Relatório Anual 2012 Itaú Unibanco Holding S.A.

Desempenho econômico-financeiro

Análise gerencial da operação

O ano de 2012

Resultado

O lucro líquido recorrente acumulado no ano de 2012 alcançou o montante de R$ 14.043 milhões, redução de 4,1% em relação ao ano anterior. O resultado foi impactado, principalmente, pelo aumento de 31,9% das perdas com créditos e sinistros, compensado pelo crescimento de 4,9% da margem financeira gerencial, pelo crescimento de 8,3% das receitas de prestações de serviços e tarifas bancárias e pelo controle de custos implantado pelo banco que propiciou um crescimento em nossas despesas não decorrentes de juros abaixo da inflação verificada no período.

O ativo total em 31 de dezembro de 2012 alcançou R$ 1,0 trilhão, uma evolução de 19,2% em relação ao final do ano anterior. Destacamos o aumento das operações de crédito (sem avais e fianças) de 6,0% em relação a 2011, alcançando R$ 366,3 bilhões, das aplicações interfinanceiras de liquidez de 56,8% quando comparado a 2011, atingindo R$ 182,0 bilhões e dos títulos e valores mobiliários em 47,0%, atingindo R$ 276,2 bilhões.

No passivo, destaca-se o crescimento das captações no mercado aberto de 53,0%, dos instrumentos financeiros e derivativos de 63,5%, das provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização de 26,4% e da carteira de câmbio de 18,8%. O patrimônio líquido evoluiu 4,0% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 74,2 bilhões.

O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado alcançou 19,4% no acumulado do ano.

Lucro Líquido   Retorno Anualizado sobre o Patrimônio Líquido Médio – ROE %
 

Destaques

  2012 2011
Demonstração do Resultado do Período    
Lucro Líquido Recorrente
14.043 14.641
Lucro Líquido
13.594 14.621
Produto Bancário1
79.550 74.808
Margem Financeira Gerencial
52.012 49.566
     
Ações (R$)    
Lucro Líquido Recorrente por Ação2
3,11 3,23
Lucro Líquido por Ação2
3,01 3,23
Número de Ações em Circulação no final do período – em milhares
4.518.380 4.513.640
Cotação Média da Ação Preferencial no Último dia de Negociação do Período
33,33 33,85
Valor Patrimonial por Ação
16,43 15,81
Dividendos/JCP Líquidos3
4.518 4.394
Dividendos/JCP Líquidos3 por Ação
1,00 0,97
Market Capitalization4
150.598 152.787
Market Capitalization4 (US$ milhões)
73.696 81.451
     
Índices de Desempenho (%)    
Retorno Recorrente sobre o Patrimônio Líquido Médio anualizado5
19,4% 22,3%
Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio anualizado5
18,4% 22,3%
Retorno Recorrente sobre o Ativo Médio anualizado6
1,5% 1,8%
Retorno sobre o Ativo Médio anualizado6
1,5% 1,8%
Índice de Basileia Consolidado Econômico Financeiro
16,7% 16,4%
Taxa Anualizada com Operações de Crédito
13,0% 13,0%
Taxa Anualizada da Margem Financeira com Clientes7
10,5% 11,4%
Taxa Anualizada da Margem Financeira de Crédito com Clientes após Risco de Crédito7
7,2% 8,1%
Índice de Inadimplência (90 dias)
4,8% 4,9%
Índice de Cobertura (PDD/Operações vencidas há mais de 90 dias)
158,0% 153,0%
Índice de Eficiência (IE)
45,4% 47,3%
Índice de Eficiência Ajustado ao Risco (IEAR)
73,3% 69,7%
     
Balanço Patrimonial 31/12/12 31/12/11
Ativos Totais
1.014.425 851.332
Total de Operações de Crédito com Avais e Fianças
426.595 397.012
Operações de Crédito (A)
366.285 345.483
Fianças, Avais e Garantias
60.310 51.530
Depósitos + Debêntures + Obrigações por TVM + Empréstimos e Repasses (B)
495.853 480.601
Índice Operações de Crédito/Captações (A/B)
73,87% 71,89%
Patrimônio Líquido
74.220 71.347
     
Dados Relevantes    
Ativos sob Administração
561.958 449.693
Colaboradores do Conglomerado (indivíduos)
96.977 104.542
Colaboradores Brasil (indivíduos) 90.323 98.258
Colaboradores Exterior (indivíduos) 6.654 6.284
Quantidade de Pontos de Atendimento
32.987 33.753
Número de Agências (unidades)
4.121 4.072
Número de PABs (unidades) 906 912
Número de Caixas Eletrônicos (unidades)8 27.960 28.769
     
