Relatório Anual 2012 Itaú Unibanco Holding S.A.

Gerenciamento de riscos e capital

GRI 1.2

Nossa gestão de riscos é um instrumento essencial para otimizar o uso de recursos e selecionar as melhores oportunidades de negócio visando maximizar a criação de valor para os acionistas. A identificação de riscos tem como objetivo mapear os eventos de natureza interna e externa que possam afetar as estratégias das unidades de negócio e de suporte e o cumprimento de seus objetivos, com possibilidade de impactos nos resultados, no capital, na liquidez e na reputação do banco. Nesse sentido, aplicamos o Princípio da Precaução para o mapeamento desses eventos. GRI 4.11 e FG_Econômica

Complementando o processo de gestão de riscos, concluímos a implantação da estrutura de gerenciamento de capital que apoia a instituição por meio do processo contínuo de:

Estabelecemos uma estrutura de comitês responsáveis pela gestão de riscos e capital, os quais se apresentam diretamente ao Conselho de Administração e têm seus membros eleitos ou indicados por esse órgão. GRI EC2

Informações complementares GRI EC2

Nossa gestão de riscos entende a questão de mudanças climáticas como estratégia para a perenidade do negócio. Assim, na concessão de crédito para empresas, o tema é considerado na análise de risco socioambiental por meio da categorização em três níveis do questionário de risco socioambiental e das diretrizes próprias de determinados setores.

Além disso, em 2012, aprimoramos ainda mais nossa gestão no financiamento de projetos, seguindo os novos Padrões de Desempenho da International Finance Corporation (IFC): passamos a solicitar a quantificação das emissões de gases de efeito estufa aos projetos financiados – que deve ser informada anualmente ao banco.

Outra segmentação do tema é a linha de crédito voltada para o desenvolvimento de projetos com baixa geração de emissões. Em 2012, o banco teve uma participação de R$ 412 milhões na concessão de crédito e fiança a projetos de geração de energia eólica. Assessoramos mais de R$ 2,3 bilhões em investimentos nesse setor, aumentando ainda mais o nosso papel como viabilizador de uma economia mais limpa.


Informações complementares GRI FS15

A fim de mitigar possíveis riscos, adotamos políticas e procedimentos relacionados à responsabilidade socioambiental em nossos produtos e serviços. Destaca-se a Política Corporativa de Ética e Combate à Corrupção e à Propina. Disponível em www.itau.com.br/ri e na intranet, estabelece diretrizes complementares ao Código de Ética do Itaú Unibanco relativas aos temas:

  • Combate à corrupção e à propina
  • Vantagens pessoais e subornos
  • Cortesias e contribuições
  • Atividades externas
  • Participação em empresas
  • Participação em atividades e publicações de disseminação do conhecimento
  • Relações com clientes e fornecedores
  • Relações de parentesco
  • Comunicação de desvios éticos
  • Proteção de administradores e colaboradores que manifestem dúvidas, suspeitas ou denúncias sobre desvios de conduta

As áreas de Negócio e Suporte são responsáveis pela implementação da política, com o respaldo de diretrizes traçadas pela Comissão Superior de Ética e pela estrutura de governança (composta por Ombudsman, comitês de ética das empresas, Ouvidoria e Inspetoria).

Política de Sustentabilidade

Para a política de sustentabilidade, apresentada anteriormente, uma estrutura de governança formada pelo Comitê de Supervisão da Sustentabilidade, pelo Comitê Executivo de Sustentabilidade e pelo Comitê de Sustentabilidade responde pela implementação de suas diretrizes.

Política Corporativa de Avaliação de Produtos, Operações, Processos

Disponível para o público interno, a política visa alcançar os melhores resultados financeiros, econômicos e mercadológicos, sempre com foco na gestão de riscos. Estabelece um padrão de governança para a avaliação de produtos e processos, assegurando que planos e decisões estejam de acordo com as políticas comerciais, gerenciais e éticas, com as alçadas estabelecidas pela regulamentação vigente e com a administração superior. Esse processo requer a integração das áreas de produtos e avaliadoras (Jurídico, Prevenção a Lavagem de Dinheiro, Segurança da Informação, Tributário, Contabilidade, Sustentabilidade, entre outras), formando um grupo que, em conjunto, gere diferenciais competitivos e agregue valores para os clientes. A área de Sustentabilidade avalia os seguintes itens: educação financeira, transparência, sustentabilidade, risco socioambiental e risco reputacional de avaliadores.

Além da estrutura de órgãos colegiados, temos uma unidade independente e única, responsável pelo controle dos riscos de crédito, de mercado, de liquidez, operacional e de subscrição, que é realizado de forma centralizada. Essa unidade também é responsável por centralizar nosso gerenciamento do capital. O objetivo é prover ao Conselho e aos executivos uma visão global das exposições do Itaú Unibanco aos riscos, bem como uma visão prospectiva sobre a adequação do seu capital para otimizar e agilizar as decisões corporativas.

Risco de crédito

O risco de crédito é a possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não cumprimento pelo tomador, pelo emissor ou pela contraparte de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na renegociação ou aos custos de recuperação.

Nossa gestão do risco de crédito visa à criação de valor para os acionistas mediante a análise do retorno ajustado ao risco, com foco em manter a qualidade da carteira de crédito em níveis adequados para cada segmento de mercado em que opera.

