Relatório Anual 2012 Itaú Unibanco Holding S.A.

Itens de perfil e governança

Perfil Organizacional

2.1: Nome da empresa

Itaú Unibanco Holding S.A.

2.4: Localização da sede da organização

A nossa sede administrativa está localizada na Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, nº 100, Torre Olavo Setubal – São Paulo (SP), Brasil.
Parâmetros para o Relatório

3.1: Período coberto pelo relatório

2012

3.2: Data do relatório anterior (se houver)

O relatório anterior foi publicado em meados de 2012.

3.3: Periodicidade

Anual

3.5: Processo para definição do conteúdo coberto pelo relatório

Em 2012, realizamos um novo processo de seleção de indicadores relevantes para reporte. Fizemos um cruzamento entre os temas que o SAMs Yearbook (Dow Jones Sustainability Index) considera relevante para o setor, os temas da Performance Sustentável e Focos Estratégicos, que resultou em um novo filtro para a seleção dos indicadores GRI, considerados relevantes para nós.

3.7: Declaração de quaisquer limitações específicas quanto ao escopo do relatório

O exercício de limite será realizado no prazo de três anos e incluirá todas as organizações sujeitas ao controle ou à influência significativa do Itaú Unibanco Holding S.A.

3.9: Técnicas de medição de dados e bases de cálculo

As técnicas de medição utilizadas na compilação dos indicadores e de outras informações do relatório seguem, em grande parte, as diretrizes da GRI. Em casos divergentes, as definições estão sinalizadas em notas de rodapé.

3.11: Mudanças significativas de escopo, limitações ou métodos de medição aplicados no relatório

Como o fechamento do capital da Redecard ocorreu em 2012, não foi possível, durante o ano, integrar todas suas operações à do Itaú Unibanco. Sendo assim, a Redecard responde, somente, aos indicadores EC1, EC6, EC9, LA1, HR4, SO3, SO7, PR6 e PR8.
Governança, compromisso e engajamento

4.1: Estrutura de governança da organização incluindo comitês sob responsabilidade do mais alto órgão de governança responsáveis por tarefas específicas, tais como elaboração de estratégias ou supervisão da organização

Nosso Conselho de Administração é formado por doze membros – 100% homens. Desses, metade possui entre 50 e 59 anos e 8,33% são portadores de deficiência. Não há membros negros ou orientais.

Membros do Conselho de administração, por faixa etária (%) GRI LA13
De 30 a 39 anos De 40 a 49 anos De 50 a 59 anos De 60 a 69 anos
8,33% 8,33% 50% 33,33%

4.3: Para organizações que tenham estrutura de governança unitária, indique o número e gênero dos membros do mais alto órgão de governança que são independentes e/ou não executivos

A nossa Política de Governança Corporativa estabelece como independente o conselheiro que não possui relação comercial ou de qualquer outra natureza com a organização, com empresas sob o mesmo controle, com o acionista controlador ou com membros do órgão de administração.

Não é considerada independente pessoa que: detenha participação, direta ou indireta, no capital social da companhia ou de qualquer empresa por esta controlada ou sob controle comum igual ou superior a 5%; integre acordo de acionistas ou se vincule ao bloco de controle, direta ou indiretamente (por intermédio de pessoa jurídica ou de familiar – cônjuges, parentes consanguíneos ou por afinidade em linha reta ou colateral até o segundo grau); é ou foi, nos últimos três anos, funcionário ou diretor da companhia ou de empresa sujeita ao mesmo controle, ou cujo familiar é ou foi diretor da companhia ou de empresa sujeita ao mesmo controle; é ou foi (ou cujo familiar é ou foi), nos últimos três anos, responsável técnico, sócio, diretor, gerente, supervisor ou qualquer outro integrante, com função de gerência, da equipe envolvida nos trabalhos de auditoria externa da companhia ou de empresa sujeita ao mesmo controle.

A independência do conselheiro deve ser atestada pelo Comitê de Nomeação e Governança Corporativa, cuja análise não ficará, necessariamente, restrita aos limites ou relacionamentos exemplificados acima. Consideram-se conselheiros não executivos aqueles classificados pelo Conselho de Administração como não independentes e que não sejam diretores, empregados ou colaboradores da companhia.

4.4: Mecanismos para acionistas e empregados encaminhar recomendações ou direções ao mais alto órgão de governança

Todo acionista, minoritário ou não, pode fazer recomendações e receber orientações no Fale Conosco, recurso disponível no site de Relações com Investidores. 

