Nova Proposta de Abertura de Conta (PAC): a implantação do novo formulário de abertura de conta-corrente proporcionou a redução de mais de 75% da quantidade de folhas impressas por conta aberta. De janeiro a dezembro de 2012, deixou-se de imprimir mais de 10,3 milhões de folhas. GRI EN6
  • Projeto Eliminação de Relatórios: desde 2010, está em vigor o Projeto Eliminação de Relatórios, que tem como objetivo substituir nas agências e órgãos internos (por meio de malotes) o envio de relatórios em papel por documentos eletrônicos – ou desativá-los, quando não utilizados. O projeto possibilitou a redução de mais de 52,5 milhões de páginas – 10,4 milhões só em 2012. GRI EN6
  • Microcrédito: a digitalização dos documentos possibilita a economia em cópias, impressão, papel e arquivamento de aproximadamente 128 mil folhas de papel. Deixamos de imprimir fichas de avaliação socioeconômica, cópias de CPFs, RGs, comprovantes de residência e extratos bancários. GRI EN6

*As informações referentes as salas de telepresença em 2011 foram revisadas.

CERTIFICAÇÕES AMBIENTAIS

A Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) consiste em um sistema de certificação e orientação ambiental de edificações. Os prédios certificados possuem alto desempenho ambiental e energético. Está em processo de certificação o novo prédio em construção no Centro Administrativo Tatuapé – conclusão prevista para o segundo semestre de 2013 – e a nova Data Center em Mogi Mirim, prevista para 2014. O novo prédio do Tatuapé também estará de acordo com a ISO 14001, de gestão ambiental.

Saiba mais sobre nossas iniciativas para redução no consumo de energia

EN8: Total de retirada de água por fonte

Em 2012, o volume de água retirada de fontes hídricas pelos polos administrativos e rede de agências foi de 1.894.650 m3, o que representa uma diminuição de cerca de 6% em comparação a 2011. Desse total, 1.197.768 m3 foram consumidos pela rede de agências, nas concessionárias, e 696.882 m3 pelos prédios administrativos, em poços artesianos e concessionárias.

Para reduzir o consumo de água nos prédios administrativos, em 2012, foi implementada no Centro de Treinamento (CT) a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e inserida nos principais prédios restritores nas torneiras e válvulas de duplo fluxo. Passou-se ainda a ser feito o aproveitamento de água de reúso para o lago localizado no Centro Empresarial.

A redução de consumo nas agências se deve a ações educativas e de conscientização, como o envio de um informe de prevenção de vazamentos para agências que consomem mais água ou que estão com desvios de consumo, e também pela contínua instalação de restritores de água. Além disso, são realizados acompanhamentos e visitas dos engenheiros responsáveis para prevenir e sanar vazamentos e dúvidas referentes ao consumo excessivo de água. Para 2013, a meta da área de Administração Predial é manter o consumo em 14 m³/colaborador por ano.

Saiba mais sobre nosso consumo de água

Consumo de Água (m 3/ano) Prédios Administrativos Agências Total
2010 2011 2012 2010 2011 2012 2010 2011 2012
Rede Pública 710.381 713.148 590.209 1.281.160 1.202.732 1.197.768 1.991.541 1.915.881 1.787.977
Poço Artesiano 89.803 98.290 106.673 0 0 0 89.803 98.290 106.673
Total de Retirada* (EN8) 800.184 811.439 696.882 1.281.160 1.202.732 1.197.768 2.081.344 2.014.171 1.894.650
* O Itaú não utiliza águas de superfície (rios e lagos).

EN16: Total de emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa, por peso

EN17: Outras emissões indiretas relevantes de gases de efeito estufa, por peso

EN18: Iniciativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e as reduções obtidas

EN19: Emissões de substâncias destruidoras da camada de ozônio, por peso

Emissões

Desde 2008, o Itaú Unibanco publica inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) por meio da metodologia do GHG Protocol, ferramenta de contabilidade internacional que visa à quantificação e ao gerenciamento das emissões de GEE de diversas organizações.

De acordo com a tabela abaixo, podemos observar um aumento de aproximadamente 50% nas emissões de GEE, de 2011 para 2012, nos escopos 1 e 2. Já em relação ao escopo 3, houve um aumento nas emissões de GEE, de 178.653,90 tCO2 e em 2011 para 180.723,60 tCO2 e em 2012.