Risco País (EMBI) 146 224
CDI – Taxa do Período (%) 8,4% 11,6%
Dólar – Cotação em R$ 2,0435 1,8758
Dólar – Variação do Período (%) 8,9% 12,6%
Euro – Cotação em R$ 2,6954 2,4342
Euro – Variação do Período (%) 10,7% 9,3%
IGP-M  – Taxa do Período (%) 7,8% 5,1%
1. Produto Bancário é a soma da Margem Financeira Gerencial, das Receitas de Prestação de Serviço e Rendas de Tarifas Bancárias, das Outras Receitas Operacionais e do Resultado de Seguros, Previdência e Capitalização antes das Despesas de Sinistros e de Comercialização, Resultado de Participações em Coligadas e Resultado não Operacional; 2. Calculado com base na média ponderada da quantidade de ações em circulação no período; 3. JCP – Juros sobre Capital Próprio. Valores pagos/provisionados e declarados; 4. Quantidade total de ações em circulação (ON e PN) multiplicada pela cotação média da ação preferencial no último dia de negociação do período; 5. O cálculo do retorno foi efetuado dividindo-se o Lucro Líquido pelo Patrimônio Líquido Médio. O quociente dessa divisão foi multiplicado pelo número de períodos no ano para se obter o índice anual. As bases de cálculo dos retornos foram ajustadas pelos valores dos dividendos propostos após as datas de fechamento dos balanços ainda não aprovados em assembleias gerais ordinárias ou em reuniões do conselho de administração e, para o retorno recorrente do 3T12, consideramos a aquisição de participação de minoritários da Redecard como transação de capital; 6. O cálculo do retorno foi efetuado dividindo-se o Lucro Líquido pelo Ativo Médio. O quociente dessa divisão foi multiplicado pelo número de períodos no ano para se obter o índice anual; 7. Não inclui Margem Financeira com o Mercado; 8. Inclui PAEs (posto de atendimento eletrônico) e pontos em estabelecimentos de terceiros.

Demonstração do resultado gerencial

O Relatório de Análise Gerencial da Operação está baseado na Demonstração do Resultado Gerencial, que, por sua vez, decorre de reclassificações realizadas na demonstração do resultado contábil auditado. Basicamente, esses ajustes se referem aos efeitos fiscais do hedge dos investimentos no exterior – originalmente contabilizados nas linhas de despesas tributárias (PIS e Cofins) e de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – que são reclassificados para a margem financeira. Além disso, foram ajustados os efeitos não recorrentes.

Nossa estratégia de gestão do risco cambial do capital investido no exterior tem por objetivo não permitir efeitos decorrentes de variação cambial no resultado. Para alcançarmos essa finalidade, o risco cambial é neutralizado e os investimentos são remunerados em reais, por meio da utilização de instrumentos financeiros derivativos. Nossa estratégia de hedge dos investimentos no exterior também considera o impacto de todos os efeitos fiscais incidentes. Ressalta-se que tivemos depreciação de 8,9% do Real em relação ao Dólar norte-americano e depreciação de 10,7% em relação ao Euro no ano de 2012, ante depreciações de 12,6% e de 9,3%, respectivamente, no ano anterior.

Conciliação entre o Resultado Contábil e o Gerencial | 2012

R$ milhões
  Itaú Unibanco
 Contábil  Efeitos não Recorrentes  Efeitos Fiscais do Hedge   Gerencial
Produto Bancário  78.730  (622)  1.442  79.550
         
Margem Financeira Gerencial  50.496  74  1.442  52.012
Margem Financeira com Clientes
 48.137  74  -    48.211
Margem Financeira com o Mercado
 2.359  -    1.442  3.801
Receitas de Prestação de Serviços e de Tarifas Bancárias
 20.313  309  -    20.622
Resultado de Operações com Seg., Prev. e Cap. antes das despesas com
Sinistros e das Despesas de Comercialização
 6.066  -    -    6.066
Outras Receitas Operacionais
 278  -    -    278
Resultado de Participações em Coligadas
 335  152  -    488
Resultado não Operacional
 1.242  (1.157)  -    84
         
Perdas com Créditos e Sinistros Líquidas de Recuperação  (21.397)  381  -    (21.016)
Despesa de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa
 (24.025)  381  -    (23.644)
Recuperação de Créditos Baixados como Prejuízo
 4.663  -    -    4.663
Despesas com Sinistros
 (2.035)  -    -    (2.035)
         
Outras Receitas/(Despesas) Operacionais  (39.802)  1.512  (148)  (38.439)
Despesas não Decorrentes de Juros
 (34.681)  1.512  -    (33.169)
Despesas Tributárias de ISS, PIS, Cofins e Outras
 (4.081)  -    (148)  (4.230)
Despesas de Comercialização de Seguros
 (1.040)  -    -    (1.040)
       
Resultado Operacional
14.183 845 (123) 14.906
         
Resultado antes da Tributação e Participações  17.531  1.271  1.294  20.095
Imposto de Renda e Contribuição Social  (3.224)  (822)  (1.294)  (5.340)
Participações no Lucro  (159)  -    -    (159)
Participações Minoritárias nas Subsidiárias  (554)  -    -    (554)
         
Lucro Líquido  13.594  449  -    14.043

Conciliação entre o Resultado Contábil e o Gerencial | 2011

R$ milhões
  Itaú Unibanco
Contábil Efeitos não Recorrentes Efeitos Fiscais do Hedge  Gerencial
Produto Bancário 72.095 371 2.342 74.808
         