A existência de membros independentes no Conselho de Administração visa resguardar os interesses da organização e de seus acionistas minoritários. Acionistas minoritários, em conjunto que representa 10% (dez por cento) ou mais das ações com direito a voto, podem eleger um membro efetivo e seu respectivo suplente no Conselho Fiscal.

4.6: Mecanismos no mais alto órgão de governança para evitar o conflito de interesses

Os membros do Conselho de Administração, independentes ou não, devem atuar de forma isenta, seguindo as seguintes regras:

  • não participar de deliberações relativas a assuntos conflitantes com os interesses da organização. Cada membro deve informar ao Conselho o conflito de interesse antes do início de qualquer discussão sobre o tema;
  • em sua primeira reunião, o conselheiro eleito deve informar ao Conselho as atividades externas que desenvolve, a participação em conselhos de outras empresas e os relacionamentos comerciais com empresas do conglomerado. Essas informações devem ser prestadas anualmente. Os conselheiros podem participar de, no máximo, quatro conselhos de administração de empresas que não pertençam a um mesmo conglomerado econômico – com exceção de entidades filantrópicas, clubes ou associações. Esse limite pode ser ultrapassado mediante aprovação do Comitê de Nomeação e Governança;
  • se o membro do Conselho ou empresa por ele controlada ou gerida vier a fazer uma operação com empresas do conglomerado, devem ser observadas as seguintes regras: a operação deve ser feita em condições de mercado; se não se tratar de operação cotidiana ou de uma prestação de serviços, devem haver laudos emitidos por empresas de primeira linha comprovando que a operação foi feita em condições de mercado; a operação deve ser informada ao Comitê de Nomeação e Governança; e a operação deve ser conduzida pelos canais habitualmente competentes na hierarquia do Itaú Unibanco.

4.8: Declarações de missão e valores, códigos de conduta e princípios desenvolvidos internamente

Temos o Código de Ética, que aborda os princípios, as práticas e condutas que devem ser adotados pelo banco e pelos funcionários. O documento está 100% implementado e foi distribuído para todos os integrantes do conglomerado. Além disso, um programa de educação continuada em ética dissemina as diretrizes do código, enquanto outro programa monitora seu cumprimento. Também disseminamos o código, por meio do nosso portal, aos fornecedores.

Destacam-se outros regulamentos, como:

  • Política de Remuneração de Acionistas;
  • Políticas para Recepção e Tratamento de Denúncias;
  • Política Corporativa de Prevenção e Combate a Atos Ilícitos;
  • Política Corporativa de Ética e Combate à Corrupção e à Propina;
  • Política Corporativa de Continuidade de Negócios;
  • Política de Sustentabilidade;
  • Política de Risco Socioambiental Corporativa;
  • Políticas setoriais de risco socioambiental (para as áreas Empresas, Itaú BBA, Itaucred Veículos e Financiamento Imobiliário).


Para saber mais sobre os regulamentos e as políticas do Itaú Unibanco, clique aqui.

Contamos com o Nosso Jeito de Fazer, conjunto de dez atitudes e valores que guiam todos os nossos relacionamentos. Para intensificar as ações de disseminação e reflexão sobre o decálogo, no fim de 2010, demos início às Oficinas do Nosso Jeito de Fazer, das quais participaram apenas as lideranças – que tinham como missão divulgar os conceitos para suas equipes. Em 2011, essas oficinas foram replicadas e conduzidas pelos superintendentes. No ano, também foram realizadas as Dinâmicas do Nosso Jeito de Fazer, atividades que tiveram como finalidade aprofundar o entendimento sobre cada uma das dez atitudes, além de workshops para líderes das áreas de Varejo e da Administração Central. No total, foram realizados mais de 100 encontros, que contaram com a participação de mais de 2 mil colaboradores.

Uma vez estabelecida e difundida a cultura organizacional (Nosso Jeito de Fazer), ainda em 2011, passamos a analisar os colaboradores com base na meritocracia e na eficiência. Em 2012, além de avançar nesses dois temas, demos continuidade à consolidação da nossa cultura.

4.12: Cartas, conjuntos de princípios ou outras iniciativas voluntárias desenvolvidas externamente

Somos signatários e adotamos em nossas ações diretrizes reconhecidas internacionalmente, como as do Pacto Global, dos Princípios do Equador, da Global Reporting Initiative (GRI), da UNEP Finance Initiative (UNEP, sigla em inglês para United Nations Environmental Program), dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI, sigla em inglês para Principles for Responsible Investment), do Carbon Disclosure Project e do GHG Protocol, além da norma AA1000. No Brasil, adotamos e participamos do debate de importantes iniciativas para o setor, como o Pacto pela Erradicação do Trabalho Escravo e o Protocolo Verde.