Entendemos ainda que empresas que possuem boas práticas de gestão socioambiental representam menores riscos para a sociedade. Por isso, desenvolvemos a Política Corporativa de Risco Socioambiental, cujo objetivo é formalizar os critérios socioambientais que são adotados pelo Itaú Unibanco em seu processo de crédito para empresas, tratando também da aderência de suas práticas aos Compromissos Voluntários, principalmente, Protocolo Verde, Princípios do Equador e Pacto Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo e o Carbon Disclosure Project (CDP). Dessa forma, buscamos dar sua contribuição para a sociedade e melhorar seu próprio perfil de risco. GRI 4.12

Adicionalmente, utilizamos uma fórmula única que calcula patamares máximos aceitáveis de comprometimento da renda dos clientes que, alinhada às iniciativas de uso consciente do crédito, permitiu melhorar a qualidade da concessão de crédito.

Política Corporativa de Risco Socioambiental Clique aqui e veja nossa Política Corporativa de Risco Socioambiental.
Circular Bacen Clique aqui e veja nosso relatório de riscos – Circular Bacen nº 3.477.
Risco de mercado

O risco de mercado é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas pela instituição, incluindo os riscos das operações sujeitas à variação cambial, das taxas de juros, dos preços de ações e dos preços de mercadorias (commodities).

A gestão de risco de mercado é o processo pelo qual monitoramos e controlamos os riscos de variações nas cotações de mercado dos instrumentos financeiros, com o objetivo de otimizar a relação risco-retorno, valendo-se de estrutura de limites, modelos e ferramentas de gestão adequadas.

O controle de risco de mercado, realizado independentemente das áreas de negócios, é responsável em executar as atividades diárias de mensuração, avaliação, monitoramento dos cenários de estresse, dos limites e dos alertas, análise e relato de risco aos responsáveis, acompanhando as ações necessárias para readequação da posição e/ou nível de risco e pela viabilização do lançamento de novos produtos.

Circular Bacen Clique aqui e veja nosso relatório de riscos – Circular Bacen no 3.477.
Risco de liquidez

O risco de liquidez é definido como a ocorrência de desequilíbrios entre ativos negociáveis e passivos exigíveis – descasamentos entre pagamentos e recebimentos – que possam afetar a capacidade de pagamento da instituição, levando-se em consideração as diferentes moedas e os prazos de liquidação de seus direitos e suas obrigações.

O gerenciamento do risco de liquidez busca garantir liquidez suficiente para dar suporte a saídas de recursos potenciais em situações de estresse de mercado, bem como a compatibilidade entre as captações e os prazos e a liquidez dos ativos.

Possuímos uma estrutura dedicada ao monitoramento, ao controle e à análise do risco de liquidez, utilizando-nos de modelos de projeções das variáveis que afetam o fluxo de caixa e o nível de reserva em moeda local ou estrangeira.

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Risco operacional

O risco operacional é definido como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos. Essa definição inclui o risco legal, associado à inadequação ou à deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela instituição.

Os possíveis eventos de risco operacional gerenciados incluem fraudes interna e externa, demandas trabalhistas e segurança deficiente do local de trabalho, práticas inadequadas relativas a clientes, produtos e serviços, danos a ativos físicos, interrupção das atividades da instituição, falhas em sistemas de tecnologia da informação e falhas na execução, no cumprimento de prazos e no gerenciamento das atividades na instituição.

O Conselho de Administração é o órgão máximo da governança do risco operacional. Dispomos também de uma área dedicada a controles internos e compliance, responsável pela definição dos métodos para identificação, avaliação, monitoramento, controle e mitigação do risco operacional. Contamos ainda com uma área dedicada ao controle de riscos que tem a responsabilidade de acompanhar e mensurar o risco operacional, visando inclusive à alocação de capital, conforme previsto no Acordo de Basileia II e nos requerimentos do Banco Central do Brasil.

Circular Bacen Clique aqui e veja nosso relatório de riscos – Circular Bacen no 3.477.
Risco de subscrição

O risco de subscrição é a possibilidade de ocorrência de perdas decorrentes de operações de seguros, previdência e capitalização que contrariem as expectativas da organização, associadas, direta ou indiretamente, às bases técnicas e atuariais utilizadas para cálculo de prêmios, contribuições e provisões.

O gerenciamento de risco de subscrição compreende as atividades de gestão e controle das operações de seguro, previdência e capitalização e visa à criação de valor para os acionistas, por meio da análise e do monitoramento da relação risco retorno, com foco em manter o perfil de risco da carteira ajustado às definições estratégicas da organização.

O processo de gerenciamento de risco de subscrição é suportado por papéis e responsabilidades definidos entre as áreas de negócios e de controle de risco para reafirmar a segregação entre as atividades de gestão e de controle e assim assegurar a independência entre as áreas. Além disso, existe uma governança que garante uma validação independente dos produtos e das negociações em questão, garantindo o cumprimento das diversas exigências internas e regulatórias.

Em 2012, durante a realização da Conferência Rio+20, aderimos voluntariamente aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), iniciativa da ONU para integrar as questões ambientais, sociais e de governança às atividades do setor de seguros. Essa é uma iniciativa que agrega valor às nossas operações e contribui para o desenvolvimento sustentável do mercado.

Circular Bacen Clique aqui e veja nosso relatório de riscos – Circular Bacen no 3.477.
Princípios para Sustentabilidade Saiba mais sobre os Princípios para Sustentabilidade nos Seguros.
Basileia III

A adoção de regras definitivas de Basileia III encontra-se em fase de discussão no âmbito nacional e internacional. Desde a publicação do novo acordo, implantamos processos internos para avaliar o impacto das mudanças, sendo que os novos conceitos de Basileia III publicados até o momento já foram incorporados nas nossas análises prospectivas de capital e liquidez, e o processo de adequação dos nossos negócios à nova regulação já está adiantado.

Nossa intenção é não somente estar em conformidade mas de fato manter capital em índices superiores aos requisitos mínimos de Basileia III. Veja detalhes sobre o nosso índice de Basileia na Nota Explicativa 3-a das Demonstrações Financeiras.