Margem Financeira Gerencial 47.224 -   2.342 49.566
Margem Financeira com Clientes
45.781 -   -   45.781
Margem Financeira com o Mercado
1.443 -   2.342 3.785
Receitas de Prestação de Serviços e de Tarifas Bancárias
19.048 -   -   19.048
Resultado de Operações com Seg., Prev. e Cap. antes das despesas com Sinistros e das Despesas de Comercialização
5.215 -   -   5.215
Outras Receitas Operacionais
378 -   -   378
Resultado de Participações em Coligadas
39 371 -   410
Resultado não Operacional
191 -   -   191
         
Perdas com Créditos e Sinistros Líquidas de Recuperação (15.936) -   -   (15.936)
Despesa de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa
(19.912) -   -   (19.912)
Recuperação de Créditos Baixados como Prejuízo
5.488 -   -   5.488
Despesas com Sinistros
(1.512) -   -   (1.512)
         
Outras Receitas/(Despesas) Operacionais (37.714) 431 (118) (37.400)
Despesas não Decorrentes de Juros
(33.003) 431 -   (32.572)
Despesas Tributárias de ISS, PIS, Cofins e Outras
(3.722) -   (118) (3.839)
Despesas de Comercialização de Seguros
(989) -   -   (989)
         
Resultado antes da Tributação e Participações 18.445 802 2.224 21.472
Imposto de Renda e Contribuição Social (2.855) (782) (2.224) (5.861)
Participações no Lucro (192) -   -   (192)
Participações Minoritárias nas Subsidiárias (778) -   -   (778)
         
Lucro Líquido 14.621 20 -   14.641

Demonstração de Resultado

R$ milhões
      Variação
2012 2011 2012 - 2011
Produto Bancário 79.550 74.808 4.743 6,3%
Margem Financeira Gerencial
52.012 49.566 2.446 4,9%
Margem Financeira com Clientes
48.211 45.781 2.430 5,3%
Margem Financeira com o Mercado
3.801 3.785 16 0,4%
Receitas de Prestação de Serviços e de Tarifas Bancárias
20.622 19.048 1.575 8,3%
Resultado de Operações de Seg., Prev. e Cap. antes das Despesas com Sinistros e das Despesas de Comercialização
6.066 5.215 850 16,3%
Outras Receitas Operacionais
278 378 (100) -26,4%
Resultado de Participações em Coligadas
488 410 77 18,9%
Resultado não Operacional
84 191 (106) 0,0%
Perdas com Créditos e Sinistros Líquidas de Recuperação (21.016) (15.936) (5.080) 31,9%
Despesas de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa
(23.644) (19.912) (3.732) 18,7%
Recuperação de Créditos Baixados como Prejuízo*
4.663 5.488 (825) -15,0%
Despesas com Sinistros
(2.035) (1.512) (523) 34,6%
Margem Operacional
58.534 58.872 (338) -0,6%
Outras Receitas/(Despesas) Operacionais (38.439) (37.400) (1.039) 2,8%
Despesas não Decorrentes de Juros
(33.169) (32.572) (597) 1,8%
Despesas Tributárias de ISS, PIS, Cofins e Outras
(4.230) (3.839) (390) 10,2%
Despesas de Comercialização de Seguros
(1.040) (989) (52) 5,2%
Resultado antes da Tributação e Participações 20.095 21.472 (1.377) -6,4%
Imposto de Renda e Contribuição Social (5.340) (5.861) 521 -8,9%
Participações no Lucro (159) (192) 33 -17,1%
Participações Minoritárias nas Subsidiárias (554) (778) 224 -28,8%
Lucro Líquido Recorrente 14.043 14.641 (598) -4,1%
         
         
Eventos não Recorrentes (449) (20)    
Realização de Ativos (a) 836 -      
Majoração da Alíquota da CS (b) 351 -      
Programa de Pagamento ou Parcelamento de Tributos Federais – Lei nº 11.941/09 (c) -   509    
Provisão para Contingências (d) (873) (285)    
Fiscais e Previdenciárias (d)
(253) -      
Ações Cíveis (d)
(145) -      
Planos Econômicos (e)
(328) (285)    
Ações Trabalhistas (d)
(105) -    
Outras (d)
(44) -    
Redução ao Valor Recuperável – BPI (f) (305) (245)    
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (d) (229) -    
Programa de Recompensa – Cartões de Crédito (g) (185) -      
Outros (43) -      
Lucro Líquido 13.594 14.621    
Observação: os impactos dos eventos não recorrentes, descritos acima, estão líquidos dos efeitos fiscais.
*Desde o início de 2012, os descontos concedidos na recuperação de créditos baixados a prejuízo deixaram de ser deduzidos da margem financeira e passaram a deduzir as receitas da recuperação desses créditos. No ano de 2011, esses descontos atingiram R$ 609 milhões. Considerando-se esse efeito em 2011, as receitas de recuperação de créditos baixados como prejuízo teriam apresentado redução de 4,4% em 2012.

Eventos não recorrentes de 2012 e de 2011

(a) Realização de Ativos: O valor é composto, principalmente, pela alienação da totalidade de nossa participação (601.403 ações) da Serasa para a Experian, conforme anunciado ao mercado em 23 de outubro de 2012.

(b) Majoração da Alíquota da Contribuição Social: Ao final do quarto trimestre de 2012 foi constituído o saldo remanescente dos créditos tributários de Contribuição Social de períodos anteriores a elevação da alíquota de 9% para 15%. A partir do ano de 2013, a despesa com Contribuição Social passa a ter o efeito da majoração da alíquota.