Nossas práticas de negócios estão alinhadas às tendências indicadas pelo Dow Jones Sustainability World Index (DJSI) e pelo Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bolsa de Valores de São Paulo (ISE BM&FBovespa).

Em 2011, instituímos um grupo de trabalho, formado pelas áreas Sustentabilidade, Compliance, Jurídico e Relações Governamentais, com os objetivos de mapear a aderência do banco a esses compromissos e sugerir possibilidades de melhoria. Esse grupo faz parte da governança de sustentabilidade e responde ao Comitê de Sustentabilidade.

4.13: Participação significativa em associações ou organizações de defesa


Atuamos na governança dos seguintes órgãos:

  • United Nations Environment Programme – Finance Initiative (Unep-FI): Latin American Task Force
  • Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS)
  • Princípios do Equador: Steering Committee
  • Federação Brasileira de Bancos (Febraban)
  • Brain
  • Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi)
  • Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs)
  • Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF)
  • Câmara Americana de Comércio (Amcham RJ)
  • Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip)
  • Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel)
  • Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC)
  • Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF)
  • Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca)
  • Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais (ANBIMA)
  • Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri)
  • Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC)

Realizamos atividades e participamos dos seguintes comitês:

  • Rio+20: nosso objetivo ao participar da Rio+20 foi compartilhar como temos trabalhado para avançar em nossa agenda de sustentabilidade, aprender com as experiências das demais organizações e contribuir para o debate sobre as condições viabilizadoras para uma economia verde. Entre as ações realizadas, destacam-se o patrocínio do evento paralelo oficial da ONU para o setor privado, chamado Corporate Sustainability Forum (CSF), no qual participamos dos diversos debates sobre instituições financeiras, e a participação da Itaú Seguros como signatária do lançamento dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI).
  • Princípios do Equador: compromisso voluntário de gestão de risco de crédito para identificar, avaliar e gerir risco socioambiental em transações de project finance. Somos signatários desde 2004 e membros do seu Comitê Diretivo desde 2007. Mais recentemente, temos participado ativamente das discussões sobre a revisão dessas diretrizes e coordenamos a única consulta pública da nova versão dos Princípios do Equador que ocorreu em um país de mercado emergente.
  • Principles for Responsible Investment (PRI): membro do PRI desde 2008, trabalhamos ativamente para a difusão dos princípios. Participamos da Rede Brasileira de Signatários do PRI e, em 2012, organizamos e sediamos o evento da rede PRI em que discutiu-se o papel das corretoras na integração de questões ESG na avaliação de empresas. Também patrocinamos a conferência anual do PRI (PRI in Person).
  • Principles for Sustainable Insurance (PSI): somos signatários do PSI (ver Rio + 20). Por meio da nossa representação na Confederação Nacional de Empresas de Seguro (CNseg), contribuímos para sua disseminação e auxiliamos na promoção da adesão das empresas do mercado segurador brasileiro aos Princípios.
  • Empresas pelo Clima: iniciativa da Fundação Getulio Vargas (GVces), é uma plataforma empresarial que tem como objetivo mobilizar e articular as lideranças empresariais para uma economia de baixo carbono, seja por meio da gestão e/ou redução de gases de efeito estufa ou pela gestão de risco climático e proposição de políticas públicas no contexto das mudanças climáticas. O Itaú Unibanco é membro e participa ativamente das atividades do EPC.
  • Programa Brasileiro do GHG Protocol: objetiva estimular as empresas a elaborar e publicar os inventários de emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE). O Itaú Unibanco é membro fundador e signatário do Programa Brasileiro GHG Protocol e elabora seus inventários de emissões de GEE desde 2008, seguindo essa metodologia, mantendo assim, o padrão e a comparabilidade das informações com os anos anteriores.
  • Comitê Brasileiro do Pacto Global: promove a adoção e implementação dos Princípios do Pacto Global na gestão de empresas atuantes no Brasil.
  • SustainAbility: participamos do Engaging Stakeholders Network, grupo de empresas privadas organizado pela instituição internacional para compartilhar experiências que permitam antecipar e superar expectativas de seus acionistas, colaboradores, fornecedores e clientes.
  • Sustainability 50: rede de executivos de sustentabilidade para debater temas emergentes que influenciam os negócios.
  • Fundação Dom Cabral: participamos do Centro de Referência em Sustentabilidade, que promove estudos e debates sobre desenvolvimento sustentável.
  • Febraban: fazemos parte da Comissão de Sustentabilidade e Reponsabilidade Social dos Grupos de Trabalho de Educação Financeira, Jurídico Ambiental e Tecnologia/Licenciamento Ambiental.