As emissões diretas do gás R22 tiveram redução de 6,7 toneladas em 2011 para 3,92 toneladas em 2012. Já as emissões do gás R141b subiram discretamente, de 0,53 toneladas emitidas em 2011 para 0,7 toneladas emitidas em 2012.

  2010 2011 2012 Unidade
EN161 Total de emissões de GEE2 diretas e indiretas
(com base em fatores default)
Escopo 1 (emissões diretas) 3.648,90 5.915,60 8.856,80 tCO2e
Escopo 2 (emissões
indiretas de energia)
30.546,70 24.729,80 48.890,50 tCO2e
Total 34.195,60 30.645,40 57.747,30 tCO2e
EN171 Outras emissões de GEE2 indiretas relevantes Escopo 3 (outras
emissões indiretas)
69.216,70 178.653,90 180.723,60 tCO2e
EN18 Iniciativas para reduzir as emissões de GEE2
e reduções concretizadas
Ver parágrafo abaixo.
EN19 Emissões das substâncias destruidoras da camada de ozônio R22 3,99 6,65 3,90 t
R141b 0,66 0,53 0,70
R22 0,22 0,37 0,21 tCFC-11 equivalente
R141b 0,07 0,06 0,08
1. Acesse a plataforma on-line de acesso público “Registro Público de Emissões” www.registropublicodeemissoes.com.br/index.php?r=empresas/view&id=15&newRegistry=1 para visualizar o inventário de emissões de GEE do Itaú Unibanco desde 2008. 2. GEE: Gases de Efeito Estufa.

Substâncias Destruidoras da Camada de Ozônio ODP (CFC-11 equivalente)
R22 0,055
R141b 0,1
Fonte: Protocolo de Montreal

Como forma de minimizar nossa contribuição à intensificação do efeito estufa, implementamos medidas que reduzem, direta ou indiretamente, as emissões de GEE associadas a nossa atividade. Entre essas medidas, podemos citar: 

  • Instalação de 5* novas salas de telepresença em 2012: o que totalizou 19 salas na rede Itaú Unibanco. Seu uso durante o ano propiciou a realização de 4.094 reuniões que evitaram o deslocamento em 18.274.825 quilômetros entre os prédios e a emissão de 2.523 toneladas de CO2 na atmosfera.
  • Plano de Modernização dos Data Centers: prevê a reforma das salas atuais para um modelo mais eficiente. Comparado ao procedimento tradicional, o modelo proporciona uma redução estimada no consumo energético de 43%. Foram modernizados 1.790 m² de área de Data Center em 2012.
  • Reforma dos andares: nos últimos dois anos, os principais prédios administrativos passaram por reforma, que teve como foco a utilização de materiais mais eficientes que reduzem o consumo de recursos e diminuem o impacto ambiental das operações. Serão adotadas luminárias de alto desempenho e menor consumo energético, assim como serão aplicadas películas de proteção solar nos vidros, que reduzem as temperaturas das superfícies internas dos vidros e, consequentemente, contribuem para a minimização da carga térmica.
  • Energia limpa: migração para fontes eólica e solar e utilização de pequenas hidrelétricas e biomassa. Essa energia é aderida apenas em prédios administrativos com maior consumo.
  • Emissões atmosféricas: redução da emissão de gases de efeito estufa por meio de um sistema de ar condicionado que opera a gás natural, e não energia elétrica. Propicia a redução da emissão de poluentes atmosféricos, já que o gás natural é mais sustentável. Também foram minimizadas as emissões provenientes de geradores (lavador de gases e equipamentos com baixa emissão de poluentes). Os primeiros prédios administrativos já contam com o sistema, que diminui a emissão de poluentes oriundos do acionamento dos geradores.
  • Uso de táxi: a partir da iniciativa, houve uma economia de 54% na utilização dos táxis (em quilômetros). Em 2011, foi implementado um processo de maior controle e conscientização dos usuários sobre a utilização dos táxis. Foram evitados cerca de 6.200.000 km em 2012.
  • Building Management System (BMS), ou sistema de automação: permite monitorar toda a infraestrutura, os sistemas de segurança e a operação de um edifício. Trata-se de um método de controle operacional predial que está sendo implementado nos principais prédios administrativos e que proporciona a diminuição no consumo de energia, água e no uso dos geradores. A gestão pode ser realizada remotamente ou no local e está sendo implementada em diversos sites.
  • Contador de Sustentabilidade: a cada contrato de câmbio assinado digitalmente no Itaú 30 Horas, é contabilizada a quantidade de folhas de papel e a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) poupadas e evitadas. O contador exibe para o cliente a somatória de folhas não usadas e o equivalente em CO2. Até dezembro de 2012, cerca de 9,1 milhões de folhas de papel deixaram de ser utilizadas, um incremento de 2,9 milhões de folhas em relação a 2011. Essa economia evitou a emissão de mais de 36.200 quilos de CO2 na atmosfera.