(c) Programa de Pagamento ou Parcelamento de Tributos Federais – Lei nº 11.941/09: Efeitos complementares da adesão do Itaú Unibanco Holding e suas controladas ao Programa de Pagamento ou Parcelamento de Tributos Federais em 2009. Este programa inclui débitos administrados pela Receita Federal do Brasil e pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

(d) Provisões para riscos diversos e créditos de liquidação duvidosa: Foram realizados aprimoramentos de critérios, que determinaram a constituição dessas provisões.

(e) Provisão para Contingências – Planos Econômicos: Constituição de provisão para perdas decorrentes de planos econômicos que vigoraram durante a década de 1980.

(f) Redução ao Valor Recuperável – BPI: Em 20 de abril de 2012, o Itaú Unibanco alienou seu investimento de 18,87% no Banco Português de Investimento ao Grupo La Caixa e recebeu cerca de € 93 milhões. Esta transação impactou negativamente o resultado do segundo trimestre de 2012 em R$ 205 milhões, líquido de impostos, e positivamente o patrimônio líquido em R$ 106 milhões. Nessa linha, também estão inclusos os efeitos de ajustes a valor de mercado que ocorreram ao longo de 2011 e 2012.

(g) Programa de Recompensa: Reformulação do benefício.

Aquisição das ações dos minoritários da Redecard

A partir de 24 de setembro de 2012, na maior operação da bolsa de valores de São Paulo no ano, adquirimos 49,98% do capital social da Redecard por meio de oferta pública de aquisição de ações, totalizando 100% das ações. No dia 18 de outubro de 2012, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) cancelou o registro da Redecard como companhia aberta. Contabilizamos essa operação de aquisição das ações de minoritários como uma transação de capital, pelo fato de a alteração em nossa participação na Redecard não ter representado alteração no controle. A diferença entre o valor pago e o valor correspondente aos acionistas minoritários foi reconhecida diretamente no patrimônio líquido consolidado, na rubrica "reservas de lucros" no montante de R$ 11.150 milhões que, líquida dos efeitos fiscais, totalizou R$ 7.360 milhões. Ver Nota Explicativa 2 - c das Demonstrações Financeiras.

Balanço Patrimonial | Ativo

R$ milhões
      Variação
31/12/12 31/12/11 Dez/12 – Dez/11
Circulante e Realizável a Longo Prazo 1.001.212 839.422 19,3%
Disponibilidades
13.967 10.633 31,4%
Aplicações Interfinanceiras de Liquidez
182.034 116.082 56,8%
Títulos Mobiliários e Inst. Financ. Derivativos
276.174 187.880 47,0%
Relações Interfinanceiras e Interdependências
64.610 98.923 -34,7%
Operações de Crédito, Arrendamento e Outros Créditos
366.285 345.483 6,0%
(Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa)
(27.745) (25.772) 7,7%
Outros Ativos
125.887 106.193 18,5%
Carteira de Câmbio
30.960 26.450 17,1%
Outros
94.928 79.743 19,0%
Permanente 13.213 11.909 10,9%
Investimentos
2.956 2.717 8,8%
Imobilizado de Uso e de Arrend. Merc. Operacional
5.566 5.287 5,3%
Intangível e Ágio
4.690 3.906 20,1%
Total do Ativo 1.014.425 851.332 19,2%

O ativo total em 31 de dezembro de 2012 alcançou R$ 1,0 trilhão, uma evolução de 19,2% em relação ao final do ano anterior. Destacamos o aumento das operações de crédito (sem avais e fianças) de 6,0% em relação a 2011, alcançando R$ 366,3 bilhões, das aplicações interfinanceiras de liquidez de 56,8% quando comparado a 2011, atingindo R$ 182,0 bilhões e dos títulos e valores mobiliários em 47,0%, atingindo R$ 276,2 bilhões.

Balanço Patrimonial | Passivo

R$ milhões
      Variação
  31/12/12 31/12/11 Dez/12 – Dez/11
Circulante e Exigível a Longo Prazo 938.165 777.407 20,7%
Depósitos
243.200 242.636 0,2%
Depósitos à Vista
34.916 28.933 20,7%
Depósitos de Poupança
83.451 67.170 24,2%
Depósitos Interfinanceiros
7.600 2.066 267,9%
Depósitos a Prazo
117.232 144.469 -18,9%
Captações no Mercado Aberto
288.818 188.819 53,0%
Recursos de Aceites e Emissão de Títulos
55.108 51.557 6,9%
Relações Interfinanceiras e Interdependências
4.979 4.048 23,0%
Obrigações por Empréstimos e Repasses
59.125 56.602 4,5%
Instrumentos Financeiros e Derivativos
11.128 6.807 63,5%
Provisões Técnicas de Seg., Prev. e Capitalização
93.210 73.754 26,4%
Outras Obrigações
182.598 153.183 19,2%
Dívida Subordinada
54.372 38.974 39,5%
Carteira de Câmbio
31.104 26.182 18,8%
Diversos
97.121 88.027 10,3%
Resultados de Exercícios Futuros 1.137 836 36,0%
Participações Minoritárias nas Subsidiárias 903 1.741 -48,2%
Patrimônio Líquido 74.220 71.347 4,0%
Total do Passivo 1.014.425 851.332 19,2%

No passivo, destaca-se o crescimento das captações no mercado aberto de 53,0%, dos instrumentos financeiros e derivativos de 63,5%, das provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização de 26,4% e da carteira de câmbio de 18,8%. O patrimônio líquido evoluiu 4,0% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 74,2 bilhões.