Participamos, apenas com contribuição associativa, nas seguintes instituições:
  • Associação Viva o Centro
  • Associação Paulista Viva
  • Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri)
  • Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil
  • Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
  • Câmara de Comércio Holanda-Brasileira (Dutcham Brasil)
  • Associação Brasileira de Marketing Direto (ABEMD)
  • Associação Brasileira de Marketing e Negócios (ABMN)
  • Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV)

4.15: Base para a identificação e seleção de stakeholders a serem engajados

Com base nas diretrizes da norma AA1000, realizamos um processo de mapeamento, classificação e priorização dos stakeholders, definindo o nível de engajamento almejado para cada um.

4.16: Abordagem para o engajamento dos stakeholders

As principais formas de engajamento adotadas por nós são informação, consulta, negociação, envolvimento e colaboração, com ações como: materiais informativos, palestras, pesquisas, painéis e fóruns multistakholders ou fóruns para grupos específicos, diálogos, canais em mídias sociais, negociações, focus groups, joint ventures, parcerias, workshops e processos colaborativos, entre outras. Ao longo do relatório, podem-se encontrar exemplos de iniciativas

Iniciativas em andamento
Clientes
  • Programa Transparência 100%
  • Fórum de Clientes Ouvidoria
  • Relacionamento com órgãos de defesa do consumidor
  • Executivos em Ação
  • Comunidade Empresas

Acionistas e investidores
  • Apimecs e roadshows
  • Relatório anual

Mercado financeiro
      Realização de evento para corretoras em parceria com o PRI no Brasil sobre a integração de questões ESG na avaliação de empresas

Colaboradores
  • Pesquisa de clima organizacional
  • Ombudsman
  • Portas Abertas
  • Banco de Ideias Sustentáveis

Fornecedores
  • Inclusão dos critérios socioambientais na matriz de risco de fornecedores
  • Agenda positiva com o poder público (três poderes)

Sociedade
  • Rio+20
  • Mídias sociais (Facebook, Twitter, YouTube e Instagram)
  • Programa Itaú de Finanças Sustentáveis
  • Realização de quatro cafés da manhã com especialistas
  • Programa de Gestão de Crises e Reputação
Desafios 2012
Resultado dos principais desafios assumidos em 2012 GRI Perfil1.2
Desafios Resultados Comentários
Obter melhoria de 2 a 3 pontos percentuais no Índice de Eficiência até o final do ano de 2013. Parcialmente cumprido O prazo para cumprimento é até o final do ano de 2013
Implantar uma agência do Itaú Unibanco em todas as cidades brasileiras com mais de 40 mil habitantes. Parcialmente cumprido Desafio parcialmente cumprido em função da redução do orçamento de expansão no ano de 2012.
Promover o crescimento da carteira de clientes Itaú Uniclass até o final de 2012– de 2,1 milhões para 2,5 milhões de clientes. Cumprido Até novembro de 2012, nossa carteira já contava com 2.675.950 clientes.
Aumentar a escala da operação do Itaú Microcrédito por meio de parcerias e promover um crescimento de 80% na carteira de clientes. Parcialmente cumprido Em 2012, iniciamos a expansão da operação. Em comparação com dezembro de 2011, tivemos um incremento de 61% no volume desembolsado. O segundo semestre de 2012 foi especialmente forte, com acréscimo de 60% no volume desembolsado na comparação de maio com outubro. Parcerias foram estabelecidas, que provavelmente darão resultados em 2013. Em 2012, a Itaú Microcrédito passou a oferecer crédito para donos de pequenos bares interessados em se tornar franqueados da distribuidora de bebidas (AMBEV).