* As informações referentes as salas de telepresença em 2011 foram revisadas.

Saiba mais sobre nossas emissões e iniciativas de mitigação

EN22: Peso total de resíduos, por tipo e método de disposição

Itaú Seguros

Devido à sensibilidade do tema resíduos na área de Sinistros Salvados, em maio de 2012 foi criada uma política de descarte para a área, bem como contratada nova empresa para reciclar os produtos com responsabilidade sustentável.

A área de Sinistros Salvados é responsável pela gestão dos produtos trocados assim que determinada a perda total, bem como das peças substituídas nos reparos, determinando seu recolhimento, venda e descarte sustentável ou autorizando o descarte ao segurado e/ou às assistências técnicas. As assistências técnicas credenciadas são responsáveis por manter a integridade dos produtos substituídos pela seguradora (salvados) que estejam em sua posse, bem como por manter as sucatas em local apropriado e disponíveis por tempo determinado em contrato (30 dias para Linha Branca e 60 dias para as demais linhas).

Após um tempo determinado, é responsabilidade da assistência técnica efetuar o descarte. A área de Sinistros (peritos) é responsável pela verificação e orientação na prevenção à fraude, podendo determinar o recolhimento das sucatas pela Garantec ou autorizar o descarte pela assistência técnica.

Resíduos eletrônicos

Devido a uma preocupação com a disposição correta de seus resíduos eletrônicos, o Itaú Unibanco iniciou, em 2008, testes e homologação de empresas de reprocessamento que pudessem atender à demanda para recebimento de seu "lixo eletrônico". Em 2010, o banco estipulou a destinação de 100% de seus equipamentos obsoletos de Tecnologia da Informação para o descarte sustentável em parceria com empresas homologadas pela instituição. O impacto dessas ações pode ser verificado com o aumento do percentual de reciclagem (164%) entre 2010 e 2011.

Em 2012, ampliamos o processo de descarte de lixo eletrônico para toda a Administração Central, Rede de Agências e Estoque, além de considerarmos o volume produzido referente ao tombamento de agências (Unibanco para Itaú).

Peso total de resíduos, por tipo e método de disposição

Total de Resíduos (t) 2010 2011 20121
Resíduos Não Perigosos 13.902 12.396,89 13.156,60
Resíduos Perigosos 239,57 2.487,75 146,412
15 Unidades de Tubos de TV 70.968 Unidades de Lâmpadas
4.901 Cartuchos
43.466 Unidades de Lâmpadas
Resíduos Não Especificados - 6,7 -
1. A metodologia de cálculo para os dados da área de Tecnologia foi modificada em 2012, e, devido à impossibilidade de alteração dos dados de anos anteriores (pois o escopo de referência das áreas foi ampliado com o passar dos anos), 2012 será o novo ano-base para o indicador EN22. GRI 3.11
2. As informações de resíduos perigosos da área de Tecnologia são referentes aos meses de janeiro a outubro de 2012. Os dados de novembro e dezembro ainda não foram computados.