Carteira de crédito com avais e fianças

A carteira de crédito, incluindo operações de avais e fianças, alcançou o saldo de R$ 426.595 milhões em 31 de dezembro de 2012, com acréscimo de 7,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Acrescentando a esse total as operações de títulos privados, a carteira total alcança R$ 449.248 milhões, e o crescimento no ano vai a 9,0%. Desconsiderando-se a carteira de veículos, o acréscimo de nossa carteira de crédito teria sido de 13,0% em relação ao saldo do ano anterior.

A evolução do nosso mix de crédito para pessoas físicas, neste ano, evidencia o crescimento da carteira de crédito imobiliário e de crédito consignado, com evoluções de 34,2% e 29,4%, respectivamente. A redução da participação da carteira de veículos em nosso mix decorre de uma maior seletividade nas concessões originadas a partir do segundo semestre de 2011, que resultaram em redução nominal do saldo dessa carteira.

A partir de 17 de dezembro de 2012, o Itaú BMG Consignado passou a operar, visando ocupar posição de destaque na oferta, distribuição e comercialização de crédito consignado no Brasil, em linha com nossa estratégia de operarmos mais ativamente em segmentos de spread e perdas historicamente menores.

O crescimento do nosso mix de crédito para pessoas jurídicas indica menor proporção de créditos para micro e pequenas empresas e maior proporção para grandes e médias empresas. A carteira de grandes empresas apresentou crescimento de 15,5% no período de 12 meses.

O saldo de avais e fianças atingiu R$ 60.310 milhões em 31 de dezembro de 2012, com acréscimo de 17,0% nos últimos 12 meses influenciado, principalmente, pelo aumento das operações de grandes empresas e micro, pequenas e médias empresas, que cresceram 16,2% e 17,4%, respectivamente, em relação a 31 de dezembro de 2011.

Carteira de Empréstimos – Inclui Avais e Fianças

R$ milhões
  31/12/12 31/12/11 Dez/12 – Dez/11
Pessoas Físicas 149.809 148.723 0,7%
Cartão de Crédito 40.614 38.961 4,2%
Crédito Pessoal 39.928 36.219 10,2%
Veículos 51.220 60.093 -14,8%
Crédito Imobiliário1 18.047 13.450 34,2%
Pessoas Jurídicas 247.493 227.612 8,7%
Grandes Empresas 158.534 137.234 15,5%
Micro, Pequenas e Médias Empresas2 88.959 90.378 -1,6%
Argentina/Chile/Uruguai/Paraguai 29.293 20.678 41,7%
Total com Avais e Fianças 426.595 397.012 7,5%
Grandes Empresas - Títulos Privados3 22.652 15.220 48,8%
Total com Avais, Fianças e Títulos Privados 449.247 412.232 9,0%
Total com Avais, Fianças e Títulos Privados (ex-Veículos) 398.027 352.139 13,0%
Saldo de Avais e Fianças 60.310 51.530 17,0%
Pessoas Físicas 201 267 -24,4%
Grandes Empresas 54.184 46.630 16,2%
Micro, Pequenas e Médias Empresas 3.774 3.214 17,4%
Argentina/Chile/Uruguai/Paraguai 2.151 1.419 51,6%
1. Não considera o saldo de R$ 389,5 milhões da cessão de crédito imobiliário com coobrigação realizada no 4T11.
2. Inclui Crédito Rural Pessoas Físicas.
3. Inclui Debêntures, CRI e Commercial Paper.
Obs.: A carteira de crédito consignado adquirida do BMG foi considerada como crédito pessoal, e para fins de comparabilidade, os períodos anteriores foram reclassificados. O restante da carteira de crédito adquirido de outros bancos foi classificado com risco de grandes empresas. As carteiras de crédito imobiliário e crédito rural do segmento pessoa jurídica encontram-se alocadas de acordo com o porte do cliente.

Evolução da carteira de crédito – abertura por moeda

Em 31 de dezembro de 2012, uma parcela de R$ 81,9 bilhões do total dos nossos ativos de crédito era denominada ou indexada a moedas estrangeiras. A desvalorização do Real em relação a essas moedas, em especial ao dólar norte-americano, contribuiu para o crescimento do saldo total das operações de crédito em 2012.

Evolução da Carteira de Crédito (R$ bilhões)


Margem financeira

Em 2012, a margem financeira gerencial cresceu 4,9% em relação a 2011, decorrente do aumento de 5,3% da margem financeira com clientes, reflexo do aumento verificado na carteira de crédito e da alteração do mix de empréstimos e financiamentos. Para permitir uma análise mais detalhada das variações da margem com clientes, segregamos as suas operações em dois grupos distintos: a margem financeira das operações sensíveis à variação da taxa de juros e a margem das operações sensíveis à variação dos spreads.