Ajustes na plataforma sistêmica dificultaram a implantação de alguns projetos. A capacitação plena dos agentes de crédito é outro fator relevante que provocou um crescimento fora do cronograma esperado.
Diminuir as taxas cobradas no segmento de cartões de crédito, a partir do segundo semestre de 2012, para enfrentar o aumento da competitividade do mercado. Cumprido Ao final de 2012, já estávamos comercializando todos os nossos cartões com taxas de juros de um dígito. Além disso, em outubro de 2012, lançamos o Itaucard 2.0, com uma mecânica diferenciada e taxas nominais máximas de 5,99%.
Continuar a realizar capacitações das equipes do Itaú BBA para lidar com mudanças climáticas¹. Cumprido Realizado “Curso de Monetização de Créditos de Carbono” pela consultoria MGM Inova em parceria com a área Socioambiental do Itaú BBA, para capacitação das áreas de Projetos, Crédito, Produtos e Jurídico.
Desenvolver, em médio e longo prazos, instrumentos e medidas de mitigação e adaptação, incluindo mecanismos de financiamento associados a Mudanças Climáticas¹. Cumprido²

1. Foi realizado o Curso de Monetização de Créditos de Carbono, em agosto 2012, para desenvolvimento em médio e longo prazo de mecanismos de financiamento para empresas geradoras de crédito de carbono;

2. Articulação interna intensa no ano de 2012 com as áreas de produtos e jurídico do Itaú BBA para estruturação de produto atrelado a compra e venda de Créditos de Carbono.