Resíduos por Destinação (t) 2010 2011 2012
Resíduos Não Perigosos - 12.396,89 13.156,60
Compostagem 216,2 351,44 554,251
Reciclagem 7.836,7 10.282,09 9.558,542
Aterro Sanitário 2.045 1.549,06 3.043,813
Aterro Industrial 76 214,30 -
Incineração 80 - -
Leilão 20.624 Unidades - -
Resíduos Perigosos - 2.487,75 146,414
Reciclagem 235,81 70.968 Unidades de Lâmpadas
4.901 Cartuchos
2.484,45
43.466 Unidades de Lâmpadas
145,475
Aterro Sanitário 0,55 0 0
Desativação Eletrotérmica 0,83 0,7 0,94
Aterro Industrial 2,4 2,6 -
Reutilização 15 Unidades - -
Resíduos Não Especificados - 6,7 -
Destinação Não Especificada - 6,7 -
1. Foram enviados para compostagem os resíduos orgânicos gerados pelo Itaú Unibanco.
2. Foram enviados para reciclagem: componentes trocados após consertos (como tubos de TV, monitores, fios metálicos, peças plásticas, placas eletrônicas, cabos e motores elétricos, entre outros), resíduos de obras, papel, aparas de papel, plástico, metais, vidro, madeira, pilhas, entre outros materiais. É importante mencionar que apenas agências de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e região Sul possuem coletas de aparas realizadas por cooperativas que recolhem e fazem o destino adequado do resíduo.
3. Os materiais enviados para aterro sanitário são provenientes de resíduos orgânicos e resíduos de obras.
4. As informações de resíduos perigosos da área de Tecnologia são referentes aos meses de janeiro a outubro de 2012. Os dados de novembro e dezembro ainda não foram computados.
5. Para resíduos perigosos, foram enviados para reciclagem: pilhas, resíduos ambulatoriais, baterias, lixo eletrônico (todos os tipos de eletrônicos, principalmente equipamentos de TI – computadores, servidores, monitores, notebooks, impressoras, periféricos, entre outros), além de equipamentos de agências, como caixas eletrônicos, baterias, entre outros.

O Itaú Unibanco monitora mensalmente os resíduos que são gerados nos prédios administrativos durante o ano. A meta estabelecida é reciclar 75% de todos os resíduos gerados até 2015. GRI 1.2

Em 2012, o Itaú não destinou seus resíduos para reutilização, recuperação, incineração e injeção subterrânea nem os armazena dentro das propriedades do banco.

Saiba mais sobre a disposição e descarte dos nossos resíduos

EN29: Impactos ambientais significativos do transporte de produtos e outros bens e materiais utilizados nas operações da organização, bem como do transporte dos trabalhadores

Energia e emissões

Em 2012, evoluímos na elaboração do inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE), que segue o protocolo GHG, utilizado mundialmente por diversas organizações para calcular a quantidade de carbono gerada em nossos processos. Adotamos medidas para reduzir, direta ou indiretamente, as emissões de GEE associadas a nossa atividade, como:

  • Coleta seletiva nas unidades administrativas, reduzindo a geração de metano na decomposição do resíduo em aterros.
  • Iniciativas ligadas à TI Verde da empresa, reduzindo o consumo de energia pela implementação de medidas de eficiência energética, como a troca de monitores por versões com menor consumo de eletricidade, processo de virtualização e consolidação de servidores, implantação de sistema de gerenciamento de energia em desktops e notebooks, ampliação do número de desktops virtuais (VDI), entre outras.
  • Construção de salas de telepresença para a realização de videoconferências, reduzindo as emissões associadas ao deslocamento de funcionários.

Saiba mais sobre as salas de telepresença

Investimos em salas de telepresença para aperfeiçoar a comunicação entre as áreas e diminuir a necessidade de viagens. Os espaços são equipados com telas, câmeras e equipamentos de áudio de alta resolução que permitem a realização de reuniões a distância – dentro e fora do Brasil.

Em 2012, foram implementadas 5 salas de telepresença – no total, contamos com 19 unidades instaladas na rede Itaú Unibanco, além da integração com 13 salas do Itaú BBA e com mais 60 clientes por meio da rede BT. Uma das metas é expandir a implantação desses espaços para o Mercosul e ampliar seu acesso a um maior número de colaboradores brasileiros.

Fonte: Protocolo de Montreal

Impactos de transporte

O transporte de colaboradores, resíduos, cargas e materiais do banco geram emissões atmosféricas. Para mitigar esses impactos, reduzimos o número de embarques por meio da medição da quilometragem percorrida nos trajetos. Controlamos e monitoramos as emissões provenientes do uso de geradores de energia elétrica e de fontes móveis, sejam próprios ou de veículos terceirizados a serviço do Itaú Unibanco, por meio do anel de Ringelmann – uma escala gráfica para avaliação colorimétrica visual que auxilia no processo de identificação do nível de emissões, seja de fontes fixas ou móveis. Entre as ações desenvolvidas em 2012, estão:

  • Disponibilização de vans que circulam entre os polos, o que facilita o transporte de colaboradores.
  • Otimização das rotas de transporte de colaboradores entre prédios administrativos.
  • Realização de uma campanha para incentivar o uso de vans pelos colaboradores para se deslocarem entre os polos administrativos.
Táxi

Em 2012, foram rodados 5.317.662 km com o uso de táxi, uma redução de 54% em relação a 2011. Para isso, foi estabelecido o boleto eletrônico, que proporciona mais controle na utilização do transporte. Além disso, as operadoras de táxi utilizam em seus veículos 75% de álcool.