A margem financeira das operações sensíveis à variação da taxa de juros somou R$ 4.848 milhões no ano de 2012, com redução de 32,3% em relação a 2011, impactada principalmente, pela redução da taxa SELIC média do período, que reduziu nossa margem financeira sensível a esta variação em R$ 1.777 milhões no ano de 2012 em relação ao ano anterior.

A margem financeira das operações sensíveis a spreads realizadas com clientes atingiu R$ 43.363 milhões em 2012, uma elevação de 12,3% em relação ao ano anterior. Este crescimento deveu-se, basicamente, à elevação do saldo médio das operações de crédito e às alterações promovidas pelo banco em seu mix de clientes em direção a um portfolio de menor risco de crédito.

A margem financeira das operações realizadas com o mercado decorre, basicamente, das operações da tesouraria que compreendem o gerenciamento dos descasamentos entre ativos e passivos (ALM – Asset Liability Management) e a gestão das carteiras proprietárias. No ano de 2012, a margem financeira com o mercado somou R$ 3.801 milhões, com aumento de R$ 16,0 milhões em relação ao anterior, devido ao maior resultado com posições proprietárias.

Durante o ano de 2012, implementamos mudanças em nosso mix de produtos que, por ser de menor risco, impactou negativamente a nossa Net Interest Margin – NIM de 2012, mas em contra partida resulta em menores despesas com de provisão para créditos de liquidação duvidosa.

Análise da Margem Financeira Gerencial

  2010 2011 2012
  Saldo Médio Margem Financeira Taxa
Média (a.a.)
Saldo Médio Margem Financeira Taxa
Média (a.a.)
Saldo Médio Margem Financeira Taxa
Média (a.a.)
                   
Operações Sensíveis à Variação na
Taxa de Juros Realizadas com Clientes (A)
58.194 5.485 9,4% 69.321 7.158 10,3% 68.706 4.848 7,1%
                   
Operações Sensíveis a Spreads (B) 268.671 34.535 12,9% 331.681 38.623 11,6% 327.440 43.363 11,1%
                   
Net Interest Margin – Margem Financeira
com Clientes (C = A+B)
326.865 40.020 12,2% 401.003 45.781 11,4% 460.131 48.211 10,5%
                   
Margen Financeira com o Mercado
(Tesouraria) (D)
  4.029     3.785     3.801  
                   
Margem Financeira (E = C+D)   44.050     49.566     52.012  


Evolução da Margem Financeira
R$ bilhões

Net Interest Margin com Clientes X CDI


Receitas de prestação de serviços e de tarifas bancárias

Em 2012, as receitas de prestação de serviços e de rendas de tarifas bancárias alcançaram R$ 20.622 milhões, crescimento de 8,3% em relação a 2011. Considerando o resultado com operações de seguros, previdência e capitalização, as receitas atingiram R$ 23.612 milhões, com aumento de 8,5% em relação ao ano anterior.

As receitas de administração de recursos somaram R$ 3.084 milhões, com crescimento de 18,2% em relação ao ano anterior.  Os ativos sob nossa administração totalizaram R$ 562,0 bilhões, uma evolução de 25,0% em relação a 2011, proveniente do crescimento das carteiras.

As receitas decorrentes dos serviços de conta corrente atingiram R$ 3.311 milhões, mantendo uma evolução de 31,9% positiva em relação ao ano anterior, influenciadas principalmente pelo aumento das receitas advindas de pacotes de serviços e pela venda de novos pacotes de tarifas que convertem o valor das mensalidades pagas pelos clientes em créditos na recarga de telefones celulares.

As receitas de operações de crédito e garantias prestadas reduziram-se 19,9% em 2012, impactadas pela suspensão da cobrança de tarifas de aditamento de contratos e pela redução no ritmo de concessões de financiamento de leasing de veículos no ano.

As receitas relacionadas aos serviços de recebimento apresentaram aumento de 8,0% em relação ao ano anterior, influenciadas pelas maiores receitas com rendas de cobrança.

As receitas com cartões de crédito totalizaram R$ 8.281 milhões em 2012, aumento de 10,5% em relação a 2011, influenciadas, principalmente, pelas maiores receitas de interchange e anuidades de cartões. Desconsiderando-se as receitas de processamento de cartões de crédito, em decorrência da alienação da empresa Orbitall ocorrida no segundo trimestre de 2012, as receitas de cartões de crédito teriam apresentado crescimento de 14,2%.

Na linha de outras receitas houve um aumento de 3,0% em relação ao ano anterior, devido principalmente ao maior volume de serviços de Investment Banking.

O resultado da operação de seguros, previdência e capitalização alcançou R$ 2.990 milhões em 2012, aumento de 10,2% em relação ao ano anterior, devido ao aumento nos prêmios ganhos.