Identificar oportunidades de negócios com adicionalidades socioambientais por meio de aproximação com a área comercial do banco e seus clientes externos¹. Cumprido³ Como resultado da aproximação da área de Avaliação de Risco Socioambiental, da área Comercial e de clientes do Itaú BBA, foram identificadas oportunidades de negócios relacionados ao mercado de Créditos de Carbono e a prestação de serviço de assessoria socioambiental em leilão para empresa do setor de energia.
Estreitar o relacionamento com clientes externos de forma a  agregar valor e reduzir riscos4. Cumprido³ Ações realizadas em 2012: iniciativa da área de Avaliação de Risco Socioambiental do Itaú BBA de trazer ao Brasil a consulta pública dos Princípios do Equador III, da qual participaram clientes dos setores de infraestrutura; e fornecimento de treinamento sobre Princípios do Equador e seus critérios para capacitação das equipes de Planejamento, Meio Ambiente, Sustentabilidade e Project Finance ede um cliente do setor de energia renovável no tema.
Finalizar o portal de intranet que unificará todos os portais do banco. Em 2011, do total de 200 portais de intranet existentes no banco, foram inseridos 40 portais no novo portal unificado. Cumprido O desenvolvimento do Portal Corporativo foi finalizado em 2012 com a expansão para a rede de agências e demais áreas executivas. Além disso, foram incluídas ferramentas para exibição de vídeo.
Finalizar a reforma para modernizar o data center antigo (Centro de Processamento de Dados da avenida do Estado). Em 2012, serão reformulados 3.000 m2, o que gerará uma redução total de 43% no consumo de energia elétrica desse CPD. Parcialmente Cumprido Em 2012, foram reformulados 1.790m² de área de Data Center.
Implantar sistemas de biometria (de reconhecimento digital e facial) em 4.121 agências. Parcialmente Cumprido O sistema de reconhecimento das impressões digitais foi implantado em 4.121 agências. As soluções de reconhecimento facial foram objeto de estudo e testes durante o ano de 2012.
Construir o painel de monitoramento de sustentabilidade, por meio da definição de objetivos, metas, planos de ação e indicadores relacionados aos três focos da estratégia de sustentabilidade nos negócios. Cumprido O Painel de Gestão foi construído com base nos três focos estratégicos. Além disso, ele incorpora os aspectos apontados pelo Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI, na sigla em inglês) como mecanismo para avaliar as áreas em que tivemos avanços e outras que ainda exigem planos de ações.
Expandir as salas de telepresença e videoconferência no Brasil. A meta é criar mais cinco salas de telepresença e 10 salas de videoconferência até o final de 2012. Cumprido Atualmente, o Itaú Unibanco conta com 19 salas de telepresença. Foram inauguradas em 2012 quatro salas de telepresença no Brasil e uma sala de telepresença no exterior. Foram implantadas dez novas salas de videoconferência: uma no Private, em Belo Horizonte, sete em São Paulo e duas no Recife.
Inaugurar o museu que reunirá as coleções Brasiliana e de numismática do Itaú Cultural. Parcialmente cumprido No ano de 2012, o projeto continuou em execução e deve ser inaugurado no ano de 2013.
Intensificar as parcerias com a área pública, focando a gestão educacional e a implementação de políticas intersetoriais de educação integral (escola, família e comunidade). Cumprido Foram aprofundadas as parcerias com secretarias nos planos de educação integral, como em Goiás, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Maringá, além da implantação de estratégias de formação continuada para formação de lideranças educacionais por meio da tutoria. Todos os programas na área de gestão educacional e educação integral tiveram crescimento na atuação.
Disseminar e estimular a metodologia de avaliação econômica para programas e projetos sociais. Cumprido Foram realizados 18 turmas de cursos para gestores de programas sociais, além de diversos eventos de debate e aprofundamento temático na área. O lançamento do Livro sobre o tema foi um marco importante na disseminação dos conceitos e práticas sobre como fazer a avaliação com cálculo de impacto e de retorno econômico.
Contribuir para intensificar a participação dos colaboradores do Itaú nas ações de voluntariado. Cumprido Tivemos aproximadamente 8 mil participações voluntárias atuando em nossos projetos. Foram oferecidas diversas oportunidades de atuação, como as Ações Voluntárias ‘Estudar Vale a Pena’, que beneficiou 10 mil alunos da rede pública de seis estados do Brasil, e ‘Itaú Criança’, que totalizou 745 capacitados e 369 atuantes nas ações de mediação de leitura.
Instalar a nova governança de sustentabilidade no Itaú Unibanco. Cumprido Uma nova estrutura de governança da sustentabilidade passou a vigorar em 2012, com maior poder deliberativo. Além disso, a área de sustentabilidade participa de outras instâncias do banco, como o Comitê de Excelência do Atendimento, o Comitê de Risco Socioambiental e o Comitê de Avaliação de Processos e Produtos. Como resultado da participação do Comitê de Avaliação de Processos e Produtos, em 2012, mais de 200 projetos foram avaliados já com a perspectiva dos focos estratégicos da sustentabilidade.
Realizar diálogos com especialistas e outros públicos estratégicos para refinamento e legitimação das plataformas. Cumprido Realização de três encontros com formadores de opinião.
Manter o market share no segmento de cartões de crédito. Cumprido Em 2012, continuamos com os processos de rentabilização de nosso portfólio de cartões, descontinuando parcerias menos rentáveis e com patamares de risco de crédito maior. Com esse movimento e foco em rentabilidade e gestão de crédito, aumentamos nossa participação nesses públicos.
Aplicar o modelo japonês Kaizen (de erro zero) em todos os processos da área de Crédito ao Consumidor, que serão revisitados e redesenhados. Cumprido A implementação do modelo de melhoria contínua na revisão de processos da área de cartões foi bem-sucedida e já gera resultados. Nesses 14 meses, diversos processos já foram revistos e ações implementadas em todas as áreas, melhorando a visão dos clientes e otimizando processos internos.
Participar de iniciativas empresariais e do setor financeiro para a Rio+20. Cumprido Nosso objetivo ao participar da Rio+20 foi compartilhar o nosso método de trabalho para avançar em nossa agenda de sustentabilidade, aprender com as experiências das demais organizações e contribuir para o debate sobre as condições viabilizadoras para uma economia verde. Entre as ações realizadas, destacam-se o patrocínio do evento paralelo oficial da ONU para o setor privado (Corporate Sustainability Forum – CSF), onde participamos de debates sobre instituições financeiras, e a participação da Itaú Seguros como signatária do lançamento dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI).
Lançar as enciclopédias de Cinema, Dança e Música e o novo site durante as comemorações dos 25 anos do Instituto Itaú Cultural. Parcialmente cumprido Continuam em processo de elaboração as novas enciclopédias, com lançamento em 2013. O site foi lançado em agosto de 2012.
Inaugurar o museu que reunirá as coleções Brasiliana e de numismática do Itaú Cultural Parcialmente cumprido Em 2012, o projeto continuou em execução e deve ser inaugurado no ano de 2013.
Promover a circulação dos acervos do Instituto Itaú Cultural em mais de dez exposições, a serem realizadas no Brasil e na América Latina. Parcialmente cumprido Ao todo, foram realizadas oito exposições do acervo, em São Paulo, em outras cidades do Brasil e em Paris.
1 Estas metas substituem a publicada no relatório anterior, de lançar índice de sustentabilidade e novos produtos relacionados à área socioambiental do Itaú BBA.
2 Meta de médio e longo prazo.
3 Trata-se de um processo contínuo.
4 Esta meta substitui a publicada no relatório anterior, de estreitar o relacionamento com as áreas socioambientais dos clientes externos do Itaú BBA para agregar valor e reduzir os riscos.

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