Vans e ônibus

As vans e os ônibus são utilizados para o deslocamento de colaboradores entre polos administrativos – em 2012, foram rodados 972.211 km.

Esse meio de locomoção evita o uso desnecessário de táxis e diminui, consequentemente, as emissões de CO2. Além disso, otimiza as rotas de transporte de colaboradores entre os prédios administrativos, contribuindo para melhorar a eficiência.

Também realizamos uma campanha para incentivar o uso de vans para os colaboradores se deslocarem entre os polos administrativos.

Transporte de resíduos

Controlamos e monitoramos o deslocamento das empresas que fazem o transporte de resíduos (prédios administrativos Itaú-empresa) – em 2012, o deslocamento foi de 333.022 km.

Transporte de cargas e materiais

Controlamos e monitoramos o deslocamento das empresas que fazem o transporte de cargas e materiais – em 2012, o deslocamento foi de 64.755.785 km desconsiderando os malotes.

Geradores

Controlamos e monitoramos as emissões atmosféricas do uso de geradores de energia elétrica (fontes estacionárias com combustão a óleo diesel). Em 2012, foram utilizados 1.202.440 litros de óleo diesel (composto por 5% de biodiesel). Cabe ressaltar que os geradores são utilizados caso haja falhas da concessionária, já que uma das metas da organização é garantir em 100% a disponibilidade predial.

Saiba mais sobre nossas iniciativas para mitigar os impactos de transporte

EN30: Total de investimento e gastos em proteção ambiental, por tipo

Em 2012, investimos R$ 299,7 milhões em proteção ambiental, valor superior ao montante de 2011. Foram gastos R$ 12,3 milhões com a disposição de resíduos e a mitigação de emissões e R$ 287,4 milhões com prevenção e gestão ambiental. Não houve operações ou incidentes que necessitaram de investimentos para remediação em 2012.

O aumento significativo dos gastos em proteção ambiental é decorrente de grandes projetos do Itaú Unibanco, tais como investimentos no Data Center e Prédio CAT 2, projetos de eficiência energética e de consumo de água e implementação do sistema BMS.

Investimentos em Disposição de Resíduos, Tratamento de Emissões,
Prevenção e Gestão Ambiental (em reais)
2010 2011 2012
Disposição de Resíduos e Tratamento de Emissões
Tratamento e Disposição de Resíduos 1.516.945,88 344.301,55 1.555.936,701
Tratamento de Emissões 1.379.373,71 6.032.093,00 10.737.175,862
Despesas com Compra e Uso de Certificados de Emissão - - 20.790,003
Subtotal 2.896.319,59 6.376.394,55 12.313.902,56
Prevenção e Gestão Ambiental
Serviços Externos de Gestão Ambiental 47.500,00 208.596,48 -
Certificação Externa de Sistemas de Gestão 365.688,66 25.150,00 7.260,164
Pessoal para Atividades Gerais de Gestão Ambiental - 20.000,00 20.000,00
Despesas Extras para Instalar Tecnologias Mais Limpas 1.130.700,00 756.747,80 286.338.666,975
Outros Custos de Gestão Ambiental 1.097.629,696
Subtotal 1.543.888,66 1.010.494,28 287.463.556,82
Total 4.440.208,25 7.386.888,83 299.777.459,38
1. O valor apresentado inclui investimentos em gestão de resíduos e desmobilização dos andares.
2. Valor referente a gastos com salas de telepresença e Building Management System(BMS) nos principais prédios administrativos.
3. Esse foi o primeiro ano que relatamos despesas com compras e uso de certificados de emissão. Os gastos de 2012 referem-se ao Selo Carbon Free (neutralização de evento Prêmio Itaú de Finanças Sustentáveis com a compensação de 8,01 toneladas de GEE por meio do plantio de 51 árvores nativas da Mata Atlântica) e com a neutralização das emissões das APIMECS.
4. Recertificação ISO 14001 do Centro Administrativo Tatuapé.
5. Gastos referem-se à certificação LEED das novas construções (data center e Prédio CAT 2) e a projetos de eficiência energética e de consumo de água.
6. Certificação LEED das novas construções (data center e Prédio CAT 2), campanhas de endomarketing referente à recertificação ISO14001 e elaboração e asseguração do inventário de GEE do banco.