Tabela Receitas

R$ milhões
      Variação
  2012 2011 2012 - 2011
Administração de Recursos 3.084 2.608 476 18,2%
Serviços de Conta-Corrente 3.311 2.510 800 31,9%
Operações de Crédito e Garantias Prestadas 2.607 3.255 (648) -19,9%
Serviços de Recebimentos 1.440 1.333 107 8,0%
Cartões de Crédito 8.281 7.497 784 10,5%
Serviços de Processamento da Orbitall 198 418 (220) -52,7%
Outros 1.901 1.845 55 3,0%
Receitas de Prestação de Serviços 20.622 19.048 1.575 8,3%
Resultado com Operações de Seg., Prev. e Cap. (*) 2.990 2.714 276 10,2%
Total 23.612 21.762 1.850 8,5%
(*)Receitas de Operações de Seguros, Previdência e Capitalização (-) Despesas com Sinistros (-) Despesas de Comercialização de Seguros, Previdência e Capitalização.

Evolução das receitas de serviços e resultado de seguros, previdência e capitalização

A relação entre o total de receitas de prestação de serviços e rendas de tarifas bancárias e o resultado de seguros, previdência e capitalização dividido pelo produto bancário – que considera além dessas receitas, a margem financeira gerencial e outras receitas operacionais – atingiu 29,7, aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao ano de 2011.

Evolução das Receitas de Serviços e Resultado de Seguros, Previdência e Capitalização (R$ milhões)


Composição das Receitas de Prestação de Serviços e Tarifas Bancárias

* Receitas de Operações de Seguros, Previdência e Capitalização (-) Despesas com sinistros (-) Despesas de Comercialização de Seguros, Previdência e Capitalização.   * Receitas de Operações de Seguros, Previdência e Capitalização (-) Despesas com sinistros (-) Despesas de Comercialização de Seguros, Previdência e Capitalização.

Resultado de créditos de liquidação duvidosa

O resultado de créditos de liquidação duvidosa totalizou R$ 18.981 milhões em 2012. A despesa com provisão de créditos de liquidação duvidosa alcançou R$ 23.644 milhões no ano, com aumento de R$ 3.732 milhões em relação ao ano anterior, devido ao aumento da inadimplência verificada nas carteiras de veículos e ao aumento de volume das carteiras de crédito pessoal (principalmente crediário parcelado e consignado).

A receita de recuperação de créditos anteriormente baixados como prejuízo somou R$ 4.663 milhões. Desde o início de 2012, os descontos concedidos na recuperação de créditos baixados a prejuízo deixaram de ser deduzidos da margem financeira e passaram a deduzir as receitas da recuperação desses créditos. No ano de 2011, esses descontos alcançaram R$ 609 milhões. Considerando-se esse efeito em 2011, as receitas de recuperação de créditos baixados como prejuízo teriam apresentado redução de 4,4% em 2012.

R$ milhões
  2012 2011 2012 – 2011
Despesa de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (23.644) (19.912) (3.732) 18,7%
Receita de Recuperação de Créditos Baixados como Prejuízo 4.663 5.488 (825) -15,0%
Resultado de Créditos de Liquidação Duvidosa (18.981) (14.424) (4.557) 31,6%

 

PDD e Carteira de Crédito (R$ milhões)   Despesa de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (R$ milhões)
     

  (*) Saldo médio da carteira de crédito considerando os dois últimos trimestres.
     
Em dezembro de 2012, o saldo da carteira de crédito sem avais e fianças evoluiu R$ 20.802 milhões em relação ao ano anterior, alcançando R$ 366.285 milhões, enquanto o saldo da provisão para créditos de liquidação duvidosa aumentou R$ 1.973 milhões, atingindo R$ 27.745 milhões.   A relação entre a despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa e a carteira de crédito atingiu 6,7% em 2012, aumentando 0,5 ponto percentual em relação ao patamar do ano anterior.

 

Índice de Inadimplência (acima de 90 dias)   Índice de Inadimplência (15 a 90 dias)
     
 
O gráfico acima apresenta as evoluções dos índices de inadimplência acima de 90 dias da carteira de crédito total, da carteira de crédito para pessoas físicas e da carteira de crédito para pessoas jurídicas. Em 31 de dezembro de 2012, o índice de inadimplência das operações vencidas acima de 90 dias, apresentou redução de 0,1 ponto percentual em relação ao final de 2011 e de 0,4 ponto percentual em relação ao pico de inadimplência observada em junho de 2012.   No ano de 2012, o índice de inadimplência de curto prazo (medido pelo saldo de créditos em atraso entre 15 a 90 dias sobre a carteira de crédito) apresentou redução de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2011. O segmento de pessoas físicas reduziu 0,6 ponto percentual e o de pessoas jurídicas reduziu 0,8 ponto percentual.

Índice de Cobertura (90 dias)

O índice de cobertura da carteira com atrasos acima de 90 dias alcançou 158% em 2012, influenciado pelo aumento de 5,2% da carteira de crédito em atraso acima de 90 dias. O saldo de provisão para créditos de liquidação duvidosa atingiu R$ 27.745 milhões nesse ano, com crescimento de 7,7% em relação ao ano anterior.

Despesas não decorrentes de juros

No ano de 2012, as despesas não decorrentes de juros totalizaram R$ 33.169 milhões, com crescimento de 1,8% em relação a 2011, em função, principalmente, do crescimento de R$ 310 milhões das despesas de pessoal e de R$ 177 milhões das despesas operacionais.

As despesas de pessoal aumentaram 2,3% em relação a 2011, impactadas pelo aumento das despesas de desligamentos e processos trabalhistas relacionadas com as reestruturações ocorridas no Itaú Unibanco no período. Desconsiderando-se o aumento de R$ 718 milhões verificado nas despesas com desligamentos e processos trabalhistas, as despesas de pessoal teriam apresentado redução de apenas 3% em relação ao ano anterior.

As despesas administrativas apresentaram crescimento de 0,5% em relação a 2012, em função do aumento de volumes das nossas operações, dos reajustes de contratos pela inflação no período e pelo aumento das despesas relacionadas a depreciação e amortização em R$ 235 milhões (pela uniformização de critérios contábeis de depreciação entre empresas do grupo).

Contribuíram também para essa variação, o crescimento das despesas com serviços de terceiros em R$ 36 milhões, decorrente da reestruturação da área de crédito ao consumidor e o aumento das despesas com serviços do sistema financeiro em R$ 73 milhões.

As despesas operacionais em 2012 apresentaram uma evolução de R$ 177 milhões, 3,7% maior que em 2011, influenciadas, principalmente, pelo aumento das despesas de provisão para contingências, devido à reavaliação do valor em risco para as ações cíveis massificadas e pelo crescimento das despesas com comercialização de cartão de crédito em função das maiores despesas com programas de recompensas.

As despesas tributárias, em 2012, apresentaram uma evolução de R$34 milhões, 9,2% maior que em 2011, em função do efeito da maior incidência de IOF sobre Operações de Câmbio e Exposição Cambial neste ano.

  Evolução das Despesas não Decorrentes de Juros (R$ milhões)


R$ milhões
  2012 2011 2012 - 2011
Despesas de Pessoal (13.666) (13.356) (310) 2,3%
Despesas Administrativas (14.176) (14.100) (76) 0,5%
Despesas Operacionais (4.923) (4.746) (177) 3,7%
Outras Despesas Tributárias (*) (404) (370) (34) 9,2%
Total (33.169) (32.572) (597) 1,8%
(*) Não inclui ISS, PIS e Cofins.

O número de colaboradores passou de 104.542 em 2011 para 97.087 em 2012, devido, principalmente, aos efeitos da reestruturação da área de crédito ao consumidor. Essa reestruturação resulta da integração dos sistemas e processos em uma única plataforma, que permitiram capturar sinergias entre as estruturas operacionais, e revisar a estratégia de alguns negócios. Além disso, contribuiu também para essa redução, a venda da empresa Orbitall.

Obs: Para empresas sob controle do Itaú Unibanco, consideramos 100% do total de colaboradores. Para empresas sem o controle do Itaú Unibanco, nenhum colaborador é considerado.

  Colaboradores

     
Índice de eficiência

Em 2012, o índice de eficiência, no conceito cheio (que inclui todas as despesas), alcançou 45,4%, com redução de 1,9 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa redução ocorreu em função do aumento do produto bancário, composto pelas receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias, margem financeira gerencial e resultado de operações de seguros, previdência e capitalização antes das despesas com sinistros e comercialização (6,3% em relação ao mesmo período do ano anterior) maior do que a evolução das despesas (1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior).

Índice de eficiência ajustado ao risco

O índice de eficiência ajustado ao risco em 2012 atingiu 73,3%, um aumento de 3,6 pontos percentuais em relação a 2011, influenciado, principalmente, pelo crescimento das despesas de provisão para créditos de liquidação duvidosa no período.

  Evolução do Índice de eficiência

Índice Eficiência

      Variação
  2012 2011 2012 – 2011
Despesas não Decorrentes de Juros (A) (33.169) (32.572) (597) 1,8%
         
Despesas com Comercialização de Seguros (B) (1.040) (989) (52) 5,2%
Margem Financeira Gerencial 52.012 49.566 2.446 4,9%
Receita de Prestação de Serviços e de Tarifas Bancárias 20.622 19.048 1.575 8,3%
Resultado de Operações com Seguros, Previdência e Capitalização 6.066 5.215 850 16,3%
Outras Receitas Operacionais 278 378 (100) -26,4%
Resultado de Participações em Coligadas 488 410 77 18,9%
Resultado não Operacional 84 191 (106) 0,0%
Produto Bancário (C) 79.550 74.808 4.743 6,3%
         
Despesas Tributárias com ISS, PIS, COFINS e Outras (D) (4.230) (3.839) (390) 10,2%
         
Índice de Eficiência [ E = (A + B) / (C + D) ] 45,4% 47,3%   -1,9 p.p.
         
Despesa de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (23.644) (19.912) (3.732) 18,7%
Receita de Recuperação de Créditos Baixados como Prejuízo 4.663 5.488 (825) -15,0%
Despesas com Sinistros de Seguros (2.035) (1.512) (523) 34,6%
Perdas com Créditos e Sinistros (F) (21.016) (15.936) (5.080) 31,9%
         
Índice de Eficiência Ajustado ao Risco [G = (A + B + F) / (C + D) ] 73,3% 69,7%   3,6 p.p.

Consulte nosso relatório trimestral contendo a Análise Gerencial da Operação e Demonstrações Contábeis completas em nosso site de Relações com Investidores.